Notícia de um jornal diário.
E de repente, as classificações dos alunos no acesso ao ensino superior estão a gerar uma acesa e pouco edificante discussão por causa desta "eliminação" das notas em Educação Física. Num sistema escolar comprovadamente desmiolado, é natural que o acesso ao ensino superior cumpra a regra.
Tenho lido os posts e os respectivos comentários na blogosfera. O Miguel Pinto traça aqui quatro cenários muito bem fundamentados e o Paulo Guinote, com a sensatez habitual, insere o seguinte comentário, que é uma espécie de oxigénio ao caos e em que aprecio a simplicidade como resultado do conhecimento e do estudo, neste seu post:
"Quando entrei na Faculdade a fórmula permitia deixar para trás a nota mais baixa do 12º ano. E eram apenas 3 disciplinas.
O modelo poderia ser esse."
Pode saber mais aqui.
Este é dos temas proibidos nas minhas conversas familiares.
ResponderEliminarTenho um filho prestes a ser médico, da era pré-média-a-contar, que, provavelmente, não teria entrado naquele ano em Medicina (em que o último admitido teve 18,25 de média) se a sua nota a Educação Física tivesse pesado. Tenho outro filho, da era-pós-média-a-contar que, caso tivesse querido seguir Medicina, teria média para entrar no seu ano com a ajuda da nota elevada de Educação Física.
O curioso é que eu nem sei bem o que pensar… mas eles são ambos contra, um porque alega que não tem culpa nenhuma de não ter jeito sequer para acertar numa bola, outro porque diz que não se esforçou nada para ter a nota que teve e que lhe parecia tudo tão fácil…
E esta, hein?!
Cito JSoares, um ilustre fisiologista da FADEUP: "Se (a EF) é algo que “ou se tem ou não se tem jeito” então acabem com as classificações. É uma hipocrisia. Eu também não tinha “muito jeito” para matemática, mas nunca serviu de atenuante. Porque há-de servir para a EF? Só serve porque, na realidade, entendemos que esta é uma disciplina menor."
ResponderEliminarChega de hipocrisia... basta de "cratês"!
Quando referi que este era um dos temas proibidos nas minhas conversas familiares foi, precisamente, porque sou adepta da máxima “alma sã em corpo são”, defendendo uma formação integral dos jovens que passa, inevitavelmente, pela componente física.
ResponderEliminarO que me deixa amiúde pensativa e com dúvidas, no que se refere à questão central do post (contar/não contar para a média), é o facto de os próprios jovens (não só os meus filhos, como também os milhares de alunos que já passaram pela minha vida) invocarem a tal falta de jeito para diferenciar as classificações de Educação Física entre si. Onde irão eles buscar o preconceito? Às famílias? A (alguns) professores? À sociedade em geral?
Talvez a sugestão do Paulo Guinote seja mesmo a mais acertada, principalmente porque me faz confusão que o currículo inclua disciplinas obrigatórias, consideradas essenciais portanto, que não contem para nada (por decreto), mas tenham avaliação quantitativa igual às demais.
Por tudo isto, parece-me oportuno o comentário do Paulo Guinote.
ResponderEliminarAbraço aos dois.
Obrigado. Já lá vou ver isso Arlindo :)
ResponderEliminarÉ Ana. Desmiolos vários.
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