O estudo do ISPA, com uma amostra de cerca de 800 professores das várias zonas do país, é claro: cerca de metade dos professores sofre de stress, ansidedade e exaustão.
Há muito que os médicos, principalmente os psiquiatras, não se cansam de classificar a profissão de professor como de elevado risco. É natural que depois de vários anos com políticas educativas desmioladas - estatutos do professor e do aluno, avaliação do desempenho e gestão escolar - em que a desconfiança nos professores foi uma tónica assente em prestação de contas sobrecarregada de má burocracia, os resultados sejam arrasadores e prometam acentuar-se com uma nova onda de burocracia e de reorganização da actividade lectiva associadas a um modelo de avaliação-mais-do-mesmo e a uma gestão escolar megalómana que subalterniza a condição dos professores.
Tenho para mim que duas das explicações para isto têm a ver com o prazer (ou não) que cada um consegue retirar no exercício da profissão, e com a recompensa (ou não) desse exercício. De facto, cada vez é mais difícil
ResponderEliminar1- sentir prazer em dar uma aula e
2- (aqui falo da minha disciplina, a matemática) sentir recompensa através dos (supostos bons) resultados que os alunos deveriam ter.
Depois é um círculo vicioso, uma pescadinha-de-rabo-na-boca, do qual é muito difícil sair quando não se tem um bom grupo de colegas, uma Direção que apoia, condições físicas, etc, etc,... para além de uma personalidades resiliente e/ou otimista.
Já agora, gostava de saber se há diferenças de disciplina para disciplina. Aposto que os professores de Ed. Física são os menos atingidos :-))
Boa semana, a última, de aulas!
... a outra metade revela os mesmos sintomas - mas não quer que se saiba. ;)
ResponderEliminarÉ tudo isso Maria José. Não sei se os Profs. de Ed. Física são menos atingidos :) :) Haverá de tudo, claro, e ainda bem. O estudo diz que são cerca de 50% :) :)
ResponderEliminarAquele abraço.
:) É bem provável Lúcio.
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