domingo, 15 de julho de 2012

da blogosfera - a educação do meu umbigo

 


 


 


Um caso bastante vergonhoso de experimentação e engenharia profissional


 


 


"(...)O processo que está em decurso de empurrão de muitos milhares de docentes para uma dança de cadeiras sem cadeiras é do foro do obsceno e olhem que nem costumo colorir muito a adjectivação. E tanto maior é a obscenidade quanto se sabe ser uma dança inútil e desnecessária. Que apenas visa assustar as pessoas e prepará-las para eventuais medidas a implementar nos próximos meses relacionadas com a mobilidade especial ou a aposentação antecipada.(...)


 


"(...)Repito: o que se está a passar com a definição de horários-zero neste final de ano lectivo é algo vergonhoso e obsceno, um exercício espúrio, moral e eticamente inaceitável, de engenharia profissional em que um MEC sem capacidades de planeamento anda a brincar com a vida profissional, pessoal e familiar, daqueles que deveria saber mobilizar para uma melhoria da Educação, não para o objectivo mesquinho da Educação possível com o preço mais baixo.(...)"

8 comentários:

  1. Mais um excelente post do Paulo Guinote pare ler com atenção.

    É certo que os professores DACL acabarão por regressar à escola, pois nas outras escolas também não há horas. É certo que continuarão a receber o ordenado. Mas psicologicamente, as pessoas ficam destroçadas.

    Está na hora como diz no post mais abaixo.

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  2. Mais vale tarde do que nunca, embora PG continue a lançar um "manto diáfano de fantasia" para encobrir a porcaria que o seu ídolo dos tempos do plano inclinado vem fazendo.

    Infelizmente, para cada um dos muitos milhares de contratados que vão ficar sem trabalho, e para desespero dos QE e QZP's que pensavam que não era nada com eles, as previsões feitas em devido tempo pela FENPROF acabam por se mostrar algo conservadoras. E na altura PG, e os que mais se revêm no que escreve, fartou-se de gozar com os avisos que eram feitos "à navegação".

    Mas ainda bem que reconhecem agora que Crato, tal como PPC e Gaspar, não presta. E não presta porque a política que defende e pratica se destina a defender os ricos e a penalizar quem ganha a vida com o suor do seu rosto.

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  3. Viva Francisco.

    Que raio de coisa. Desta vez não vou resistir e vou escrever mais qualquer coisa.

    Não concordo nada com o que escreves. Sabes muito bem o que penso do Paulo Guinote e a enorme consideração que tenho pelo seu desempenho como cidadão e blogger.

    Partilho do seu conceito de responsabilidade individual.

    Uma coisa foi querer derrotar Sócrates e Lurdes Rodrigues e todos o fizemos e muito bem (embora haja quem tenha a assinado acordos e entendimentos que cortaram a espinha dorsal (e estou a referir-me a uma plataforma de 15, para além haver responsabilidades diversas e conhecidas) e também há os que vociferavam contra Sócrates e agora calam-se de uma forma que os devia envergonhar).

    Nunca vi, e nem me preocupei muito com isso, o PG apelar ao voto nesta maioria. E quase que me apetecia escrever coisas que o Paulo me confidenciou, mas prometi-lhe reserva e ficará assim para sempre.

    Houve um benefício da duvida que foi geral, e que é democrático, para quem ganhou eleições por sufrágio directo e universal.

    Há uma coisa que tenho a certeza que o PG escreveu: derrotou-se Sócrates (com as devidas proporções, claro) e derrotar-se-á esta maioria se necessário for.

    Concordo com uma coisa que escreves. Estamos numa luta de classes como já escrevo há muito. Respeito muito a tua última frase: "E não presta porque a política que defende e pratica se destina a defender os ricos e a penalizar quem ganha a vida com o suor do seu rosto."

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  4. PAulo, obrigado pela tua defesa, mas temos sempre de contextualizar a acção dos "lutadores" que não tiveram espinha para recusar ser relatores, por se acharem a melhor opção para os avaliados.
    E que - pior - o fizeram por se acharem "entre a espada e a parede" e, depois, envergonhados, tentaram negar a imensa falta de coerência.

    E não perdoam quem disse "não" e o assumiu até ao fim.

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  5. Paulo,
    é natural que discordes do que penso e escrevo sobre o assunto.
    No entanto, quando digo que não se pode distinguir o que um ministro (Crato) despacha e/ou legisla daquilo que pensa, limito-me a constatar que os ministros estão no governo porque i) foram convidados pelo 1º ministro para executarem uma determinada política; ii) aceitaram o convite porque concordam com a política e as orientações que o 1º ministro defende para o país; iii) continuam a executar as orientações que o 1º ministro lhes dá.
    É por tudo isso que, quando vejo alguém a fazer distinções entre o que um ministro (Crato) faz e aquilo que alegadamente pensa, vejo nessa atitude um branqueamento a que na msg anterior chamei, queirosianamente, um "manto diáfano de fantasia" por contraponto à nudez clara da realidade.
    Quanto ao resto, cada um encontra as razões que bem entende para ter outros em alta ou baixa consideração. Depende das lentes que usamos e do nosso próprio ponto de vista... sem esquecer que este é sempre a vista a partir de um ponto. :)
    Abraço
    F.

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  6. Paulo,
    é natural que discordes do que penso e escrevo sobre o assunto.
    No entanto, quando digo que não se pode distinguir o que um ministro (Crato) despacha e/ou legisla daquilo que pensa, limito-me a constatar que os ministros estão no governo porque i) foram convidados pelo 1º ministro para executarem uma determinada política; ii) aceitaram o convite porque concordam com a política e as orientações que o 1º ministro defende para o país; iii) continuam a executar as orientações que o 1º ministro lhes dá.
    É por tudo isso que, quando vejo alguém a fazer distinções entre o que um ministro (Crato) faz e aquilo que alegadamente pensa, vejo nessa atitude um branqueamento a que na msg anterior chamei, queirosianamente, um "manto diáfano de fantasia" por contraponto à nudez clara da realidade.
    Quanto ao resto, cada um encontra as razões que bem entende para ter outros em alta ou baixa consideração. Depende das lentes que usamos e do nosso próprio ponto de vista... sem esquecer que este é sempre a vista a partir de um ponto. :)
    Abraço
    F.

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  7. É Paulo. Francamente. A sociedade portuguesa é que tem de te agradecer. E até fui mais além do que o habitual.

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  8. Viva.

    Não baralhes. Referi-me ao Paulo Guinote e até concordei com a última frase que é daquelas que vai ao osso.

    Não te parece que chega desse registo entre professores ainda para mais numa altura destas com tanta gente a sofrer?

    Abraço.

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