Um caso bastante vergonhoso de experimentação e engenharia profissional
"(...)O processo que está em decurso de empurrão de muitos milhares de docentes para uma dança de cadeiras sem cadeiras é do foro do obsceno e olhem que nem costumo colorir muito a adjectivação. E tanto maior é a obscenidade quanto se sabe ser uma dança inútil e desnecessária. Que apenas visa assustar as pessoas e prepará-las para eventuais medidas a implementar nos próximos meses relacionadas com a mobilidade especial ou a aposentação antecipada.(...)
"(...)Repito: o que se está a passar com a definição de horários-zero neste final de ano lectivo é algo vergonhoso e obsceno, um exercício espúrio, moral e eticamente inaceitável, de engenharia profissional em que um MEC sem capacidades de planeamento anda a brincar com a vida profissional, pessoal e familiar, daqueles que deveria saber mobilizar para uma melhoria da Educação, não para o objectivo mesquinho da Educação possível com o preço mais baixo.(...)"
Mais um excelente post do Paulo Guinote pare ler com atenção.
ResponderEliminarÉ certo que os professores DACL acabarão por regressar à escola, pois nas outras escolas também não há horas. É certo que continuarão a receber o ordenado. Mas psicologicamente, as pessoas ficam destroçadas.
Está na hora como diz no post mais abaixo.
Mais vale tarde do que nunca, embora PG continue a lançar um "manto diáfano de fantasia" para encobrir a porcaria que o seu ídolo dos tempos do plano inclinado vem fazendo.
ResponderEliminarInfelizmente, para cada um dos muitos milhares de contratados que vão ficar sem trabalho, e para desespero dos QE e QZP's que pensavam que não era nada com eles, as previsões feitas em devido tempo pela FENPROF acabam por se mostrar algo conservadoras. E na altura PG, e os que mais se revêm no que escreve, fartou-se de gozar com os avisos que eram feitos "à navegação".
Mas ainda bem que reconhecem agora que Crato, tal como PPC e Gaspar, não presta. E não presta porque a política que defende e pratica se destina a defender os ricos e a penalizar quem ganha a vida com o suor do seu rosto.
Viva Francisco.
ResponderEliminarQue raio de coisa. Desta vez não vou resistir e vou escrever mais qualquer coisa.
Não concordo nada com o que escreves. Sabes muito bem o que penso do Paulo Guinote e a enorme consideração que tenho pelo seu desempenho como cidadão e blogger.
Partilho do seu conceito de responsabilidade individual.
Uma coisa foi querer derrotar Sócrates e Lurdes Rodrigues e todos o fizemos e muito bem (embora haja quem tenha a assinado acordos e entendimentos que cortaram a espinha dorsal (e estou a referir-me a uma plataforma de 15, para além haver responsabilidades diversas e conhecidas) e também há os que vociferavam contra Sócrates e agora calam-se de uma forma que os devia envergonhar).
Nunca vi, e nem me preocupei muito com isso, o PG apelar ao voto nesta maioria. E quase que me apetecia escrever coisas que o Paulo me confidenciou, mas prometi-lhe reserva e ficará assim para sempre.
Houve um benefício da duvida que foi geral, e que é democrático, para quem ganhou eleições por sufrágio directo e universal.
Há uma coisa que tenho a certeza que o PG escreveu: derrotou-se Sócrates (com as devidas proporções, claro) e derrotar-se-á esta maioria se necessário for.
Concordo com uma coisa que escreves. Estamos numa luta de classes como já escrevo há muito. Respeito muito a tua última frase: "E não presta porque a política que defende e pratica se destina a defender os ricos e a penalizar quem ganha a vida com o suor do seu rosto."
PAulo, obrigado pela tua defesa, mas temos sempre de contextualizar a acção dos "lutadores" que não tiveram espinha para recusar ser relatores, por se acharem a melhor opção para os avaliados.
ResponderEliminarE que - pior - o fizeram por se acharem "entre a espada e a parede" e, depois, envergonhados, tentaram negar a imensa falta de coerência.
E não perdoam quem disse "não" e o assumiu até ao fim.
Paulo,
ResponderEliminaré natural que discordes do que penso e escrevo sobre o assunto.
No entanto, quando digo que não se pode distinguir o que um ministro (Crato) despacha e/ou legisla daquilo que pensa, limito-me a constatar que os ministros estão no governo porque i) foram convidados pelo 1º ministro para executarem uma determinada política; ii) aceitaram o convite porque concordam com a política e as orientações que o 1º ministro defende para o país; iii) continuam a executar as orientações que o 1º ministro lhes dá.
É por tudo isso que, quando vejo alguém a fazer distinções entre o que um ministro (Crato) faz e aquilo que alegadamente pensa, vejo nessa atitude um branqueamento a que na msg anterior chamei, queirosianamente, um "manto diáfano de fantasia" por contraponto à nudez clara da realidade.
Quanto ao resto, cada um encontra as razões que bem entende para ter outros em alta ou baixa consideração. Depende das lentes que usamos e do nosso próprio ponto de vista... sem esquecer que este é sempre a vista a partir de um ponto. :)
Abraço
F.
ResponderEliminarPaulo,
é natural que discordes do que penso e escrevo sobre o assunto.
No entanto, quando digo que não se pode distinguir o que um ministro (Crato) despacha e/ou legisla daquilo que pensa, limito-me a constatar que os ministros estão no governo porque i) foram convidados pelo 1º ministro para executarem uma determinada política; ii) aceitaram o convite porque concordam com a política e as orientações que o 1º ministro defende para o país; iii) continuam a executar as orientações que o 1º ministro lhes dá.
É por tudo isso que, quando vejo alguém a fazer distinções entre o que um ministro (Crato) faz e aquilo que alegadamente pensa, vejo nessa atitude um branqueamento a que na msg anterior chamei, queirosianamente, um "manto diáfano de fantasia" por contraponto à nudez clara da realidade.
Quanto ao resto, cada um encontra as razões que bem entende para ter outros em alta ou baixa consideração. Depende das lentes que usamos e do nosso próprio ponto de vista... sem esquecer que este é sempre a vista a partir de um ponto. :)
Abraço
F.
É Paulo. Francamente. A sociedade portuguesa é que tem de te agradecer. E até fui mais além do que o habitual.
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarNão baralhes. Referi-me ao Paulo Guinote e até concordei com a última frase que é daquelas que vai ao osso.
Não te parece que chega desse registo entre professores ainda para mais numa altura destas com tanta gente a sofrer?
Abraço.