quarta-feira, 25 de julho de 2012

e ninguém se demite?

 


 


 


Quem não está por dentro do assunto até pode pensar que o título é exagerado. Haverá até uns quantos cérebros rotativos que dirão que é apenas a tradicional querela entre Governo e sindicatos de professores. A escola pública tem sido destruída pelas coreografias da mesa negocial e pelos "senadores" que só conhecem esse registo estratosférico. Aliás, são as mesmas massas cinzentas que nos conduziram ao estado em que estamos e que continuam alapados em fundações, onde contratam quem bem entendem e no universo da oligarquia, com direito a limousine e por aí fora.


 


E sejamos ainda mais objectivos: onde estão os que diziam que era inadmissível generalizar sem testar? Ou isso depende da cor partidária e das respectivas benesses e convocatórias para reuniões?


 


 


"Anomalia" obriga a contactar professores contratados que já concorreram 


 


"A Direcção-Geral da Administração Escolar reconheceu esta quarta-feira “a existência de uma anomalia” na aplicação informática disponibilizada para o concurso de cerca de 40 mil professores contratados.(...)"

6 comentários:

  1. Parece que um simples "pedido de desculpas pelos transtornos causados aos candidatos" no final de uma nota informativa é, para esta "gente", o suficiente.
    Realmente não se trata de simples transtornos. São danos que se vão repetindo e acumulando e cujas consequências podem ser dramáticas para muitas pessoas.

    Que mais posso chamar à tal "gente" além de levianos?

    ResponderEliminar
  2. Isto é inacreditável!
    Quem já estiver de férias, depois de considerar que tinha o assunto resolvido (ainda que mal resolvido), vai saber destas alterações como?
    Ligação constante à Internet e consulta da DGAE não é programa de férias, mesmo apoucadas, como se impõem nos tempos actuais.
    Vão contactar as pessoas como e quando?
    Alguém acredita que o façam por telemóvel, ao menos? Eu não, infelizmente.
    Já estou de férias e menos conectada.
    Cada vez que navego para saber como vai o mundo a que pertenço, dá-me vontade de fugir, de não voltar nunca mais, de emigrar para bem longe. Não se aproveita nada.
    No que à Educação diz respeito, não há uma notícia que não dê vómitos, credo!
    Espero sinceramente que esta questão do concurso dos colegas contratados seja devidamente corrigida para todos.
    Bem basta a pouca sorte que se adivinha quanto às respectivas vagas...

    ResponderEliminar
  3. Férias, tenho.
    Por enquanto, e felizmente, com tempo limitado, já que encontrarei o meu lugar no regresso. Lamentavelmente, muitos não têm a mesma sorte, eu sei.
    O resto a que a palavra "férias" se associava... bem, isso é outra história.
    Mas a distância mental, o afastamento temporário da escola e a sensação de liberdade espiritual, mesmo que ilusória e temporária, são luxos que ainda não tiraram a alguns, ainda não me tiraram a mim. Sou uma felizarda, de facto.

    ResponderEliminar