domingo, 1 de julho de 2012

e que tal no 1º ano?

 


 


 


O MEC prepara-se para proporcionar aos alunos que entram no 5º ano de escolaridade a possibilidade de formação que enfrente os desafios do mercado de trabalho.


 


Portugal já viveu essa experiência no período que antecedeu a revolução dos cravos. A separação de vias formativas acontecia no equivalente ao actual 7º ano de escolaridade e até com resultados interessantes nas taxas de empregabilidade no mercado de trabalho da altura.


 


Sejamos claros: há alunos que chegam ao 5º ano e que revelam sinais de que não vão cumprir a escolaridade obrigatória, o mesmo acontece na entrada no 1º ano de escolaridade e talvez até no pré-escolar. O eufemismo dos desafios do mercado de trabalho não passa de um estacionamento para o desemprego, a exemplo do que acontecia com os CEF´s que agora parecem terminar, e está muito longe de corresponder a uma formação profissional séria, estruturada e que se afirme nas ideias de igualdade de oportunidades e de aumento da produtividade


 


O que este retrocesso significa é a total incapacidade da nossa sociedade em educar as suas crianças, remetendo para a escola um caderno de encargos impossível de cumprir. O isolamento das instituições escolares tem-se acentuado. A recente discussão à volta do calendário escolar do próximo ano é mais um sinal do mesmo vírus.


 


O tal mercado de trabalho suprime o tempo que as famílias dedicam às crianças do mesmo modo que ameaça as taxas de natalidade e contribui para o empobrecimento do país. A constante alteração de políticas por parte do MEC é só um sinal de desorientação e assume-se como causa e consequência da instabilidade comprovada da nossa sociedade.


 


"(...)O Ministério da Educação e da Ciência quer criar uma nova oferta de estudos, com disciplinas mais práticas, logo a partir do 2º ciclo do  ensino básico – ou seja do 5º ano de escolaridade.


O objetivo é assegurar que os alunos tenham acesso a diferentes  alternativas, incluindo vias que “que preparem os jovens para a vida, dotando-os  de ferramentas que lhes permitam enfrentar os desafios do mercado de trabalho”. Estes novos “cursos de ensino vocacional” poderão ser frequentados por opção do  aluno ou por sugestão da escola, mas sempre com o acordo dos pais.(...)"

12 comentários:

  1. De acordo.

    Infelizmente, fizeram-me desconfiada.

    O Estado, o governo, os governantes, as políticas não têm provado estar ao serviço de melhorias quer em termos de emprego, quer em termos de ensino e educação.

    Daí que, desconfio.

    Por saber o que se pretende com o que é referido neste texto que escreveu, não poderia estar de acordo com estas medidas.

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  2. Ao lado, mas talvez nem tanto...

    Custa-me ver jovens com qualificações superiores a não conseguirem mais do que um trabalho em festas de verão, em festas populares ou em publicidade em centros comerciais....

    Trabalhos destes são trabalhos para jovens estudantes em part-time durante férias e/ou interrupções lectivas.

    Um país que trata assim (ou deixa que tratem assim) os jovens adultos que finalizaram os seus cursos em áreas como, por exemplo, saúde, engenharia, ciências físico-químicas, biologias, artes ou humanidades não é um País atento ao futuro.

    É uma coisa qualquer, mas não é um País.

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  3. Parecem-me assuntos da mesma família. O desnorte é causa e consequência de uma série de políticas erradas. Está comprovado.

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  4. Deve ser uma oferta do género "Da Escola para o Andaime"

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  5. Boa tarde

    Caro colega

    Gostaria que me informasse, caso seja for possível, se segundo o novo despacho emanado do MEC, os docentes do 1º ciclo terão a sua carga horária de 25 horas letivas, excluindo o intervalo que era, até à data, considerado tempo letivo, ou seja, o horário que seria das 8 horas às 13 horas, por exemplo, passaria a ser das 8 h às 13 h 30, sem contar com o referido intervalo de 30 minutos. Tenho sérias dúvidas, porque o meu agrupamento afiança que será assim no próximo ano letivo.

    Grata pela atenção
    Abraço cordial

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  6. Boa tarde.

    Pelo que sei, o horário é de 25 horas lectivas incluindo os intervalos. Lecciono há muito numa escola básica integrada e, mesmo no denominado regime normal, é assim. Já consultei colegas do 1º ciclo que mo confirmaram.

    Nada que agradecer.

    Disponha.

    Abraço cordial também.

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  7. E que tal a colega perguntar ao director(ou directora) qual a legislação que altera o que sempre vigorou? É que o novo despacho não fala nisso. E como é nas escolas pequenas que não têm funcionários?

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  8. Boa-noite
    Agradeço a prontidão da sua resposta e garanto-lhe que foi a própria direção da escola que nos informou, alegando que, após leitura do despacho, é essa a interpretação que fazem, erradamente, é claro. Fico grata pela vossa compreensão e disponibilidade.
    Bem-haja!

    Boas férias a todos... Abraço grande.

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  9. Muito obrigada pelo seu esclarecimento. Efetivamente penso o mesmo, mas por vias das dúvidas quis uma outra opinião; parece haver, infelizmente, quem goste de complicar ou então não saberão interpretar o que leem.
    Boas férias!

    Abraço cordial

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