Fotografia © Leonardo Negrão/Global Imagens
Não sei se foram centenas ou milhares que se manifestaram hoje no Rossio, o que sei é que está em curso a mais grave delapidação da escola pública. Agregar escolas, cortar sem evidências empíricas ou teóricas na carga curricular dos alunos e aumentar abruptamente o número de alunos por turma só podia resultar nesta tragédia. Há outras circunstâncias desenhadas pelo bom aluno para além da troika, mas as enumeradas são as mais relevantes.
São milhares os professores contratados que ficarão sem horário e são outros milhares os que estão atónitos a receber a comunicação de horário zero. Os quadros das escolas foram dimensionados para outras realidades, mas esses contratos com o Estado de direito não foram assessorados pelos escritórios de advogados que serviram as PPP s, o BPN e por aí fora.
Muitas vezes os professores ecoaram o célebre "está na hora". Tenho a convicção que voltámos a esse registo e que os próximos tempos aquecerão. Que ninguém se julgue acima da tragédia. A razão tem muita força e a manifestação de hoje foi só o primeiro sinal. Os professores ainda nem acreditam neste despedimento silencioso e estão esmagados e saturados. Mas reagirão.
Professores encheram meia praça do Rossio, muitos deles estarão no desemprego em Setembro
Com meia praça central do Rossio, em Lisboa, cheia, a manifestação de docentes convocada para esta quinta-feira pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) contou com a presença de alguns milhares, uma mobilização que fica muito aquém da alcançada no tempo de Maria de Lurdes Rodrigues, quando por duas vezes, mais de 100 mil saíram à rua.
O norte esteve presente em grande número! Garanto-te que éramos uns bons milhares em frente à AR. Está mais que na hora! Não podemos parar! Neste momento é-me indiferente se é do PC, se vem o Arménio ou se os slogans estão gastos...O importante é estarmos unidos e mostrarmos que estamos dispostos a lutar. Caramba, não é só a escola pública! É o pão que também está em causa!
ResponderEliminarDesculpa Paulo Prudêncio, mas parece-me que há gente que ainda não desceu à terra!