O anterior primeiro-ministro foi acusado publicamente, e com fundamento, de ter "pago" as suas habilitações académicas com favores ao professor que lhe leccionou várias disciplinas.
Pelo que vou lendo, há um ministro muito influente deste Governo que parece ter um percurso parecido. E permitam-me um desabafo: como é que este tipo de pessoas poderá acreditar na importância dos professores?
Situações de plágio têm ocorrido na Europa - com um presidente, um primeiro-ministro e por aí fora - e com demissões imediatas. Em Portugal não é assim e é grave.
Temos um sério problema de confiança da população na palavra dos decisores políticos e isso explica uma boa parte do estado em que estamos. O ministro Nuno Crato, por exemplo, disse que nenhum professor com horário zero irá para o quadro de mobilidade ou sairá do concelho onde reside. Alguém confia? Pois é. Este detalhe faz toda a diferença.
Tenho ideia que, num estado de direito democrático, este ministro Relvas já se tinha demitido ou alguém o faria por ele e é estranho que isso não aconteça. A seu tempo se entenderá o enigma.
Licenciatura de Relvas: curso num ano "não é de todo vulgar"
"No currículo tinha uma longa experiência política e vários cargos. Já tinha estado no Governo. E concluíra uma disciplina de Direito em 1985. O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas requereu a sua admissão à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) em Setembro de 2006. E concluiu uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2007, com 11 de classificação final. O curso tem um plano de estudos de 36 cadeiras semestrais, distribuídas por três anos. O presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (Apesp), João Redondo, diz que fazer uma licenciatura de três anos só num ano “não é de todo vulgar”."
Remeto para o comentário do post anterior...
ResponderEliminarQuanto ao desabafo do Paulo, que partilho, não há dúvida que este tipo de sujeitos e suas condutas contribui seriamente para atribuir ao Ensino/Educação e seus agentes fundamentais, os professores, um papel irrelevante na formação dos cidadãos e na construção de uma sociedade plena de Justiça e de Democracia.
ResponderEliminarA suspensão temporária da democracia sugerida por MFL está em vigor!
ResponderEliminarParece que estamos há tempo demais a ser governados por imcompetentes sem reagir!
ResponderEliminarSuspensão temporária como a dos subsídios, não?
ResponderEliminarObrigado aos dois.
ResponderEliminarRepito: parece-me que isto está estranho e que tudo pode acontecer.
Gente ingrata!; os sobredotados devem ser estimulados, não desancandos.
ResponderEliminarÉ Lúcio :)
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