Mostrar mensagens com a etiqueta corrupçao. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta corrupçao. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Online


"Fraudes, pornografia, casinos ilegais: como uma multinacional dos pagamentos online fechou os olhos a milhares de milhões de euros. Investigação “Dirty Payments”, coordenada pela rede EIC, de que o Expresso faz parte, revela os mecanismos obscuros da Worldline, uma gigante das transações online, na forma como geriu os seus clientes mais problemáticos. Micael Pereira EIC (European Investigative Collaborations)"



 

sexta-feira, 19 de abril de 2024

"É entre os jovens que o legado do 25 de Abril é mais valorizado"

Captura de ecrã 2024-04-18, às 13.31.58.png


Um estudo a ler no Público que tem como título: "É entre os jovens que o legado do 25 de Abril é mais valorizado."


O subtítulo: "À distância de 50 anos, a revolução continua a ser vista como positiva por uma maioria da população. Se a saúde e a educação são consideradas conquistas, a corrupção é um problema sério por resolver."


Como escrevi no último texto no Público, "(...)Aliás, há um tema que foi historicamente o cúmulo da desconfiança e que contribuiu para o colapso de regimes: a corrupção.(...)Como se disse, os eleitores, principalmente os mais novos, seduzem-se com a busca da política, do humanismo, dos direitos fundamentais e da natureza sem rivalidade com a tecnologia, e rejeitam a opção desequilibrada por esta e o desprezo pela escola como oficina da democracia.(...). E os jovens, também pela Europa, votam nos partidos populistas? Votam. Os partidos populistas, e até os demagógicos e autoritários, afirmam que não põem em causa a democracia, mas que vão acabar com a corrupção. Usam "marcas", para nome dos partidos políticos ou coligações, sem qualquer referência ideológica.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Golas

golas-cachecol-de-l-cachegola-tric-2-voltas-muitas


 


O "caso golas" parece ilustrar a tão falada captura do estado pelos aparelhos. Fica uma certeza: só a mediatização mete pedras numa qualquer engrenagem. O poder central, e as suas ramificações, “obriga” uma maioria governativa a ocupar cerca de 4.000 empregos (dito por um especialista) que efectivamente governam a generalidade dos ministérios enquanto ministros e secretários de estado, também segundo especialistas, palmilham quilómetros em acções de representação muito enraizadas (e tão imperativas e frequentes como desaconselhadas para uma dieta saudável). Há, dizem os entendidos, uma legião de adjuntos, assessores, chefes de gabinete e por aí fora, que decide diariamente e que, em parte, não é escolhida por titulares de pasta com menos influência na máquina. A protecção civil é, há muito e ainda segundo especialistas, um espelho. É só, e segundo quem domina a matéria, imaginar a lógica e os volumes financeiros, para estes patamares de necessidade, da inaudita inserção do ano e mês nas matrículas automóveis até à mudança de cor das placas que indicam a saída nos mais diversos locais públicos e passando pelos negócios no mundo da educação; é isso e as golas de merchandising.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Onde está o Schneider?

 


 


 


wally


 


Será apanhado numa investigação que está a fazer história tal a capacidade para seguir o rasto da corrupção financeira?


 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

das imperfeições das democracias

 


 


 


Não há corrupção (branqueamento de capitais, tráfico de influências, falsificação de documentos e por aí fora), caciquismo ou fascismo sem corruptos, caciques ou fascistas. A conclusão à La Palice (ou La Palisse) é transversal e também ocorre em democracias. E não se fale em quadrantes, ou patamares da decisão política, com mais queda. É óbvio que a democracia é uma construção diária e que se torna mais forte à medida que aumenta a classe média.

segunda-feira, 14 de março de 2016

repitamos

 


 


 


 


Por mais que Draghi reme contra a corrente, as imparidades (executável inferior, muito neste caso, ao escriturado), desnudadas em 2007, transformam crescimentos económicos em "pagamento" de dívidas soberanas que requerem reestruturação ou consolidação; no segundo caso creio que só se houver vida em Marte. É um círculo vicioso que o tempo não resolve. A bancocracia absorve as "ofertas" do BCE e nada sobra para a economia.


 


Insistir no retratado na imagem, só acelera várias expressões: "luta de classes", "este capitalismo de saque é uma ofensa ao capitalismo", "a classe dos super-ricos está a fazer a guerra e a ganhá-la", "austeridade ruinosa a favor de uma minoria", "a desigualdade é uma escolha política", "os EUA exportaram o seu modelo de corrupção" e podia ficar a tarde toda a escrever, e a repetir, expressões que não são de radicais de esquerda nem nada que se aproxime. É só pesquisar. 


 


Caridade.jpg


 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

as expressões-chave do caso Banif?

 


 


 


"Luta de classes", "este capitalismo de saque é uma ofensa ao capitalismo", "a classe dos super-ricos está a fazer a guerra e a ganhá-la", "austeridade ruinosa a favor de uma minoria", "a desigualdade é uma escolha política", "os EUA exportaram o seu modelo de corrupção" e podia ficar aqui a noite toda a escrever expressões-chave deste ultraliberalismo (ou totalitarismo) que capturou os estados e o poder político e que tenta convencer as pessoas que é o fim da história. As expressões que escrevi não são de radicais de esquerda nem nada que se pareça. É só pesquisar. É evidente que as imparidades (executável inferior, muito neste caso, ao escriturado) desnudadas com a crise de 2008 (o auge deste radicalismo e que não tem solução pela mão da bancocracia que o criou) estão a ser pagas pelo aumento das dívidas públicas da forma retratada pela imagem.


 


18322743_zrez8.jpeg


 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

krugman antes do caso bes

 


 


 


10419382_qPVzv.jpeg


 


"Em Portugal houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê", disse Paul Krugman, o economista contra a austeridade, que esteve por cá em 26 de Fevereiro de 2012. Considerou-nos um país difuso e "(...)com uma história mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda. Portugal não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários". O prémio Nobel em 2008 talvez soubesse pouco do BPNBPP, BANIF e afins. Mas se lhe perguntarem agora, e lhe detalharem o caso BES, Krugman explicará exactamente.



 


 


 


quarta-feira, 15 de julho de 2015

e roma aqui tão perto

 


 


 


Hoje é a procuradora-geral, Joana Marques Vidal, que "acusa o Governo de querer a tutela da investigação criminal".


 


"A queda dos Impérios é sempre acompanhada pela decadência moral e pela corrupção e a Europa não escapa a isso", ouvi esta frase numa rádio e concordo. Desde os inúmeros casos nos patamares mais acima nas hierarquias dos Estados até aos episódios que nos rodeiam, a decadência parece não ter contemplações. Portugal tem um ex-primeiro-ministro detido e ouvi ontem um sinal bem significativo numa entrevista televisiva a Passos Coelho: "a maioria da população diz que o senhor mente muito", disse a jornalista. O governante nem sequer balbuciou um não. Manteve o mesmo e impávido semblante dos tais momentos das mentiras e justificou-se com mais imprecisões (para ser brando, claro). Impressionante o grau negativo da coisa. Chegámos a um ponto tal, que dá ideia que a saída dos cargos conduz à barra dos tribunais e que só a falta de juízes e de polícias de investigação criminal é que impede que as teias da corrupção comprovada sejam logo desmontadas.


 


zycoanKTE.jpeg


 

domingo, 14 de julho de 2013

a matriz privatizadora e a liberdade para ensinar

 


 


 


Levará anos a recuperar a relação de confiança entre os professores e um qualquer Governo (onde se inclui a traquitana do MEC). O principal argumento que nos empurrou para esta insuportável desconfiança foi a matriz privatizadora do orçamento da Educação que integrou, no arco da governação, testas de ferro que paulatinamente desbravaram o caminho para o negócio na lógica das piores PPP´s. Nem se trata da privatização da gestão escolar conhecida noutras latitudes que, mesmo sem a caça ao lucro em ambiente corrupto, já provou que aumenta a segregação social e a despesa e não melhora os resultados escolares globais.


 


Haverá quem defenda de forma generosa a Parque Escolar, o modelo de gestão escolar em curso, os agrupamentos de escolas e os novos contratos de autonomia. Acredito que haverá.


 


Mas o que está na matriz dessas decisões é reduzir custos e criar escala para privatizar. A Parque Escolar já é uma sociedade anónima e proprietária de dezenas de escolas públicas. O modelo de gestão escolar transporta para dentro das escolas o pior da política partidária local, desaproxima as decisões fundamentais da maioria dos professores e, portanto, desmobiliza-os. Os agrupamentos vão terraplenando a história das escolas e criam escala que compense a guloseima. Os contratos de autonomia passarão, através da relação entre indicadores e massa salarial, o ónus da precarização dos professores (despedimentos e requalificações) para a descrita lógica local. O sistema escolar estará a ficar no ponto, digamos assim.


 


Isto é muito perigoso. Não direi que os professores devem ter, como nas sociedades mais avançadas, um estatuto semelhante aos magistrados. Quando ouço os defensores da empresarialização da gestão escolar apercebo-me que lidam mal com a liberdade dos professores para ensinar. Não percebem, tal a ânsia com a medição e o controle milimétrico da produção da primeira linha, que esse risco é vital para a democracia e para a igualdade de oportunidades. É difícil, como tentou Hanna Arendt, fazer com que percebam o que está em causa e o que move quem pensa de modo diferente. É natural. A obsessão com o lucro parece irresistível e dá ideia que só pára mesmo depois das catástrofes.


 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

também nos swaps, obviamente

 


 


 


 


 


Há uns anos que vou seguindo a pegada do Goldman Sachs e foi António Borges, um guru do subprime que, de repente, ia chefiar o PSD e o próprio país, quem me despertou a curiosidade. Tenho um primeiro registo datado de 16 de Maio de 2010.


 


Foi sem surpresa que encontrei o banco de investimento, com o Deutshe Bank sempre presente, nas principais instituições ligadas ao caso swaps. Para além do citado consultor governativo, haverá ministros ou secretários de Estado em funções que sabem muito sobre o assunto.