Há uma plêiade, com títulos conferidos no discurso conservador-catastrofista, que se amofina com o aumento da classe média e que parece viver em regime monástico com as benesses privadas inerentes à construção semântica, social e relacional, referida. Não raramente deixam escapar o elogio saudoso aos tempos do dr. salazar.
Medina Carreira e Vasco Pulido Valente são dois expoentes do grupo e que costumo ouvir. Não é difícil acertarem nos diagnósticos, já que tão descarada tem sido a vilanagem.
Nota-se, em ambos, a anuência à inevitabilidade dos cortes salariais e uma omissão freudiana a tudo o que seja PPP, BPN ou familiar. A pobreza secular do povo, a sua ruralidade e o seu ar pacóvio, são idiossincrasias que, nessa douta opinião, se deveriam eternizar. Classificam de impossibilidade e devaneio passageiro tudo o que fuja a esse destino.
A equidade decretada pelo Tribunal Constitucional é fatal para estes oráculos do empobrecimento. Estala-lhes o verniz. Vasco Pulido Valente, hoje, no Público, estampou-se. Entre uma série de impropérios aos funcionários públicos, diz que estes arranjaram "(...)o seu "vínculo ao Estado" por pressão pessoal ou partidária(...)". Valha-nos não sei o quê. O senhor só deve conhecer pessoas de PPP´s, de fundações, de cooperativas de ensino e por aí fora.
Caro Paulo, ao ler o o título do seu post no FB, pensei logo no Vasco Pulido Valente. E não é que o post o traz mesmo à baila?
ResponderEliminarÉ verdade que a possibilidade de vir a existir em Portugal uma classe média com algum poder é o maior pesadelo duma certa aristocracia trauliteira. E o Vasquinho é bem o retrato dessa aristocracia. Quem os conhecia de gingeira era o José Cardoso Pires...
O grosso dos funcionários públicos são professores, médicos e polícias. Tudo gente inútil, está bem de ver, e que só por cunhas arranjou emprego...
O outro,o velho demente tem desculpa pela senildade que aliás já demostra há mais de trinta nos.Quanto ao resto, não leio nem ouço crónicas de tasca.
ResponderEliminarSubscrevo caro José Luiz. Que tempos. Quem diria que o Tempo das Trevas de Brecht seria recuperado.
ResponderEliminarCompreendo-te Donatien.
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