quinta-feira, 16 de agosto de 2012

apenas incertezas

 


 


O século XX português ficou marcado pelo desfasamento em relação aos restantes países europeus. No sistema escolar, por exemplo, chegámos à massificação do ensino e ao período das promessas quando os outros já navegavam pela democratização e pelas incertezas. O que fizemos foi acelerado e com os riscos inerentes a quem não tem tempo para pensar.


 


Foi nesse registo que entrámos no século XXI e a voracidade aumentou com a queda na crise.


 


Quanto se festeja o aumento da esperança de vida e se "exige" o prolongamento do tempo profissional, os professores portugueses são "empurrados" para reformas antecipadas através da premeditada precarização das suas condições laborais. É impossível fiananciar o regime de pensões neste registo. É um tempo governado por desorientados.


 


Quando seria mais sensato reduzir o número de horas lectivas (também se dá emprego aos mais jovens e garantem-se direitos laborais que foram "arrancados" no feudalismo) a par do aumento do tempo profissional, os governos portugueses sucedem-se com a firme determinação de obedecer a uma lógica contrária. Não é apenas o tempo das incertezas que veio para ficar, é também o da desorientação que teima em não terminar.

2 comentários:

  1. Não creio haver desorientação. Mas que há uma firme determinação, parece-me evidente.

    A exigência da troika em se cortar na educação está a favorecer a firme determinação em privatizar esta coisa aborrecida da escola pública.
    Tal como na saúde.


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  2. Concordo. Embora na questão que referi no post me pareça que há mesmo desorientação.

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