Palavra de honra, Paulo. É por estas (analogias) e pelo acriticismo de as reproduzir que chegámos ao estado em que estamos. Sempre branqueando o papel de Soares e dos seus amigos da CIA - Carlucci e Cia.Lda.
É que aqui fica esquecido o papel do PS na reconstrução do poder monopolista das famílias que governo o país desde os tempos da monarquia liberal.
Espero ver-te no próximo sábado no Terreiro do Paço, para ajudar a combater o neoliberalismo de Passos e as abstenções violentas de Seguro.
Se leste bem, Francisco, é um contributo com pedido de publicação em anonimato. É polémico? É. Mas é um exercício que deve levar a reflexões várias.
A história não permite que se neguem as ditaduras de direita e de esquerda. Os modelo de sociedade têm de considerar a natureza humana e é por isso que preferimos a democracia, com todas as suas imperfeições.
Se queres que te diga, conheço bem a pessoa que escreveu isto e dido-te que tem como objectivo ser muito crítico do que se está a passar.
Paulo, não me custa admitir que o autor seja muito (ou pouco) crítico do que se está a passar hoje em Portugal. O que te digo é que a imagem apresentada neste texto não corresponde a factos históricos, nem encerra o mínimo de justiça em relação às personalidades que evoca. De resto, a 1ª parte da "estória" tem por base o preconceito anticomunista e não tem a mínima adesão à realidade, nem no plano do que poderia ter acontecido se Carlucci e os alemães não tivessem posto todos os meios ao serviço de Soares, nem o que é a leitura que se pode fazer das nacionalizações de 1975. Se há algum paralelismo a fazer hoje é o da necessidade de voltar a nacionalizar a banca e algumas das empresas monopolistas ou cartelizadas que controlam setores estratégicos como a energia e as comunicações. Além de que é vital impedir a privatização da água e da RTP, p.ex.
Só mais um aconchego: a primeira parte do texto é "ficção"; A segunda parte do texto é realidade.
Assim sendo, de que Analogias estamos a falar?
E mais não escrevo, mesmo.
A vida é como os interruptores - umas vezes para cima e outras para baixo.
Obviamente, neste domingo a cheirar a Outono suave, o Paulo publicou uma "analogia" bacoca, com pedido de anonimato. E defende a analogia. Embora não tenha a certeza se defende também o anonimato.
Fernanda: parece-me inequívoco que a segunda parte do texto é infelizmente muito próxima do real.
Achei interessante a analogia porque a primeira parte é ficção, e injusta porque não se sabe se aconteceria, mas acerta na mouche daquelas pessoas de direita que são anti-comunistas primárias e que defendem com unhas e dentes o capitalismo selvagem em curso.
Continuo a não entender a Analogia, uma vez que o Paulo concorda comigo que a primeira parte da coisa é ficção.
Não entendo a parte do "acertar da mouche e dos anti-comunistas". Não vejo nada disso no texto que publicou (e olhe que agora já estou a escrever com 3 imperiais e um polvo cozido em cima)
Muito menos vejo qualquer tipo de humor.
Já é a 3ª vez que o Paulo me responde a comentários com um "é humor!"
Não há aqui qualquer tipo de humor, vai-me desculpar.
O humor tem costas largas e é demasiadamente importante para ser adulterado a toda a hora.
Um bom Outono para ti também e que venha a chuva porque o calor tem dilatado em demasia os corpos.
Bem, lá isso é verdade: não olhamos todos para o humor da mesma maneira, do mesmo modo que o que a uns choca para outros é perfeitamente normal.
Fui claro: quando li o texto achei piada e publiquei-o. Tenho visto muitos anti-comunistas primários (dito assim para simplificar) a defenderam com unhas e dentes o actual Governo português e é bom que reflictam.
Será que com 3 imperiais e um polvo cozido a sentido de humor se altera e se torna mais exigente? :) :)
Sou franco que também, e como escrevi de início, percebi injustiça na ficção, embora a história demonstre até que ponto a ficção pode tornar-se realidade.
Mas o que estamos a viver é muito mau e é isso que verdadeiramente importa.
Eu entendo que este governo não é liberal, nem sequer na versão neo. De facto, um governo liberal não se entretinha a aumentar os impostos a toda a hora nem podia dedicar-se a alterar as condições de exercício empresarial como este faz, sugerindo (mesmo que venha posteriormente a retirar a proposta relativa à TSU) aos empresários que utilizem a diminuição da taxa para este ou aquele fim, como por exemplo a diminuição dos preços. Em boa verdade, mesmo o incentivo aos colégios privados não pode ser considerados de carácter liberal uma vez que os alunos que os frequentam são pagos com dinheiros públicos, pelo governo. Ou seja, temos um sistema híbrido em que todos os dias assistimos a mais e mais tomadas de decisão no sentido de prejudicar a população em geral e as pequenas e médias empresas em particular. Os únicos a beneficiarem sistematicamente das medidas tomadas são as grandes empresas e os grandes grupos económicos, numa política económica mais próxima do protecionismo do que do liberalismo e da livre concorrência. - Isabel X -
"Sou franco que também, e como escrevi de início, percebi injustiça na ficção, embora a história demonstre até que ponto a ficção pode tornar-se realidade.
Mas o que estamos a viver é muito mau e é isso que verdadeiramente importa."
Boa noite, Paulo!
Penso que Arthur C. Clarke defendia que a ficção pode tornar-se realidade mas não creio que o contexto seja o mesmo.
Precisamente porque o que vivemos é muito mau é que considerei que a "analogia" feita pretende branquear a situação actual.
Se esta não foi a intenção do anónimo, não me interessa particularmente.
Fica apenas este meu registo de desagrado porque gosto de analogias.
Como aquela que se conta por aí: se eu estiver deitada por 1 segundo sobre uma chapa quente, parecer-me-à que estive lá 1 hora; se estiver deitada sobre um amante quente, poderá parecer que durou uns segundos apenas.
Palavra de honra, Paulo.
ResponderEliminarÉ por estas (analogias) e pelo acriticismo de as reproduzir que chegámos ao estado em que estamos.
Sempre branqueando o papel de Soares e dos seus amigos da CIA - Carlucci e Cia.Lda.
É que aqui fica esquecido o papel do PS na reconstrução do poder monopolista das famílias que governo o país desde os tempos da monarquia liberal.
Espero ver-te no próximo sábado no Terreiro do Paço, para ajudar a combater o neoliberalismo de Passos e as abstenções violentas de Seguro.
Abraço
F.
Se leste bem, Francisco, é um contributo com pedido de publicação em anonimato. É polémico? É. Mas é um exercício que deve levar a reflexões várias.
ResponderEliminarA história não permite que se neguem as ditaduras de direita e de esquerda. Os modelo de sociedade têm de considerar a natureza humana e é por isso que preferimos a democracia, com todas as suas imperfeições.
Se queres que te diga, conheço bem a pessoa que escreveu isto e dido-te que tem como objectivo ser muito crítico do que se está a passar.
Abraço.
Paulo,
ResponderEliminarnão me custa admitir que o autor seja muito (ou pouco) crítico do que se está a passar hoje em Portugal.
O que te digo é que a imagem apresentada neste texto não corresponde a factos históricos, nem encerra o mínimo de justiça em relação às personalidades que evoca.
De resto, a 1ª parte da "estória" tem por base o preconceito anticomunista e não tem a mínima adesão à realidade, nem no plano do que poderia ter acontecido se Carlucci e os alemães não tivessem posto todos os meios ao serviço de Soares, nem o que é a leitura que se pode fazer das nacionalizações de 1975.
Se há algum paralelismo a fazer hoje é o da necessidade de voltar a nacionalizar a banca e algumas das empresas monopolistas ou cartelizadas que controlam setores estratégicos como a energia e as comunicações. Além de que é vital impedir a privatização da água e da RTP, p.ex.
Abraço
Este comentário foi escrito por alguém crítico de quê, precisamente?
ResponderEliminarTermino e por aqui me fico: que crítico é este que pede anonimato para escrever isto?
Só mais um aconchego: a primeira parte do texto é "ficção"; A segunda parte do texto é realidade.
ResponderEliminarAssim sendo, de que Analogias estamos a falar?
E mais não escrevo, mesmo.
A vida é como os interruptores - umas vezes para cima e outras para baixo.
Obviamente, neste domingo a cheirar a Outono suave, o Paulo publicou uma "analogia" bacoca, com pedido de anonimato. E defende a analogia. Embora não tenha a certeza se defende também o anonimato.
ResponderEliminarFernanda: parece-me inequívoco que a segunda parte do texto é infelizmente muito próxima do real.
Achei interessante a analogia porque a primeira parte é ficção, e injusta porque não se sabe se aconteceria, mas acerta na mouche daquelas pessoas de direita que são anti-comunistas primárias e que defendem com unhas e dentes o capitalismo selvagem em curso.
E está com humor, o que não é nada desprezível.
Bom Outono também :)
Continuo a não entender a Analogia, uma vez que o Paulo concorda comigo que a primeira parte da coisa é ficção.
ResponderEliminarNão entendo a parte do "acertar da mouche e dos anti-comunistas". Não vejo nada disso no texto que publicou (e olhe que agora já estou a escrever com 3 imperiais e um polvo cozido em cima)
Muito menos vejo qualquer tipo de humor.
Já é a 3ª vez que o Paulo me responde a comentários com um "é humor!"
Não há aqui qualquer tipo de humor, vai-me desculpar.
O humor tem costas largas e é demasiadamente importante para ser adulterado a toda a hora.
Um bom Outono para ti também e que venha a chuva porque o calor tem dilatado em demasia os corpos.
:)
ResponderEliminarBem, lá isso é verdade: não olhamos todos para o humor da mesma maneira, do mesmo modo que o que a uns choca para outros é perfeitamente normal.
Fui claro: quando li o texto achei piada e publiquei-o. Tenho visto muitos anti-comunistas primários (dito assim para simplificar) a defenderam com unhas e dentes o actual Governo português e é bom que reflictam.
Será que com 3 imperiais e um polvo cozido a sentido de humor se altera e se torna mais exigente? :) :)
Não há aqui no texto qualquer sentido de humor, com ou sem imperiais.
ResponderEliminarE defender isto como se fosse uma "ironia" em relação aos "anti-comunistas primários" é um exagero ou hipérbole.
Mas tudo bem, Paulo. Creio que entendeu o que eu quis dizer.
Bom resto de domingo.
Sim, claro, entendi o ponto de vista :).
ResponderEliminarSou franco que também, e como escrevi de início, percebi injustiça na ficção, embora a história demonstre até que ponto a ficção pode tornar-se realidade.
Mas o que estamos a viver é muito mau e é isso que verdadeiramente importa.
Bom Domingo também.
Eu entendo que este governo não é liberal, nem sequer na versão neo.
ResponderEliminarDe facto, um governo liberal não se entretinha a aumentar os impostos a toda a hora nem podia dedicar-se a alterar as condições de exercício empresarial como este faz, sugerindo (mesmo que venha posteriormente a retirar a proposta relativa à TSU) aos empresários que utilizem a diminuição da taxa para este ou aquele fim, como por exemplo a diminuição dos preços.
Em boa verdade, mesmo o incentivo aos colégios privados não pode ser considerados de carácter liberal uma vez que os alunos que os frequentam são pagos com dinheiros públicos, pelo governo.
Ou seja, temos um sistema híbrido em que todos os dias assistimos a mais e mais tomadas de decisão no sentido de prejudicar a população em geral e as pequenas e médias empresas em particular.
Os únicos a beneficiarem sistematicamente das medidas tomadas são as grandes empresas e os grandes grupos económicos, numa política económica mais próxima do protecionismo do que do liberalismo e da livre concorrência.
- Isabel X -
Subscrevo Isabel X. Obrigado.
ResponderEliminar"Sou franco que também, e como escrevi de início, percebi injustiça na ficção, embora a história demonstre até que ponto a ficção pode tornar-se realidade.
ResponderEliminarMas o que estamos a viver é muito mau e é isso que verdadeiramente importa."
Boa noite, Paulo!
Penso que Arthur C. Clarke defendia que a ficção pode tornar-se realidade mas não creio que o contexto seja o mesmo.
Precisamente porque o que vivemos é muito mau é que considerei que a "analogia" feita pretende branquear a situação actual.
Se esta não foi a intenção do anónimo, não me interessa particularmente.
Fica apenas este meu registo de desagrado porque gosto de analogias.
Como aquela que se conta por aí: se eu estiver deitada por 1 segundo sobre uma chapa quente, parecer-me-à que estive lá 1 hora; se estiver deitada sobre um amante quente, poderá parecer que durou uns segundos apenas.
:))
:) :) Dessa não estava à espera :) :)
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