Os cortes e achamentos deste Governo no sistema escolar têm sido bem dissecados. A troika e a austeridade são as justificações dos poucos que ainda defendem o estado de sítio vigente.
Mas há assuntos que só de forma muito remota se ajustam à argumentação referida. O estatuto do aluno e da ética escolar e o modelo de avaliação do desempenho dos professores são dois exemplos que, e de modo humorado, até se relacionam. E a conclusão é consensual: nada mudou no inferno burocrático que se viveu nos últimos anos, o que nos leva ao lugar mais conhecido da primeira década do milénio: o bloco central e os seus apêndices são as faces da mesma moeda nestes domínios. O clientelismo partidário gera uma legião de assessores (alguns descoloridos com oportunidade), a colocação na traquitana do MEC obedece ao mesmo critério e não resiste à lógica yesminister.
Há quem teime em não acreditar que a incompetência do legislador é transversal.
As críticas ao poder vigente pautam-se pelos votozinhos. Foi muito assim nos últimos anos, tenho ideia que não há qualquer sinal de mudança e só podemos anuir quando nos dizem que a "escola" é a mesma.
Sem comentários:
Enviar um comentário