O que denuncia, aqui e no seu post, em nada me surpreende. Felizmente serão ainda poucas as escolas nessa situação, até porque muitas se encontram em processo de transição organizacional, geridas por Comissões Administrativas Provisórias. Mas se nada for feito, para o ano poderemos ter um rol de atropelos legais afins, quando as futuras direcções das novas unidades orgânicas tomarem posse, daí que me pareça muito importante denunciar.
Agora há um pormenor que vai perdoar-me criticar e que não me tenho cansado de reabater onde posso: chamar MEDO à reacção apática e complacente dos colegas, nessas condições, é profundamente errado. O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta na sequência de qualquer ameaça incontrolável, quer física, quer psicológica. Numa sociedade livre, mas com regras, numa organização com leis, não é digno chamar MEDO a essa apatia e complacência perante o desrespeito da Lei. Antes, porém, dever-se-á chamar COBARDIA e/ou CALCULISMO e OPORTUNISMO. Devemos ter medo, sim, da falta de saúde, do desemprego, da carência económica, do desconhecido, do acaso, da sorte... Isso será mesmo medo. Aquilo a que se refere, insisto, é cobardia, é conivência com a corrupção, lamentavelmente, cada vez mais eficaz no nosso país. Só pode ser o (mau) exemplo dos nossos governantes máximos que justifica essas reacções em cadeia, mas que urge combater.
Ana, penso que tem razão. Nalguns (muitos) casos tratar-se-á de apatia, conivência, corrupção acrescida... Mas noutros, é mesmo medo. O medo gerado pela precarização do trabalho docente, que é uma novidade com meia duzia de anos, que tende a agravar-se, como sabe. Os contratados, por exemplo, têm medo de não serem reconduzidos pelos srs diretores e de virem a entrar, desta forma perversa, na 'lista' de candidatos ao desemprego. Depois temos muros de silêncio e, pior ainda, colaboracionismo.
Também pensei nos colegas que enumera e, automaticamente, deixei-os de fora do meu raciocínio. Nem acho que seja legítimo exigir-lhes o que quer que seja do género!
Mas dou-lhe um exemplo concreto: essa atitude que estamos a analisar também alastra no meu agrupamento, recentemente mega-agrupado, por outras razões. Acontece que, ao todo, somos bem mais de duas centenas de docentes, uns quantos com horário zero (poucos), é verdade, apenas meia-dúzia de contratados reconduzidos e três contratados posteriormente. Em excesso e muito exagero, vamos considerar que, tirando todos estes fragilizados pela pouca sorte, restam duzentos docentes com voz. O que os traz apáticos, complacentes e silenciosos??? Tenho lutado como posso para evitar alguns atropelos à lei. E sabe o que os colegas amigos já me disseram, em jeito de brincadeira:"A continuares assim, vais acabar a lavar sanitas na escola-sede!"
Fernanda,
ResponderEliminarO que denuncia, aqui e no seu post, em nada me surpreende. Felizmente serão ainda poucas as escolas nessa situação, até porque muitas se encontram em processo de transição organizacional, geridas por Comissões Administrativas Provisórias. Mas se nada for feito, para o ano poderemos ter um rol de atropelos legais afins, quando as futuras direcções das novas unidades orgânicas tomarem posse, daí que me pareça muito importante denunciar.
Agora há um pormenor que vai perdoar-me criticar e que não me tenho cansado de reabater onde posso: chamar MEDO à reacção apática e complacente dos colegas, nessas condições, é profundamente errado. O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta na sequência de qualquer ameaça incontrolável, quer física, quer psicológica. Numa sociedade livre, mas com regras, numa organização com leis, não é digno chamar MEDO a essa apatia e complacência perante o desrespeito da Lei. Antes, porém, dever-se-á chamar COBARDIA e/ou CALCULISMO e OPORTUNISMO. Devemos ter medo, sim, da falta de saúde, do desemprego, da carência económica, do desconhecido, do acaso, da sorte... Isso será mesmo medo. Aquilo a que se refere, insisto, é cobardia, é conivência com a corrupção, lamentavelmente, cada vez mais eficaz no nosso país. Só pode ser o (mau) exemplo dos nossos governantes máximos que justifica essas reacções em cadeia, mas que urge combater.
Ana, penso que tem razão. Nalguns (muitos) casos tratar-se-á de apatia, conivência, corrupção acrescida...
ResponderEliminarMas noutros, é mesmo medo. O medo gerado pela precarização do trabalho docente, que é uma novidade com meia duzia de anos, que tende a agravar-se, como sabe. Os contratados, por exemplo, têm medo de não serem reconduzidos pelos srs diretores e de virem a entrar, desta forma perversa, na 'lista' de candidatos ao desemprego. Depois temos muros de silêncio e, pior ainda, colaboracionismo.
está a começar bem, está
ResponderEliminarTambém pensei nos colegas que enumera e, automaticamente, deixei-os de fora do meu raciocínio. Nem acho que seja legítimo exigir-lhes o que quer que seja do género!
ResponderEliminarMas dou-lhe um exemplo concreto: essa atitude que estamos a analisar também alastra no meu agrupamento, recentemente mega-agrupado, por outras razões.
Acontece que, ao todo, somos bem mais de duas centenas de docentes, uns quantos com horário zero (poucos), é verdade, apenas meia-dúzia de contratados reconduzidos e três contratados posteriormente. Em excesso e muito exagero, vamos considerar que, tirando todos estes fragilizados pela pouca sorte, restam duzentos docentes com voz. O que os traz apáticos, complacentes e silenciosos??? Tenho lutado como posso para evitar alguns atropelos à lei. E sabe o que os colegas amigos já me disseram, em jeito de brincadeira:"A continuares assim, vais acabar a lavar sanitas na escola-sede!"
Obrigado pelos vossos importantes testemunhos. Espero em breve escrever um post sobre o assunto.
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