O cinismo associado ao tacticismo tortuoso é o ADN do chefe do CDS. Este partido tem tido o país na mão. Se o facto seria grave (um táxi, mesmo que limousine, quando começa a distribuir cargos no aparelho de Estado é de deitar as mãos à cabeça) em período normal, imagine-se num momento de emergência. A coisa agrava-se porque os parceiros do arco de governação apenas ampliam a síndrome e o primeiro-ministro António Borges consegue perder quase 20% dos votos em pouco mais do que uma dezena de meses.
A imagem que escolhi tem um detalhe que me interessa: os eleitores indicaram a porta de saída (o último lugar na fila descendente), quiçá "definitiva", a quem esteve no Governo a tentar capitalizar votozinhos e a agradar sabe-se lá a quem.
Com sondagens assim, não admira que no dia seguinte se esteja pronto para tudo e mais alguma coisa.
Quem diria que com tanta contestação (há quem já fale em mais de 1 milhão de pessoas na rua), o PSD e CDS ainda conseguem 31% dos votos(os mesmos que o oportunista PS)!!! Afinnal, ainda há muita gente que acredita neste governo. E isto num tempo de sacrifícios e cortes...
ResponderEliminarOs grandes partidos "estruturaram" o voto desde cedo na actual República. Depois há um conjunto alargado de pessoas que oscila entre o PSD e o PS e que permite as maiorias. Não me parece, pelo menos para já, que o PSD e o PS baixem dos 20 e picos mesmo nos piores momentos.
ResponderEliminarO meu post vai noutro sentido Pedro. O que pensa do que escrevi? E o título da sondagem fala de um divórcio entre eleitores e partidos.