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terça-feira, 13 de novembro de 2012

eu, pessoalmente, penso

 


 


 


 


Só ao fim da noite vi o discurso de arrepiante servilismo de Passos Coelho em relação a Merkel. Senti vergonha (nem sei se devia sentir, mas enfim) e o "eu, pessoalmente, penso" foi o menos mau por incrível que possa parecer. Perdoa-se: foi tanta a subserviência que o advérbio veio do inconsciente e como certificação de que quem "pensa, pessoalmente, existe".

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

sondo logo existo

 


 


 


 


 


 


 


O cinismo associado ao tacticismo tortuoso é o ADN do chefe do CDS. Este partido tem tido o país na mão. Se o facto seria grave (um táxi, mesmo que limousine, quando começa a distribuir cargos no aparelho de Estado é de deitar as mãos à cabeça) em período normal, imagine-se num momento de emergência. A coisa agrava-se porque os parceiros do arco de governação apenas ampliam a síndrome e o primeiro-ministro António Borges consegue perder quase 20% dos votos em pouco mais do que uma dezena de meses.


 


A imagem que escolhi tem um detalhe que me interessa: os eleitores indicaram a porta de saída (o último lugar na fila descendente), quiçá "definitiva", a quem esteve no Governo a tentar capitalizar votozinhos e a agradar sabe-se lá a quem.




Com sondagens assim, não admira que no dia seguinte se esteja pronto para tudo e mais alguma coisa.


 


 


CDS disponível para reunir ainda hoje com o PSD

quarta-feira, 13 de junho de 2012

educar para a poupança

 


 


Este post é um contributo da Ana Sousa.


 




"Só por graça (ou desgraça), venho partilhar consigo algo curioso que um colega me enviou hoje mesmo, para nos darmos conta da enorme crise de valores que está a impregnar-se na nossa sociedade, subsidiária da crise económica e financeira que tem servido de álibi para toda e qualquer  insanidade institucional (e não só!).


Então é assim: este ano, no 3º ano do Primeiro Ciclo do Ensino Básico, há que adoptar novos manuais escolares a Língua Portuguesa, tal como em outros anos de escolaridade/disciplinas. Aliás, como saberá, os professores têm sido literalmente bombardeados com novos projectos de manuais, e estratégias de marketing mais ou menos insistentes e persuasoras. O negócio (e o posto de trabalho dos assistentes das editoras) faz falta a todos, claro!


Entretanto, na artilharia de propostas apresentadas, vão surgindo verdadeiras pérolas de um pensamento colectivo toldado pela imposição de mecanismos de subsistência/sobrevivência, de que nem as crianças parecem escapar. 


Só tais mecanismos justificam esta proposta, digitalizada em anexo, de um manual escolar de Língua Portuguesa, da Porto Editora, para o 3º ano do Primeiro Ciclo. 


De salientar que a própria capa deste manual escolar (da autoria de Eva Lima, Nuno Barrigão, Nuno Pedroso e Vitor da Rocha) contém a inscrição/informação: "Manual Certificado - Novo Programa"(cf. Lei nº 47/2006 de 28 de Agosto), o que é uma proeza, já que nenhum dos inúmeros manuais escolares propostos para adopção, em Língua Portuguesa, para os próximos 6º e 8º anos, mereceram a mesma consideração de terem sido, previamente, certificados pela DGIDC. Nenhum desses o foi, conforme prontamente transmitido às escolas via Circular, como se fosse um pormenor de somenos importância ou um lavar de mãos aceitável.


Agora veja bem o despautério deste texto (para não lhe chamar outra coisa), qualquer que seja o ponto de vista da análise! 


Será uma imposição da TROIKA este "Educar para a Poupança"? 




Para além de tudo o mais verdadeiramente aberrante (sentimentos de culpa, etc), que criatividade e afectividade se pretende fomentar nestas crianças (de 8/9 anos de idade)? Chocante!



Será que este Portugal não parará de nos surpreender (pela negativa)?"

 


 



 


 


 


 


 

o óbvio e o estratosférico

 


 


 


 


Vi a prova de aferição de Matemática do 4º ano e não me admiro com os resultados. O segunda notícia é um bocado sei lá o quê.


 


Razia nos resultados de Matemática do 4º e do 9º anos


 


Director de escola da Régua desconhecia que não era licenciado

terça-feira, 22 de maio de 2012

no 7º em classificações e no 9º em atitudes?

 


 


O bloco de esquerda apresentou uma proposta no sentido de se separarem as classificações dos alunos, por conhecimentos, do desempenho em atitudes e comportamentos. Sinceramente: o estado de sítio no sistema escolar atingiu um grau tão baixo ("(...)Num país como Portugal que, mesmo depois de quase quarenta anos de democracia, apresenta taxas elevadíssimas de insucesso e abandono escolares, é natural que a desorientação, e a constante alteração de políticas, seja simultaneamente causa e consequência e se transforme numa espécie de autofagia(...)") que já nada me surpreende e apenas me vai faltando alguma paciência para tanta epifania.


 


E como é que esta ideia se operacionaliza? Encontra-se uma fórmula para a passagem de ano que contemple as duas notas em cada disciplina? Progridem nos conhecimentos e reprovam nas atitude e nos comportamentos? Será que o bloco de esquerda não sabe que os professores já ponderam os diversos domínios nas notas que atribuem?


 


 


Bloco de Esquerda quer aprendizagens dos alunos avaliadas em separado

quarta-feira, 28 de março de 2012

não temos solução

 


 


Só 25% dos portugueses entre os 25 e os 60 anos completaram o 9º ano de escolaridade e a taxa de insucesso e abandono escolares na escolaridade obrigatória anda pelos 30%. Depois de décadas de reformas compulsivas no sistema escolar, os portugueses andam numa roda viva a discutir se a panaceia é um exame para os petizes do 4º ano de escolaridade. Os defensores da solução refugiam-se nos 30% da nota. Mas qual nota, senhores? A classificação é qualitativa e 30% de não-satisfaz mais 70% de satisfaz-assim-assim dará sempre satisfaz-mais. Cá para mim dou um insatisfaz-menos à incrível desresponsabilização do sítio onde tudo começa: a sociedade.

quinta-feira, 15 de março de 2012

a praga dos descomplexados competitivos?

 


 


Santana Castilho disse uma coisa que parece óbvia: uma organização progride se existir estabilidade no seu elenco de profissionais. Alguma blogosfera docente apareceu logo a questionar a conclusão e a pedir evidências empíricas. Chega a ser cómico o nosso desvario. Se Santana Castilho afirmasse o contrário, quem é que reagiria e como é o que o faria? Os adeptos da emigração dos outros advogariam de imediato a substituição dos portugueses por noruegueses, a aplicação de contratos semanais e o lançamento Atlântico dos que necessitem de mais do que três segundos para adaptação a novas realidades; e defendiam tudo isso a pensar no interesse colectivo, no aumento exponencial da natalidade e no bem da nação.

quinta-feira, 8 de março de 2012

roteiro do descontrole

 


 


Governo abre excepção para a TAP e autoriza empresa a manter salários


 


Era inadmissível cortar salários e desde 2011 que assim foi. Era impensável cortar nos subsídios e o natal de 2011 ficou sem metade.
Os cortes salariais aos do costume mais a supressão dos subsídios em 2012, permitem ao actual Governo a gabarolice ideológica para além da troika. As receitas fiscais já certificam a ausência de economia e a pergunta política do momento é linear: até quando?


  


Funcionários alemães em greve por aumentos de 6.5%


 


Mais parece o estado pré-segunda guerra e bem pode Merkel dizer que está preocupada com a dívida portuguesa.


 


Petição para demissão de Cavaco chega à AR com mais de 40 mil subscritores


 


E depois?


 


Capoulas Santos pede ao Governo acção contra a seca em vez de fé


 


Desconhece-se o Soduku na Assembleia da República?


 


Insucesso e abandono escolar não serão combatidos com a nova revisão currricular, defende CNE


 


É um CNE marciano?


 


E podíamos estar o dia todo neste exercício.

terça-feira, 6 de março de 2012

pluralismo ou atomizacão organizada?

 


 


 


 


Da pena do Antero.


 


A coreografia à volta das negociações entre o Governo e os sindicatos de professores é tão previsível que se torna sei lá o quê; parece um filme de má qualidade da novelle vague.


 


De acordo com um comunicado do MEC, as organizações que assinaram o acordo sobre os concursos de professores foram a FENEI, a FEPECI, o SEPLEU, o SIPE, o SNPL e a FNE. Pediram mais tempo para pensar a ASPL, o SINPROF, o SPLIU e a FENPROF. Se nos dermos ao trabalho de detalhar as siglas dos menos conhecidos, os resultados são de abanar a cabeça na horizontal, para além de algumas destas estruturas terem mais dirigentes do que sócios e, às tantas, professores a tempo inteiro ao serviço das causas: a Federação Nacional do Ensino e Investigação (FENEI), a Federação Portuguesa dos Profissionais da Educação, Ensino, Cultura e Investigação (FEPECI), o Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU), o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL), a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), o Sindicato Nacional dos Professores e/ou Formadores Pós-Graduados (SINPROF) e o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU).

segunda-feira, 5 de março de 2012

inversões

 


 


 


"Quem decide nas finanças tem o poder efectivo das organizações", era deste modo que se hierarquizava o poder real nas organizações no tempo anterior à sociedade da informação e do conhecimento.


 


Com o advento do tratamento da informação, os seus "especialistas", que muitas vezes eram os únicos que tinham dado os primeiros passos nas tecnologias da informação e da comunicação, passaram a ter um domínio tão poderoso como o financeiro. O poder real passou a ser conferido a quem "decidia" nos dois domínios.


 


Por absurdo que possa parecer, existem organizações que estão quase no grau zero do tratamento da informação e em que os antigos "chefes do economato" ganham uma preponderância impensável que inverte a hierarquia de responsabilidades e o propósito das instituições.


 


Dá ideia que o nosso Governo vive um problema semelhante, que torna incompreensível o esvaziamento de funções do ministro da economia na gestão dos fundos comunitários.

sexta-feira, 2 de março de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

do supremo, dos sabotadores e dos ovos

 


 


Portugal multado por causa de gaiolas de galinhas poedeiras 


 


 


Esta notícia recordou-me este post, que fiz há pouco tempo, e que diz assim:


 


 



Sabotadores.


 


- O proletariado tem o dever do movimento - informou o activista -, e tudo aquilo que ele encontra pelo caminho é seu: seja a verdade, seja uma peça roubada a uma kulak, tudo vai para o caldeirão organizativo; não reconhecerás nada. E as galinhas apalpaste-as?


- Passei toda a noite a apapá-las, nenhuma delas tem ovo.


O actvista concentrou-se; os seus assistentes também ficaram identicamente pensativos: poderia uma ave ser cúmplice dos kulaks?


- É preciso preparar todas as galinhas, matá-las e comê-las - declarou um dos membros do corpo de activistas depois de ter reflectido.


- E reparaste nos galos? - perguntou o activista.


- Não há galos - disse Voschev. - Um homem que estava deitado no pátio disse-me que tu comeste o último galo numa ocasião em que percorrias o kolkhoze e de repente sentiste fome.


- Importa-nos esclarecer quem comeu o primeiro galo, e não o último - declarou o activista.


- Como é que ele morria por si mesmo? - surpreendeu-se o activista- - Achas que é um sabotador consciente para morrer num momento destes? Vamos fazer um interrogatório abrangente: a base aqui deve ser outra.


Todos se levantaram e foram procurar o pérfido sabotador que, para sua própria alimentação, exterminou o primeiro galo. Voschev e Tchíklin também seguiram atrás do activista.


- O caso é sério - dizia Tchíkilin. - Sem ovos as crianças definham e não chegam a adultos!


- É claro - conformou Voschev, mas ele próprio se atormentava, porque aceitaria viver até à morte sem um ovo de galinha, em troca de conhecer o mecanismo essencial ao mundo.


 


 


Andrei Platónov (2011:93), 


"A escavação" Antígona




quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

capital incolor num mundo às avessas

 


 



 


 


 


A correria à volta da reprivatização da EDP, a mais volumosa da História portuguesa, foi ganha pelo gigante asiático chinês "Three Gorges" que tem mais de 14.000 trabalhadores com salários que desconheço. Há especialistas que dizem que foi uma decisão sábia do governo português e que abre as portas da Europa ao capital chinês. Só o tempo ditará as consequências.


 


Estranho, confesso, que a reprivatização desta monopolista jóia da coroa tenha sido ganha por uma empresa estatal, e também monopolista, de um país que os neoliberais não se cansam de acusar de autocrático. O mentor Milton Friedman deve estar a dar voltas no seu aconhego com o triunfo das industrias fortemente regulamentadas pelo estado e com as decisões dos seus melhores alunos.


Governo diz que proposta chinesa para a EDP era “a mais forte em termos globais”


A secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, anunciou hoje que a proposta da Three Gorges, que pagou 2,69 mil milhões por 21,35% da EDP, foi seleccionada por ser “a mais forte em termos globais”.