Por muito que se manipule a informação, os números sobre o BPN dificultam a ocultação do essencial. Mesmo que se classifiquem de radicais, populistas ou demagogos os que defendem que os buracos do género BPN é que nos trouxeram para onde estamos, os números não enganam e mostram como a austeridade em curso cai injustamente nos do costume (o que hoje se anunciou andará à volta dos 3 mil milhões de euros e isto só para se ter um ideia).
É só percorrer os sites dos jornais portugueses e concluir sobre o BPN: no final do processo, os contribuintes portugueses pagaram mais de 6 mil e 500 milhões de euros e mais de 3 mil milhões de euros no ano em curso (a privatização custou 40 milhões de euros ao banco angolano BIC e os mentores declararam que até foi uma ajuda que devemos agradecer).
Impressiona como os arautos da austeridade sobre o sistema escolar não escrevem uma vírgula a propósito destes assuntos, ao contrário dos rios de teclas que os inspiravam, e bem, durante o socratismo.
BPN custa 3405 milhões aos contribuintes
ResponderEliminar«Ao longo dos últimos meses, o governo [PS] adoptou, em diversos momentos, medidas gravosas, visando a redução do défice orçamental, que tiveram e têm consequências directas sobre o rendimento das pessoas e das famílias, sobre a actividade das empresas e sobre o desempenho da economia portuguesa como um todo. Sempre que tal aconteceu, o governo garantiu, pela voz dos seus mais altos responsáveis nesta matéria - o primeiro-ministro e o ministro das finanças - que as medidas em causa eram as adequadas e suficientes para a realização dos objectivos pretendidos em matéria de finanças públicas. Impor agora novos aumentos de impostos, cortes nas pensões, no Serviço Nacional de Saúde ou na rede escolar, confirma a estratégia do governo de transformar medidas de emergência - que pelos sacrifícios que impõem aos cidadãos - apenas devem ser assumidas em situações extraordinárias e de modo conjuntural. (...) Ao agir dessa forma, o governo está também a evidenciar, perante o país inteiro, quer a sua incapacidade para cumprir adequadamente aquela que é a sua responsabilidade, quer o seu despudor em transferir para os portugueses o custo dos seus sucessivos erros. Se estas medidas adicionais são necessárias, é porque o governo não soube, ou não quis fazer, aquilo que a ele - e só a ele - lhe compete.» (Pedro Passos Coelho, a 11 de Março de 2011)
Bem observado, se me permite Eduardo.
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