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sábado, 5 de março de 2016

José Gil em 2005

 


 


 


 


José Gil (2005:44) escreveu assim: “(...)Em contrapartida, somos um país de burocratas em que o juridismo impera, em certas zonas da administração, de maneira obsessiva. Como se, para compensar a não-acção, se devesse registar a mínima palavra ou discurso em actas, relatórios, notas, pareceres – ao mesmo tempo que não se toma, em teoria, a mais ínfima decisão, sem a remeter para a alínea x do artigo y do decreto-lei nº tal do dia tal de tal mês do ano tal.(...)”



E mais à frente, Gil (2005:57), sublinha: “(...)duplo regime que vigora em serviços de toda a ordem. Ora se tenta inscrever freneticamente tudo, absolutamente tudo em actas, para que nada se perca, ora reina a maior negligência nos arquivos que ninguém consulta nem consultará (espera-se).(...)”


 




Gil, J. (2005). Portugal, hoje. O medo de existir.
Lisboa: Relógio D´Água


 


(É um livro de 2005 e confirmamos com muita


frequência a caracterização do duplo regime. Mas quem diria


que este retrato nos levaria a mais uma bancarrota


e que explicaria o perfil da malta do subprime, do BPN,


do BCP, do BPP, do BES, do Banif e do que mais virá.)


 


 


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

do duplo regime

 


 


 


 


Gil (2005, p.44) caracteriza-nos assim: “(...)Em contrapartida, somos um país de burocratas em que o juridismo impera, em certas zonas da administração, de maneira obsessiva. Como se, para compensar a não-acção, se devesse registar a mínima palavra ou discurso em actas, relatórios, notas, pareceres – ao mesmo tempo que não se toma, em teoria, a mais ínfima decisão, sem a remeter para a alínea x do artigo y do decreto-lei nº tal do dia tal de tal mês do ano tal.(...)”



E mais à frente, Gil (2005, p.57), sublinha: “(...)duplo regime que vigora em serviços de toda a ordem. Ora se tenta inscrever freneticamente tudo, absolutamente tudo em actas, para que nada se perca, ora reina a maior negligência nos arquivos que ninguém consulta nem consultará (espera-se).(...)”


 




Gil, J. (2005). Portugal, hoje. O medo de existir.
Lisboa: Relógio D´Água


 


(É um livro de 2005 e confirmamos com muita


frequência a caracterização do Filósofo. Mas quem diria


que este retrato nos levaria a mais uma bancarrota


e que explicaria o perfil da malta do subprime, do BPN,


do  BCP, do BPP e do BES)


 


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terça-feira, 11 de novembro de 2014

ja é de plutão

 


 


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É vulgar dizer-se que Cavaco Silva gosta de fazer o género marciano, mas depois do BPN, do BES e da PT convenço-mo que Plutão deve ser a outra residência de veraneio.


 


E repito: enquanto o Governo, numa deriva de mercado selvagem e de destruição criadora, expunha a PT acabando com a Golden Share, o PR medalhava Zeinal Bava. Tudo a uma só voz. Como é que é possível que Cavaco Silva venha agora interrogar-se acerca dos actos de accionistas e gestores?


 


A imagem seguinte é de Plutão ou foi mais uma obrigação da troika?


 


 


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terça-feira, 15 de abril de 2014

em boa hora

 


 


 


 


No Domingo não resisti, em boa hora e apesar da assinatura digital, ao jornal impresso. A Revista 2 do Público trazia um artigo que me ia escapar e que também pode ler aqui.


 


O poder destruidor da finança assumiu a luta de classes, capturou a política e parece insaciável e invencível. É a corrupção num expoente máximo que também arrastou Portugal. O poder político limita-se a subtrair às classes média e baixa e a aproveitar as benesses ilimitadas.


 


Bem sei que a peça merecia outro destaque, mas mesmo assim podemos afirmar que este jornal dá cartas no excelente jornalismo em qualquer latitude.


 


 



 


 



 



 


 


E seleccionei um pedaço lapidar.


 


 



 


 


 


 


 


 E isto não pára?


 


 


 


 

domingo, 6 de abril de 2014

do melhor povo do mundo

 


 


 


Victor Gaspar disse, no auge da austeridade para além da troika, que o povo português era o melhor do mundo. A asserção só pode ter um significado: a banca roubou (é literal) milhares de milhões de euros e o povo paga. A banca continua a festa e os buracos vão sendo tapados. Os corruptos continuam por aí: pavoneiam-se, entram em governos, vêem os crimes prescrever e quando muito andam de pulseira electrónica ou cumprem pequenas penas. Já levamos seis anos disto (há quem diga nove ou doze). Muita conversa e cortes nos do costume. A discussão em conselho de ministros para 2014 e 2015 não varia. Entraremos no sétimo ano de gozo com o pagode. Será que o melhor povo do mundo nunca se saturará?


 


Enquanto lia a versão digital do primeiro caderno do Expresso (este jornal descobriu qualquer coisa entre famílias e banca a lembrar meados do século passado), recortava as notícias que referiam o BPN. É isso que vou publicar e nem sei se estão todas. É muito conversa, realmente. Alguns não são meigos no vocabulário.


 


 


 



 


 


Também reduzi a coluna do director Ricardo Costa. Mas no que escolhi, a coisa anda pelos vigaristas. Quem diria.


 



 



 



 


 


Durão Barroso e o seu partido têm tudo para contar. Cavaco Silva, e como alguém disse, vai-se afirmando com uma espécie de Putin também com infiltrados nas mais inimagináveis áreas da sociedade. Veremos se algum dia pagam as contas.


 


 



 


 


Parece que há muito verniz a estalar em período pré-eleitoral. Depois dos votozinhos são os consensos que se conhecem e a democracia vai em plano inclinado. Os últimos dez anos são elucidativos da capitulação dos partidos do tal arco e da corrupção sistémica perpetrada pelos tais de aparelhos.


 



 


 


Miguel S. Tavares aponta, sem rodeios, ao PSD. E termina com um interrogação: Barroso não podia ter dito a Gaspar que esperasse um pouco? Dá ideia que não. Tinham pressa. Estranhei o discurso de M. S. Tavares: esqueceu-se de culpar os professores pela corrupção no BPN:


 


 



 


 


Durão Barroso é agora o bombo da festa.


 



 


 


Até uma espécie de politólogo, daqueles que também culpam os professores pelo Big Bang não nos ter sido mais favorável ou por terem dado más notas a Einstein cuja teoria da relatividade foi finalmente refutada, o que o politólogo duvida, por Hawking, se centra no BPN. E sabem como: posse de bola. Associa a táctica de Barroso à posse de bola no futebol. Leia, embora confesse que já tentei três vezes e nada.


 


 



 


 


De seguida, encontrei uma disputa não futeboleira, mas parecida.


 



 


 


Passei para o Público e lá estava o BPN. Outro anti-professores a perder as estribeiras até na linguagem. Fique com um bocado do Barroso guerrilheiro, o eterno MRPP que foi para a Europa fazer o seu PREC de extrema direita para pôr os países de tanga e os seus mais anfados (de "o eterno" para a frente são ideias minhas). Pode ser que o povo se canse mesmo destes figurões.


 


 










quinta-feira, 3 de abril de 2014

das escolhas, dos nomes e do que nos consome

 


 


 


 


A Parvalorem diz que desconhece o envolvimento de um empresário angolano na aquisição da colecção Miró. Ter uma empresa de nome Parvalorem a gerir espólio, e que espólio, do BPN é gozar com as pessoas. Para agravar, associa-se à Par(vos)ups (qualquer coisa como acima de parvos) e acumula o gestor. O caso do banco que é um espelho das práticas que arruinaram as democracias ocidentais continua um exemplo do descaramento da ganância.


 


Vivemos dias em que a lata se pavoneia. Foi a declaração do Banco Alimentar contra o facebook para desempregados e é a EPIS (Associação de Empresários pela Inclusão) a patrocinar o "Atlas da Educação - Desempenho e potencial de sucesso e insucesso escolar por concelho" que parece concluir que, no momento actual, para investir no sistema escolar é preciso fazer contas. Os nossos ultraliberais só descansam quando o povo estiver descascado até ao osso e terão todas as pinças e vénias para a malta do primeiro parágrafo.


 


 


  


 


 


 

terça-feira, 1 de abril de 2014

a culpa será dos marcianos

 


 


 


 


 


Essa coisa da falta de prestação de contas tem sempre um efeito boomerang a que nem a Comissão Europeia escapa.


 


Há uma constante no que levamos de milénio: os políticos em exercício de cargos seguiram os ultraliberais do poder económico e acusaram os grupos profissionais a abater de não prestarem contas e de serem grandes despesistas. Como panaceia, montaram ardilosos monstros burocráticos para avaliar o desempenho e exigir accountability (como gostavam de repetir).


 


Perante a hecatombe de 2007 e uma vez escancarada a corrupção que perpetravam ou apoiavam, situam-se longe da responsabilidade. Há dias foi Durão Barroso a abandonar o barco para ver se continua a navegar; numa aparente contradição, não se coibiu de culpar o BPN, o BPP e as PPP's como quem não tem qualquer conta a prestar; nem política. Agora mandata a Comissão Europeia para proibir Portugal de usar fundos estruturais para estradas. É uma festa. Barroso quer convencer os marcianos que nada tem a ver com a fuga europeia para a frente em 2008, através de despesa descontrolada, nem com tantos episódios do género; anteriores e posteriores.


 


 


 



 


 


 


 Se esta notícia for mentira de 1 de Abril, o post não carecerá de actualização.


 


 


 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

a banca continua a saga com o bpn no centro

 


 


 


 


 


Mudou o ano, o económico também, e os balanços repetem as crateras bancárias que nos trouxeram até aqui. O BPN continua no centro da saga e o superavit do Estado continua a alimentar a ganância.


 


Basta dar uma volta pelos órgãos de comunicação social para chocar com a evidência. Dá ideia que alguém suportará o prejuízo do BCP.


 


 


 



 


Daqui


 



Daqui


 



 


Daqui


 


 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

mesmo que não se queira

 


 


 


 



 


 


A coligação que sustenta o Governo é um caso, sem remédio, de disputa de "interesses" onde tudo se sobrepõe ao bem comum. Mesmo que não se queira registar a enésima teoria da conspiração, a queda recente do SE do Tesouro parece mais um episódio da "ascensão" do CDS/PP.


 


O pequeno partido da coligação está há dois anos com um pé no além da troika e com o outro na luta pela sobrevivência, dê lá por onde der, em cargos de governo. Só pode crescer eleitoralmente à custa do PSD, mas tem de o fazer de modo a que o PS não tenha maioria absoluta. Tem os seus membros do Governo em plena campanha eleitoral e vai minando o parceiro de coligação como Paulo Portas não se cansou de elucidar e o Público registou na imagem seguinte. A malta dos submarinos+Lezíria e afins continua a vencer a do BPN+Swap´s e afins. Veremos quanto tempo demora a queda final do Governo.


 


 


 


 



 


 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

do bpn, da sln, dos submarinos e do resto da grande corrupção

 


 


 



 


 


Portugal está quase submerso pela lama da corrupção. O retrato que é feito aqui tem uma forte correspondência com a realidade. As notícias não param de surpreender tal o desplante das nomeações para cargos governativos e afins. As tentativas de branqueamento da corrupção referida em título são mesmo descaradas.




sábado, 27 de julho de 2013

Submarinos-mais-afins versus BPN-mais-afins

 


 


 


 


 


 


Enquanto o país se afoga, a coligação que governa continua a sua contenda interna à volta dos "interesses" e dos fanatismos ideológicos mais ou menos encobertos.


 


O eurobarómetro diz que 88% dos portugueses não confiam no Governo. Os confiantes correspondem à percentagem de votos do partido, o CDS\PP, que manda no Governo.


 


É, realmente, espantoso e traduz bem o estado a que chegámos. O mainstream que passa vida a excluir os 20% mais à esquerda acusando quem nunca governou de, e se tivesse essa oportunidade, levar o país à situação criada pelo arco governativo, tem agora de engolir o partido mais à direita que não se cansa de mostrar a sua incapacidade associada ao mais despudorado tacticismo.


 


Ficou a saber-se que a malta dos submarinos-mais-lezírias-e-afins está a vencer o pessoal do BPN-mais-swaps-e-afins. Até se dão ao luxo de aceitar a troca de BPN's (Franquelim Alves por Machete, por exemplo) enquanto fazem aquelas poses a pensar nas fotos e a gozar com o panorama. Veremos quanto tempo é que o pessoal que está a perder leva a servir a sobremesa mais fria que for capaz. O Púbico retrata bem a situação nas fotos das primeira e segunda páginas.


 


 


 


 





terça-feira, 5 de março de 2013

tudo muito sistémico

 


 


Quando se nacionalizou o BPN, o argumento que mais pesou foi a possível corrida aos levantamentos bancários provocada pela incerteza e que originaria falências em catadupa: a tal crise sistémica.


 


A nacionalização absolveu milhares de milhões de euros de corrupção comprovada e o banco voltou à iniciativa privada por uns míseros milhões. Um negócio que a história retratará na sua monstruosa dimensão.


 


Mas não ficou por aqui. Os contribuintes das classes média e baixa tinham de financiar o aumento da dívida (para recebrem salários, imagine-se) provocada pela banca e os credores exigiam juros altíssimos: a celebre pré-bancarrota. Era necessário um Governo que perpetrasse o desfalque e o actual não teve com panaceias: cortou a eito, de forma instantânea e abundantemente elogiada.


 


A dívida portuguesa foi a mais lucrativa de 2012 (juros altíssimos e pagos a pronto pelos contribuintes, pensionistas incluídos) e a banca portuguesa conseguiu lucros invejáveis com a compra da sua própria divida. Estranho? Nem por isso. É tudo muito sistémico.


 


Mais uma detalhe: só faltava que alguns dos mentores bancários, agora pensionistas, andassem a gozar com as pessoas e integrassem as manifestações como "movimentos de reformados indignados". Os portugueses têm fama de serenos, mas testes de stress desta dimensão podem acabar mal.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

mas este presidente não se enxerga?

 


 


 


Mas não é da família política deste presidente o primeiro-ministro que aconselhou os jovens a emigrarem?


 


Desde 1985 que o populista Cavaco Silva não sai da cassete da meritocracia e do empreendedorismo (já usou outros sinónimos).


 


Numa altura em que um Governo do seu agrado seca a economia e destrói emprego, é preciso uma grande lata para dizer aos jovens que têm de ser empreendedores e avaliados pelo mérito. Que trate mas é da banca, dos offshores e por aí fora, que os jovens portugueses (como nas décadas anteriores) erguerão o país e só esperam que o poder político se deixe de benesses ilimitadas e de coisas do género BPN.


 


 


Cavaco Silva quer jovens mais empreendedores

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

tal como se previa

 


 


 


 


Os economistas não acertam previsões, mas Joseph Stiglitz anda desde 2009 a dizer que estamos a assitir à maior transferência de recursos financeiros da história das classes média e baixa para a alta; e culpa a corrupção.


 


Se olharmos para Portugal, vemos que as classes média e baixa estão a ser financeiramente depauperadas enquanto a corrupção passa incólume e a banca volta a "aguentar" lucros astronómicos à conta da dívida pública.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

beatriz talegón

 


 


 


 


Beatriz Talegón é secretária-geral da União Internacional de Jovens Socialistas. O vídeo que escolhi é sobre a sua intervenção na reunião da Internacional Socialista em Cascais (a jovem chocou-se com os gastos sumptuosos da organização) e parece que se tornou viral nas redes sociais. É mais um sinal de que tudo pode acontecer, uma vez que as vozes dissonantes já se fazem ouvir no seio das oligarquias das benesses ilimitadas. 


 


"Não nos querem escutar", disse a jovem, considerando que "a esquerda está agora ao serviço das elites, dança com o capitalismo, é burocrática". 




Os professores portugueses repetiram até à exaustão essas evidências aos últimos governos socialistas. Mas a mistura de uma espécie de aristocratas falidos (obcecados com pergaminhos familiares e demais preconceitos) com jovens turcos que fazem carreira política no partido que lhes parecer mais oportuno, impôs-se, arrastou consigo o país para a tragédia e entregou o poder aos comparsas do BPN.


 


sábado, 9 de fevereiro de 2013

por explicar

 


 


 


Deve ser difícil de explicar para quem há uns tempos considerava a Irlanda como o Tigre Celta por causa do desempenho económico. E depois ainda existem aquelas coisas da reestruturação da dívida e da cratera do BPN.


 


Irlanda adia parte da dívida para depois de 2038




"A dívida relacionada com as notas promissórias que resgataram a banca irlandesa foi trocada por um emissão de dívida com uma maturidade média de 34 anos e um juro médio de 3%. A primeira amortização só será realizada daqui a 25 anos.(...)"

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

do suicídio da europa

 


 


 


 


A conversa derivou para os tiques totalitários do tempo em que vivemos e introduzi, para relativo espanto dos meus interlocutores, o SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho na Administração Pública). Como tínhamos partido do maoismo, do estalinismo e de outros ismos, foi natural a surpresa com a aparente derivação da minha questão e concordámos que para se entender o alcance da afirmação é necessário mergulhar na dilacerante atmosfera relacional que provoca.


 


O primeiro alerta da devastação veio da France Telecom onde 35 trabalhadores se suicidaram entre 2008 e 2009. O espírito SIADAP tinha sido levado às últimas consequências.


 


Desta vez o sinal vem de Paul Krugman e dirige-se ao "suicídio económico da Europa". Há, já não restam dúvidas, um qualquer maquiavelismo do género dos ismos enunciados a que não são estranhos os processos portugueses como o mediatizado BPN.


 




"(...)E se o flagelo aparentemente crescente na Europa de suicídios motivados pela crise económica, face ao desespero com o desemprego e falência das empresas, for lido como uma história não tanto sobre casos particulares de indivíduos, mas sobre a aparente determinação dos líderes europeus em cometer um suicídio económico de todo o continente?(...)"