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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

domingo, 30 de março de 2014

conselho de extravagâncias públicas - o humor irresistível

 


 


 


 


 


Rui Cardoso Martins faz muito bom humor na Revista do Público ao Domingo. Hoje escolheu Teodora Cardoso que inscreveu recentemente uma missão opinativa de "Grande-Educadora-do-Povo-que-a-banca-é-de-gente-de-alto-colarinho".


 


“Há bancos de ideias, bancos alimentares contra a fome, bancos de cardumes de peixe, bancos de esperma, bancos de sangue. Até há bancos que fazem operações bancárias... Finalmente inventaram a ideia de um banco que só serve para taxar impostos e nos descontar no salário, todos os dias.”


 


 


 



 



 


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

não somos parvalorem

 


 


 


 


Se um cidadão comum quiser remunerar com juros umas poupanças consegue taxas de 2% ou menos. Se pretender mais do que isso, arrisca-se a perder tudo com o risco.


 


Os protegidos pelos mercados compram dívida dos estados e são remunerados a mais de 5% e com todas as garantias dos governos, da Comissão Europeia, do BCE e até do FMI. Os certificados de garantia prevêem esmifrar as classes médias e nem os idosos no limiar da pobreza são dispensados. Ao cidadão comum está impedido o acesso a estes "produtos de qualidade".


 


É avisado que quem festeja a austeridade não faça das pessoas uma espécie de parvalorem. A desigualdade crescente e contínua nunca acaba bem.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

supertite? mais uma grande treta

 


 


 


 


 


Precisava de colar um objecto e uma loja chinesa era o lugar mais próximo para o trajecto pedonal. As experiências anteriores foram inesquecíveis: uma lâmpada de baixo consumo que durou duas horas e uma fritadeira em ferro fundido que inundou de tinta preta o óleo da primeira utilização; lá se foi o "ferro fundido" e a chapa era tão fina que nem sei se aguentava uma dedada. Reclamei, mas até me diverti com o ploplietálio.


 


Não havia supercola, mas a supertite era equivalente. Só o nome dava logo para desconfiar. O marketing desta contrafacção é risível. A confusão entre adesivo e cola é que devia ter sido definitiva. A urgência fez-me trazer um material que se revelou desconhecido. Nem papel cola. Não faz nada; literal. É uma espécie de manteiga que fica elástica ao secar. Nem para adesivo serve. Se se cruzar com a supertite, já sabe: diga ao ploplietálio que vá enganal outlo.


 


 


 



 


 



 


 


 


 

terça-feira, 16 de abril de 2013

do aumento do abandono escolar

 


 


 


 


 


Apaguei inadvertidamente um comentário nest post assinado por Figueiredo que protestou para o email. Prometi voltar ao assunto. O erro é aceitável: ia apagar um comentário de publicidade oriunda da China e eliminei o anterior de forma irreversível.


 


O comentador discordava da associação entre os agrupamentos de escolas e o abandono escolar no seguinte parágrafo: "(...)Temos muito mais a fazer, mas com a carga curricular desenhada nos achamentos do actual ministro, com menos condições para a profissionalidade dos professores, com mais alunos por turma e com um modelo de gestão escolar que dificulta o apoio aos alunos com mais dificuldades e que lança menos condições organizacionais, os resultados piorarão e corre-se o risco de se perderem os avanços das últimas décadas. E tudo se agravará com uma sociedade mais pobre.(...)".




É simples.


 


A abrupta redução de professores deve-se mais à revisão curricular, ao aumento da componente lectiva dos professores e ao aumento do número de alunos por turma. A variável mega-agrupamentos também contribui, mas menos significativamente.


 


A relação de proximidade entre os membros da gestão das escolas e os alunos em risco de abandono ou insucesso escolares é decisiva e fica comprometida neste modelo, por muito boas vontades que existam. Os professores que leccionam as turmas, e mesmo os directores de turma, não têm condições para esse apoio.


 


Só quem não anda pelas escolas é que desconhece esta realidade num país com quase três milhões de pessoas no limiar da pobreza. Por outro lado, o modelo em curso também desenha serviços administrativos apenas na escola sede o que vem acentuar as dificuldades na relação entre as escolas e as famílias mais pobres e na detecção de pequenos detalhes que são muitas vezes decisivos.


 

quarta-feira, 13 de março de 2013

e não acontece nada? não se demitem?

 


 


 


 


Mas esta malta, do para além da troika, aplica uns modelos salpicados de radicalismo ideológico, que arrasaram com as classes média e baixa, e não lhes acontece nada? Não se demitem? Gaspar diz que só vai ao parlamento a 5 de Abril dar satisfações da 7ª avaliação e o Catroga vem agora dizer que o Governo precisa de dois anos para atingir os 3% de défice.


 


É evidente, e comparando com os últimos dois anos, que isto são notícias melhores para quem está a sofrer (sim, há milhares de pessoas a sofrerem com as políticas para além da troika). Mas estas coisas não devem ser brincadeiras de adolescentes que ainda por cima estavam cheios de certezas e que respondiam muuuuuito devagar, e de forma jocosa, a quem duvidava. O mínimo era a demissão. As pessoas dadas à soberba são sempre vocacionadas para o disparate.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

o conceito em 33 segundos

 


 


 


Li a formulação "descomplexados competitivos" pela primeira vez numa crónica de Pacheco Pereira donde retirei esta passagem:


 


"(...)Pelo meio, perguntou, com evidente escárnio, a um desempregado se este tinha tirado o curso de História, uma imprevidência para quem quer ter um emprego. Não tenho dúvida de que quem formulava esta pergunta fazia parte de um dos lados do novo binómio da luta de classes descrito por Passos Coelho, o dos "descomplexados competitivos". O curso de História, se tivesse feito parte do currículo do desempregado, colocá-lo-ia de imediato na categoria de "preguiçoso autocentrado", antiquado e inútil, "piegas" e queixoso, a quem é preciso dar um abanão de pobreza a ver se se torna "competitivo". Estamos perante uma nova forma de luta de classes: a que opõe "descomplexados competitivos" a "preguiçosos autocentrados". Pelos vistos, uma característica destes últimos é que se interessam por história.(...)".




Ora veja o vídeo e diga lá se não se fica a saber em 33 segundos o que é um descomplexado competitivo?








quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

domingo, 16 de dezembro de 2012

a sério que não usei photoshop para o indicador b4

 


 


 


 


Portugal foi apagado do Indicator B4 no relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", que tem quase 600 páginas e 31 indicadores. Pode ter-me escapado outro ajustamento (tenho quase a certeza que não), mas alguma coisa se terá passado para só termos sido eliminados neste indicador e que apura os números financeiros referentes aos patamares de investimento (central, regional e local).


 


São números de 2009. Foi um momento sobreaquecido e com campanhas eleitorais à mistura. É evidente que há sempre a nossa balbúrdia na organização do Estado. Sem dúvida. Mas foi também nessa altura que uma "iluminação" fez com que o MEC baixasse o financiamento às turmas das cooperativas de ensino de 114000 euros para 80000 euros e que mesmo assim ficavam 10000 euros mais caras do que 70% das turmas das escolas do Estado.


 


Às tantas, alguém foi taxativo: se querem entrar nestes estudos, ao menos arrumem lá a casa em relação à corrupção mais evidente. Se em relação ao financiamento a privados-encostados algo se fez (embora o tal de Crato, ou alguém que mande mesmo, tenha atenuado o "desconforto"), no que se refere à organização administrativa a nomeação de Relvas é realmente estratosférica e tem um desplante que se confirma na ideia da figura supramunicipal em plena bancarrota.


 


 


 


domingo, 9 de dezembro de 2012

link

 


 


 


 


O DN online terá desactivado um link que tinha como título "Só há 18 escolas privadas a mais de 15 km das públicas" (a notícia terá sido publicada por volta de 21 de Janeiro de 2011).


 


Um leitor identificado, enviou-me um email com o suposto (dito assim, pelo óbvio) conteúdo da notícia e com pedido de publicação (adenda: entretanto, e às 21h32, a Ana Sousa comentou no sentido do link estar activo. Tinha testado mais do que um vez e estava inactivo na referência indicada. Confirma-se a sua activação e nem sei o que é que aconteceu).


 


 


"Só há 18 escolas privadas a mais de 15 km das públicas"



por Ana Bela Ferreira, Bruno Abreu, Elisabete Silva e Patrícia Jesus

"Dos 94 colégios ... , 20 têm uma alternativa do Estado do mesmo grau de ensino a menos de 1 km.



Só 18 escolas privadas, das 94 com contrato de associação com o Estado, ficam a mais de 15 quilómetros de uma pública com o mesmo grau de ensino. O levantamento feito pelo DN, recorrendo às listas de escolas públicas e privadas fornecidas pelo Ministério da Educação e à aplicação Google Maps para medir distâncias, mostram também que cerca de 20 estabelecimentos privados ficam até a menos de um quilómetro dos seus equivalentes no público.



Ou seja, estas instituições - que protestam contra os cortes do financiamento público alegando a falta de alternativas estatais nas suas regiões - ficam afinal perto de muitas escolas públicas. Apenas menos de 20 surgem como a única alternativa num raio de 15 quilómetros no mesmo concelho.

É em Lamego, Viseu, que fica a privada mais isolada do País - a escola básica e secundária mais perto fica a... 25 quilómetros. Já em Vila Praia de Âncora, Caminha, são apenas sete os metros que separam a Cooperativa de Ensino ANCORENSIS da Escola Básica do Vale do Âncora.

José Canavarro, ex-secretário de Estado da Educação, admite que "é preciso repensar a rede", criada há 30 anos quando a oferta pública era insuficiente e o Estado delegou no sector privado, através de contratos de associação, a educação das crianças dessas regiões. E lembra que, em alguns casos, mesmo existindo escolas públicas, estas possam não ter vagas para acolher mais alunos.

Estes colégios prestam "um serviço ao Estado", pelo que têm de ser "bem" tratados, defende o professor universitário. O que, critica, não tem sido feito pela tutela no processo de cortes dos financiamentos. "Há que dar tempo às escolas para se reconverterem em privadas ou encontrar outras soluções caso a caso", sugere."

domingo, 14 de outubro de 2012

domingos e feriados

 


 


 


 


 


 


 


 


Os nossos Domingos e feriados ficam marcados pelo país-de-pernas-para-o-ar


 


Esta investigação do Público atormenta o poder vigente com as relações formativas entre a Tecnoforma, de Passos Coelho, e Miguel Relvas; uma espécie de gémeos. Dá ideia que enquanto o segundo leva com-tudo-em-cima, o primeiro também beneficiava e tenta assobiar para o lado.


 


Quando mais precisávamos de um Governo, continuamos a aturar uma coisa do avesso.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

um país do avesso

 


 


A maioria que nos Governa decidiu que o feriado do 5 de Outubro é dispensável (depois é que vai ser...), mas escusava de se esconder para os festejos e de içar a bandeira do avesso.


 


 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

os números não enganam - o BPN é um buraco sem fundo

 


 


 


Por muito que se manipule a informação, os números sobre o BPN dificultam a ocultação do essencial. Mesmo que se classifiquem de radicais, populistas ou demagogos os que defendem que os buracos do género BPN é que nos trouxeram para onde estamos, os números não enganam e mostram como a austeridade em curso cai injustamente nos do costume (o que hoje se anunciou andará à volta dos 3 mil milhões de euros e isto só para se ter um ideia).


 


É só percorrer os sites dos jornais portugueses e concluir sobre o BPN: no final do processo, os contribuintes portugueses pagaram mais de 6 mil e 500 milhões de euros e mais de 3 mil milhões de euros no ano em curso (a privatização custou 40 milhões de euros ao banco angolano BIC e os mentores declararam que até foi uma ajuda que devemos agradecer).


 


Impressiona como os arautos da austeridade sobre o sistema escolar não escrevem uma vírgula a propósito destes assuntos, ao contrário dos rios de teclas que os inspiravam, e bem, durante o socratismo.


 


BPN custa 3405 milhões aos contribuintes




Contribuintes pagam 3,4 mil milhões de euros no caso BPN