terça-feira, 9 de outubro de 2012

tudo aponta(va)

 


 


 


"Depois da desorientação com a TSU, o discurso oficial de austeridade esforça-se por voltar ao único ponto que consegue ser de partida, de percurso e de chegada: os cortes nos do costume e com os professores no lugar cimeiro da fila dos escolhidos.


 


E os professores já estão mais do que avisados do lema rilkeano: estamos irremediavelmente sós."


 


 


O que leu é um conteúdo de um post de 26 de Setembro de 2012.


 


A Fenprof, que já deve ter recebido o que estará em negociação, alerta para o regresso a Julho de 2012 e para a saga dos horários zero e por aí fora. O despedimento colectivo de cerca de 10000 professores pode ter sido apenas um primeiro passo.


 


 


 


12 comentários:

  1. Não sei se os professores estão no lugar cimeiro da lista dos escolhidos.

    Talvez assim seja ou, talvez, estejamos a perder a noção do que se passa noutros sectores profissionais.

    Descomprimamos a foto: são às dezenas e centenas os trabalhadores despedidos colectivamente, individualmente, em lay-off.

    Administradores e gestores, de modo frio e cobarde, mantêm os trabalhadores em pânico, dia após dia, semana após semana e mês após mês.

    O ambiente é de medo e de cortar à faca. E espera-se que motivação?

    Tal como a dos professores.

    Estamos todos no mesmo galho e só com um esforço de desalienação social, de solidariedade e de união é que o galho poderá não se quebrar.

    Caso contrário, cada um no seu cocoon, não terá condições para dar com o galho na mona destes psicopatas sociais que estão no poder.

    Estarei na manifestação de 29 de setembro, este sábado. E espero ver muitos professores, muitos jovens e todos os sectores profissionais.

    Que se lixem, desculpem o termo, os debates e as análises. Isso já está feito. A continuar-se com estes zigue-zagues teórico-intelectuais, nem o pai descansa em paz nem a gente continua , com dignidade, a viver.

    ResponderEliminar
  2. Fartos de ser
    "vadios e pedintes"

    Foram séculos.

    ResponderEliminar
  3. paulo guilherme trilho prudêncio26 de setembro de 2012 às 20:09

    Estou de acordo com os vossos comentários.

    Fernanda: não ignoro o que se passa noutras áreas. Limitei-me ao histórico e parece que estamos de acordo. Não podemos escrever sobre tudo ao mesmo tempo.

    Não percebi muito bem o "(...)Que se lixem, desculpem o termo, os debates e as análises. Isso já está feito. A continuar-se com estes zigue-zagues teórico-intelectuais, nem o pai descansa em paz nem a gente continua , com dignidade, a viver.(...)"

    Tenho estado, ao longo dos anos, nas mais diversas manifestações de rua e também em debates e por aí fora. E também por aqui, o que até nos permite trocar estas ideias.

    Mas aguardo um qualquer esclarecimento.

    É Donatien. É um bocado isso.

    ResponderEliminar
  4. Creio que não há muito a explicar sobre a ideia expressa.

    De nenhum modo me referia à tua análise da situação, sempre aliada a uma participação cívica e activa honesta e sem estar à espera de algo mais do que isto, que já é muito.

    Que bom seres assim.

    Em última instância, se o esclarecimento não foi claro, olha, Paulo, é a minha vez de tentar um pouco de "ironia" e de lançar alguma "polémica".

    Boa noite


    ResponderEliminar
  5. paulo guilherme trilho prudêncio26 de setembro de 2012 às 21:44



    Claro. Também pensei nessa hipótese. Como deves ter lido, tem existido alguma polémica por aqui o que me levou a solicitar um esclarecimento, também a pensar em quem nos lê.

    Por acaso fizeste-me sorrir com "(...)é a minha vez de tentar um pouco de "ironia" e de lançar alguma "polémica".(...)

    Obrigado.

    Sabes que aprecio o contraditório.

    Boa noite também.

    ResponderEliminar
  6. Eu sei que aprecias o contraditório por isso tenho um grande respeito pelo que escreves e pelo teu blog.

    Infelizmente, há quem não aprecie o contraditório e o questionamento.

    Por isso os meus comentários foram e continuam a ser apagados/censurados noutros blogues sobre educação.

    É aborrecido. Não é por mais nada, mas chateia-me e não tenho paciência para censuras bacocas.

    Até amanhã.

    ResponderEliminar
  7. Obrigado.

    A sério? É estranho. Os blogues sobre Educação que leio apreciam o contraditório.

    Até amanhã.

    ResponderEliminar
  8. Se calhar não lemos os mesmos blogues.

    Ou, se calhar, o problema está no "apreciar".

    -:)

    ResponderEliminar
  9. paulo guilherme trilho prudêncio27 de setembro de 2012 às 11:02


    Assim não posso fazer nada.

    Bom dia.

    ResponderEliminar
  10. Bem, agora já não se pode dizer que estamos na presença de um Governo teimoso e arrogante.

    ResponderEliminar

  11. É um governo "privado". Senão vejamos:

    Ninguém do governo tirou o curso na Pública? Ler até ao fim!

    A Católica é muito boa, nalgumas áreas, e a Lusíada, escapa...
    Mas por que motivo não aparecem ministros das Universidades Públicas?
    Não verfiquei os dados constantes nesta mensagem.

    Uma constatação interessante que alguém teve a pachorra de compilar.

    De facto, parece que, deste Governo, ninguém tirou o curso na Pública!
    Incluindo o inevitável Relvas, claro!


    Eis algumas das Universidades Privadas mais representativas:

    - Universidade Moderna - Encerrada pelas Autoridades por ser Centro de
    Crime Organizado.
    - Universidade Independente - Encerrada pelas Autoridades por ser
    Centro de Crime Organizado.
    - Universidade Internacional - Encerrada pelas Autoridades por ser
    Centro de Crime Organizado.
    - Universidade Lusófona - Os processos de equivalência provam que há
    licenciaturas fraudulentas.
    - Universidade Livre que (passou a Universidade Lusíada) - Nada leva a
    crer que seja melhor que as outras.

    MINISTROS:

    1 - MINISTRA DA JUSTIÇA – Paula Teixeira da Cruz – Licenciada pela
    Universidade Livre.
    2 – PRIMEIRO-MINISTRO – Pedro Passos Coelho – Licenciado pela
    Universidade Lusíada (ex-Livre).
    3 - MINISTRO DA SEGURANÇA SOCIAL – Pedro Mota Soares – Licenciado pela
    Universidade Internacional.
    4 – MINISTRO-ADJUNTO – Miguel Relvas – Licenciado??? pela Universidade Lusófona.
    5 - MINISTRO DAS FINANÇAS – Vitor Gaspar – Licenciado pela
    Universidade Católica.
    6 - MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS – Paulo Portas – Licenciado
    pela Universidade Católica.

    SECRETÁRIOS DE ESTADO

    1 - Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças - Maria Luís
    Albuquerque – Universidade Lusíada.
    2 - Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - Paulo Núncio –
    Licenciado pela Universidade Católica.
    3 - Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus - Miguel
    Morais Leitão – Licenciado pela Universidade Católica.
    4 - Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional - Paulo Braga
    Lino – Universidade Portucalense.
    5 - Secretário de Estado da Administração Interna - Filipe Lobo
    D'ávila – Universidade Católica.
    6 - Secretário de Estado Adjunto do Ministro-Adjunto e dos Assuntos
    Parlamentares - Feliciano Barreiras Duarte – Universidade Lusófona.
    7 - Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar - João
    Casanova de Almeida – Universidade Lusófona.
    8 - Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas - José Cesário –
    Universidade Lusófona.
    9 - Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social -
    Marco António Costa – Universidade Católica.
    10 - Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território -
    Pedro Afonso de Paulo – Não diz.
    11 - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros -
    Luís Marques Guedes – Não diz.
    12 - Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento
    Regional – Não tem curso.
    13 - Secretário de Estado da Energia - Artur Trindade – Não se sabe.


    E esta? Quem diria!


    PS: a "não se sabe" ainda foi das que mais diplomas deu!!

    ResponderEliminar
  12. É meus caros: diria antes: um Governo desorientado que dá ideia que já só tem agenda para os interesses que se vão tornando ainda mais evidentes.

    ResponderEliminar