terça-feira, 9 de outubro de 2012

editorial (17)

 


 


 


 


 


 


 


Interessa-me mais o conteúdo do que a forma, embora a estética associada à configuração de blogues e de sites não me seja indiferente; bem pelo contrário.


 


Gosto de discutir ideias e não tenho muita paciência para o jogo de ódios e invejas que caracteriza a crise moral em que vivemos (nunca pensei escrever isto sobre uma qualquer actualidade portuguesa) e que se corporiza no totalitarismo das formas, simbologias e insinuações que atravessa as redes sociais e as outras.


 


Há tempos perguntaram-me porque é que "assinava" com o nome completo no virtual e porque é que tinha a fotografia no blogue. Lembrei-me do início da blogosfera e do incómodo que provocava uma opinião mais livre e difícil de controlar. A estratégia de descredibilizacão através da acusação do possível anonimato levou-me ao nome completo e à fotografia no blogue e assim ficou.


 


Nesta altura, o fenómeno "apenas e só a forma" tem outros contornos, manifesta-se muito no email, em telefonemas anónimos e nas mensagens privadas do facebook por parte de autores sem rosto, que exigem uma equilibrada mistura de duas categorias: paciência e indiferença.

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