Compreendo a perplexidade dos reformados portugueses e o ciúme social que devem sentir.
Os alemães andam a exigir o que se sabe aos pensionistas portugueses e decidiram aumentar até 11% os seus reformados. Espero pela argumentação dos defensores da germanofilia compulsiva de Passos e Gaspar. É que se os alemães podem decidir sobre o que se passa em Portugal, o contrário também tem de ser aceitável.
A sério que gostava de saber como é que explicam, com base nos modelos que defendem, estas decisões que parecem mais de campanha eleitoral do que de outra coisa qualquer.
Querem ver que os aumentos eleitoralistas que Sócrates fez aos funcionários públicos, em 2009, foram acordados com os alemães.
Merkel vai ter eleições daqui a alguns meses, pelo que aumentar as reformas dos pensionistas é piscar o olho a este sector eleitoral. Há dúvidas?
ResponderEliminarMas se não param com o blá blá blá da reforma do estado social como é que sustentam estes aumentos? Doses de ideologia aos magotes que só agrava as coisas. Bem podem aliviar a pressão sobre a Grécia que já caiu a máscara.
ResponderEliminarE isso é aceitável Pedro?
ResponderEliminarPaulo, se é aceitável Merkel querer aumentar os reformados lá na Alemanha? Bem, em termos simplistas diria que o problema é dos alemães. É puro eleitoralismo, mas o mais certo é irem atrás da conversa. Foi o que aconteceu por cá aquando das reeleições de Guterres e Sócrates.
ResponderEliminarAgora se é aceitável a Merkel querer uma coisa para a Alemanha e defender algo diferente para Portugal, apenas direi o seguinte: nós estamos à beira da bancarrota, enquanto que a Alemanha não. Por outro lado, a Alemanha é um país contribuinte líquido da UE, ao passo que Portugal continua a ser credor.
Penso ter-me feito entender.
Abraço
Pedro: e o modelo que impõem? E a "impossibilidade" do Estado social ocidental? E a crise da Alemanha?
ResponderEliminarParece-me preocupante, no mínimo.
Abraço também.