A banca andou anos a fio em ambiente de "festa brava" e o país entrou em bancarrota. É esta a verdade cruel dos números.
Depois da sucessão de relatórios e de execuções orçamentais, e com todo o respeito por quem está no desemprego, recebe pensões de miséria ou passa fome, já ninguém duvida de que os professores foram os escolhidos. Não apenas por serem muitos, mas por razões ideológicas e porque os fortes interesses instalados assim o exigem. Mesmo na máquina do Estado. Ainda há uma semana escrevi assim:
"Nas autarquias não se toca porque boys e caciques fazem sempre falta, nos militares também não porque há golpe de estado, nas fundações e observatórios é a ladainha do costume, na saúde assobiam para o lado à primeira greve, nas empresas públicas ou municipais (estas são incontáveis, valha-nos sei lá o quê) há muito emprego de aparelho e ficaria aqui o dia todo."
Notícias do género, "Menos 14% de despesa com pessoal à custa dos professores", inundam a imprensa mais livre.
A primeira página do Expresso tem duas notícias que explicam o que escrevi no primeiro parágrafo. A banca consome o dinheiro dos contribuintes, os professores são os principais atingidos e Nuno Crato não tem uma palavra em defesa da escola pública que tanto nos custou a construir.
Festa foi o que tivemos nos tempos socráticos. A própria Lurdinhas o disse e nessa altura poucos foram aqueles que alertaram para o monstro que se estava a criar. E os que votaram em Sócrates são corresponsáveis pelo estado de bancarrota a que chegámos...
ResponderEliminarO comentário de Pedro é típico do fantismo e de quem usas palas na exposição de argumentos.
ResponderEliminarSócrates e Rodrigues foram um desastre mas o problema levantado no texto é mais amplo e sério. Merece uma abordagem menos primária e mais responsável.
SE O PEDRO É PROFESSOR DEVIA TER VERGONHA. ESTÁ CONTRA OS PROFESSORES DEPOIS DE TUDO ISTO? ANDA A IMITAR O OUTRO QUE VIROU PORQUE MUDOU O GOVERNO?
ResponderEliminarQuem trouxe a festa para a conversa não fui eu, foi o Paulo...
ResponderEliminarMas, se querem que vá ao âmago da questão, eu vou. Durante anos e anos o que tivemos foi a "festa" das reduções de componente lectiva (em que muitos professores davam 12 horas de aulas por semana), tivemos as progressões automáticas na carreira (como se fossem todos excelentes professores), tivemos uma avaliação "faz de conta" com os sindicatos a assobiarem para o lado, tivemos centenas de professores destacados em sindicatos e outros organismos, tivemos os artigos 102º e outros, tivemos professores a reformarem-se com 56 anos e a levarem para casa quase 2000 euros de reforma; enfim tivemos o "regabofe" completo, com a classe docente a ser completamente desprestigiada pela opinião pública e publicada.
Agora? Agora temos o reversos da medalha e quem mais vai sofrer serão os professores em início de carreira...
Ouça lá Pedro. Então acha que um docente com 60 anos deve ter o mesmo número de turmas e de alunos que um docente com 30 anos? Ou então a redução só acontece aos 60? Até aos 59 ficam iguais? Devem ganhar o mesmo?
ResponderEliminarE os médicos homem? E os políticos homem? Houve exageros nas várias classes, reformas então nem se fala, e só os professores é que apanham por tabela e você defende isso ou diz que a culpa é só do Sócrates?
Você é professor? Em que escalão? Parece que tem raiva dos seus colegas.
O Pedro só vai perdendo razão à medida que lança argumentos.
ResponderEliminarCaro Fernando, a minha opinião é muito simples. Indo directo ao seu exemplo, penso que um professor de 60 anos, das duas uma: ou tem as mesmas turmas que um seu colega de 40 anos e é beneficiado em termos salariais ou então tem menos turmas (redução de componente lectiva) e tem salário igual ao colega que tem 40 anos. Discordo da dupla compensação que existe actualmente. É a minha opinião, goste ou não dela...
ResponderEliminarE fundamento-a da seguinte forma: há países europeus onde dois professores (um com 35 anos e outro com 60 anos) ganham precisamente o mesmo. Afinal de contas a função que exercem é a mesma...
Quanto às outras profissões defendo situação semelhante...
E já que é tão curioso, digo-lhe que dou aulas há 15 anos e estou no 2º escalão. Satisfeito?
Oh homem, isso nem na China comunista. Ganhar o mesmo no início e no fim da carreira? Vê-se logo que está a dar os primeiros passos na carreira.
ResponderEliminarO Fernando desconversa. Eu não disse no início de carreira. Comparei um colega com 15 anos de serviço e outro com 35 anos de serviço. Fique a saber que na Dinamarca e no Reino Unido ambos ganham o mesmo...
ResponderEliminarQuando o Pedro andar pelos 60 (com 8 turmas de 30 alunos) lembre-se do que escreve agora. Peça que o obriguem a trabalhar até aos 70 e com o mesmo salário que tinha aos 30.
ResponderEliminarVocê é um jovem que respeita pouco os mais velhos, desculpe-me dizer-lhe.
Chegam ao topo com 15 anos de serviço? Bonito exemplo. O Reino Unido está falido e só se aguenta com o chapéu americano.
ResponderEliminarTenho pena de o dizer, mas o Rui também descoversa. Eu não digo que os professores à beira da reforma devam ter as mesmas turmas com o mesmo salário.
ResponderEliminarDigo que deve haver lugar a apenas uma benesse: ou redução da componente lectiva ou redução salarial para os que estão no topo da carreira.
Discordo das duas benesses: redução da carga lectiva e aumento de quase 50% no salário em relação aos que com menos anos de serviço até têm mais turmas e mais trabalho...
Custa assim tanto compreender?
Viva a todos.
ResponderEliminarDeixei o post escrito ontem e a propósito da primeira página do expresso.
Ou seja: a banca fez o que se sabe e os professores são os escolhidos e nem sei se Nuno Crato interroga os outros ministros ou se é o primeiro a estimular os cortes nos professores.
Estava a ler sobre a parque escolar e lembrei-me da festa e dessa despesa ser mais do domínio das PPP´s do que do investimento médio por aluno.
Dá ter-me lembrado da Festa que começou muito antes deste Governo e mesmo dos de Sócrates.
Por isso também me surpreende a interpretação do Pedro no primeiro comentário. Não deve ter lido bem o post e comentou de imediato. Às vezes acontece isso e ainda hoje li algo semelhante sobre o uso das redes sociais.
Sobre a discussão, animada de resto, a proposta do Pedro é difícil de concretizar, embora a carreira do professores necessite de ser revista: há muitos anos, e serão ainda muitos mais, que só se progride para o lado ou regride.
Só espero que o professor Pedro não seja do norte.
ResponderEliminarSeria humilhante ter por aqui um colega a sofrer de inveja social :) Vá-se catar!
Vinha para comentar o post e perdi a vontade.
ResponderEliminarQuando leio comentários como o que o Pedro registou em primeiro lugar, lembro-me sempre dos meus primeiros tempos de ensino, há quase 30 anos atrás, em que havia nas escolas onde eu chegava de novo quem me recebesse perguntando: "É colega ou é provisória?", assim como havia quem se dispusesse a trocar de horário comigo, para que eu não tivesse componente nocturna e regressasse a casa todos os dias, apesar das duas horas e meia de viagem, para cuidar de um filho bebé.
O ressabiamento é tão antigo como a Humanidade e toca todos os grupos sócio-profissionais, infelizmente. Só pode ser uma festa para os que o sentem, sei lá...
Olá Paulo!
ResponderEliminarAinda bem que pensa como eu na necessidade de se rever a carreira docente. Só lhe faltou dizer que durante anos e anos tivemos um estatuto lamentável, em prol dos professores que agora se estão a reformar e que levou ao desprestígio da classe.
Abraço
Olá Pedro.
ResponderEliminarPrimeiro: penso que algum dia se voltará a progredir; mal de nós.
Segundo: também entendo que é fundamental que existam reduções da componente lectiva com a idade.
Há um problema sério com as reformas que origina injustiças várias. É verdade que sim e que é uma matéria muito delicada.
Abraço também.
Não seu se o Pedro é do Norte Maria :) ele que diga.
ResponderEliminarÉ Ana. Concordo. Também não compreendi o primeiro comentário do Pedro.
Foi um Festa da banca durante anos a fio e ponto final. Toda a gente sabe isso e também se sabe que vamos pagando a ver se isto não descamba de vez.
É: os ciúmes social e profissional são terríveis.
Não sou capaz de participar em debates e trocas de ideias com pessoas intratáveis e, por isso, prefiro ignorar a sua existência. A Escola há-de encontrar melhores dias, estou certo, mas não será com contributos de indivíduos ciumentos, invejosos, cobiçosos, intolerantes, gananciosos, (...) sociais e/ou profissionais.
ResponderEliminarEspero que o Paulo, que julgo não padecer dos males acima enunciados, me perdoe por este desabafo...
Há mais Pedros e é por causa disso que tratam os professores desta maneira.
ResponderEliminarPobre Pedro!; não fosse a simpatia e tolerância do dono do blogue e nem a alma se lhe aproveitava...
ResponderEliminarO homem parece possesso a ainda há os que dizem que não são surpreendidos.
ResponderEliminarConcordo Carlos.
ResponderEliminarDesabafa a vontade. Compreende-se mesmo.
Bem observado, se me permite, Fernando Sousa.
ResponderEliminarObrigado Lúcio (fez-me rir).
ResponderEliminarPossesso Rui Rodrigues :) :)?
Só agora li com atenção a primeira parte dos comentários.
ResponderEliminarSim Carlos: Não partilho das posições do Pedro e só muito dificilmente alguém não o acusará de ciúmes sociais e profissionais.
Cavaco Silva está maluco disseram ontem num programa de televisão. Ao Pedro aplica-se a mesma classificação.
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