domingo, 11 de novembro de 2012

mas afinal não era uma mania de agitadores?

 


 


 


 


 


 


O século passado foi o que foi, "(...)Foi assim em 1914-18 e repetiu-se de um algum modo em 1939-1945. A Europa central tem na região que inclui a Alemanha um pólo devastador, mesmo que não possamos incluir nesse fatalismo a totalidade das pessoas; e escrevi esta verdade tão óbvia para não ferir susceptibilidades.(...)", e o presente apenas indica que devemos ter todo o cuidado.


 


Não é por acaso que são cada vez mais os que recusam a veneração à Alemanha e vão aumentando os que precebem a fragilidade da sua economia, o seu contributo para a corrupção (os submarinos foram comprados porque alguém os vendeu) e para a derrapagem das contas e as naturais insuficiências do seu sistema escolar (a crise da escola é um clássico).


 


É certo que os neogermanófilos mais acérrimos são os fanáticos do costume. Têm agora essas palas do mesmo modo que têm tido outras tantas.


 


É interessante pensar sobre a notícia seguinte e analisar os detalhes. Estamos mesmo a bater no fundo.


 


 


Alemanha recusa exibir filme sobre Portugal proposto por Marcelo


 


"Autoridades alemãs recusam exibir publicamente filme sobre Portugal idealizado por Marcelo Rebelo de Sousa. (...)Segundo revelou a TVI, o filme, chamado “Eu sou um berlinense”, foi proposto às autoridades alemãs para que fosse exibido em locais públicos este fim-de-semana, antes da visita de Angela Merkel a Portugal. A resposta foi clara. “Não”, disserem as autoridades alemãs, alegando razões políticas.




(...)“Choca-nos profundamente esta recusa em transmitir o filme que é indigna dos valores e princípios que estão na base da União Europeia”, escreveu(....)na sua carta ao embaixador alemão. Na nota enviada para a embaixada Rodrigo Moita de Deus diz ainda que o filme revela “que o povo português trabalha mais horas que o povo alemão. Que paga mais impostos. Que tem menos dias de férias e feriados.”(...)"

13 comentários:

  1. Agora imaginem que um maduro alemão decidia fazer um "filme" sobre a pátria de Bach, Goethe, Beethoven, Mann, Einsteisn ... (não, o Adolfo não era propriamente alemão) e que solicitava aos luso-anfitriões da D. Angela que o exibissem publicamente durante a sua curta estadia. "Era o que faltava! Quem pensam estes boches que são?!", gritava-se em uníssono em todo o lado (não apenas nos blogues germanófobos).
    Se o ridículo vendesse, não precisávamos de qualquer resgate: eramos credores até da própria China.

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  2. Era bom que Portugal recusasse exibir Merkel já amanhã.
    Mas a comunicação social não resiste e vai fazer os telespectadores gramar a dita cuja em todos os ângulos e perspectivas possíveis, enquanto ela estiver por cá.
    Também só verá quem quiser...

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  3. Ora aí está uma proposta malvada! Não se faz!; a pobre da senhora nunca mais seria a mesma e toda a nação alemã, ofendida na sua dignidade, comentaria a afronta durante semanas...

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  4. Parece uma coisa de doidos, realmente. As medidas de segurança deixam qualquer um a abanar a cabeça na horizontal.

    Sinceramente, a única coisa que me preocupa mesmo é a história e as arrepiantes parecenças com o que estamos a viver. Pode não passar disso (parecenças) e espero que assim seja.

    Vamos lendo sobre as relações políticas entre Portugal (e os restantes países do sul da Europa) e a Alemanha (e com outros países do centro e norte europeu) e percebe-se um inaceitável discurso anti-PIGS; isso é inegável, parece dar votos e pode acabar muito mal (aí a história ensina-nos mesmo).

    É claro que tb podemos cair num registo germanófobo como sublinha o Lúcio. Quando se instala a desorientação, o mais fácil é apontar o dedo.

    Contudo, já havia sinais de que na política real os receios eram fundados e dá ideia que começam a restar poucas dúvidas: a tentação imperial alemã parece estar numa espécie de código genético.

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  5. A História significa menos do que se supõe.
    Mas, cuidado, talvez os alemães não sejam capazes de compreender (relativamente a outros) algo equivalente à humilhação por eles próprios sentida - por razões diferentes, claro - após a I Guerra Mundial.
    - Isabel X -

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  6. Hitler espalhou o terror na Europa para a dominar. Não conseguiu. O regime imposto por esse criminoso foi designado correctamente NAZI/FASCISMO.

    A 2ª Guerra Mundial destruiu vários países e tirou a vida a milhões de europeus. A Merkel ainda sem guerra está a conseguir aquilo que o Hitler não conseguiu. Primeiro com Salazar, no período de 1939 a 1945 e agora com o Passos Coelho, o apoio de Portugal à Alemanha é constante.

    A ditadura de salazar chamou-se fascismo. E esta imposta pelo Passos Coelho/Portas, chama-se como? Os europeus incluindo o português têm de pôr fim a esta gente antes que a Alemanha desencadeie aquela a 3ª Grande Guerra.

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  7. A Merkel está em campanha pelo Marcelo.

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  8. É bom que se reflicta em: "(...)os alemães não sejam capazes de compreender(...)". É mesmo assim. Dá ideia que os povos não aprendem. Naturalmente que não. A linguagem da dor histórica só provoca no ouvinte uma breve dor passageira: e isso faz toda a diferença, quer parecer-me. Obrigado Isabel X.

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  9. Esse perigo está sempre presente e há muito.

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  10. O "perigo" de se cair numa ditadura e numa guerra Lúcio. Tem sido assim ao longo da história e nunca devemos "adormecer". Só isso.

    Estou a lembrar-me, por exemplo, da limpeza étnica em pelo centro da Europa (ex-jugoslávia) na mudança do milénio e das guerras recentes (o eterno e petrolífero médio oriente).

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  11. Não, o "perigo" é o espantalho agitado por M. Soares e outros "afrancesados" ressentidos com o facto de os alemães, por fim, começarem a deixar de pagar tão docilmente todas as facturas que desde 1870 a Europa lhes vai passando: facturas financeiras - os alemães têm sido o abono de família da França (que, após a I Guerra, que provocou mas não venceu, com Versalhes esbulhou o vizinho de além-Reno subtraindo-lhe duas províncias e indemnizações leoninas) e da CEE-UE (maior contribuinte, com vantagens também para britânicos) e facturas morais - o complexo da culpa por terem acoitado e dado ouvidos a meia dúzia de casos psiquiátricos, isto é, lideres nazis, que se lhes tem alimentado. No fundo, os europeus, franceses à cabeça, não toleram a grandeza (económica, civilizacional, demográfica) da Alemanha, muito menos admitem copiar os seus eficazes métodos (...ainda que não desdenhem o seu dinheiro, se possível, à borla). Eis o "perigo".

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  12. É um interessante ponto de vista sobre a Alemanha, se me permite Lúcio, que muito alemães subscreverão. Ainda há dias publiquei esta passagem de G. Steiner "(...)Veja bem que foi um presidente do município de Viena, Karl Lueger, um homem muito importante, quem lança verdadeiramente as bases do programa que será o do seu discípulo, Hitler, visando a eliminação dos judeus na Europa.(...)".

    Dar ouvidos a casos psiquiátricos é um risco muito elevado. Ainda hoje publiquei Bertrand Russel a pensar também nisso.

    É outro "perigo", realmente. As divisões, as pessoas sentirem-se acossadas, os egoísmos e por aí fora.

    Obrigado pelo comentário.

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