sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

da imagem, das santas e dos equídeos

 


 


 


 


 


 


 






"Mudamos a designação para Colégio de uma Nossa Senhora e compramos um burro para dizemos que oferecemos ensino equestre", foi mais ou menos esta a solução verdadeiramente empreendedora (também a pensar nos custos e na rentabilidade) de um colega da Escola Básica Integrada de Santo Onofre quando, já em 2009, se acentuava a perda de alunos.


 


Numa sociedade civil fraca, a designação é tão relevante como foi noutros tempos a diferença entre Liceu e Escola Técnica. Ir de borla (mas o Estado será convenientemente esmifrado) à Clínica CUF dá mais estatuto do que socorrer-se da Unidade de Saúde de Tornada do Agrupamento de Centros de Saúde da sub-região Oeste-Norte. Vou ao segundo e aconselho.


 


E a coisa agrava-se quando a lógica de agrupamento (alguns desprevenidos, também em gestão organizacional, designam por "cultura de agrupamento") faz terraplenagem da identidade das diversas instituições agregadas com perda acentuada da imagem de todas elas.

9 comentários:

  1. intervalo... nem respiram...

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  2. Se o burro é a Emília Pestana talvez chore quando menos espera!!!!

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  3. O ideia do burro não é minha propriedade e inspirou-se no que referi.

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  4. É. Foi até um pouco antes que os agrupamentos iniciaram a "irrefutável" saga da "cultura de agrupamento". É uma canseira longa, lá isso é.

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  5. Não há dúvida que somos, desde há muito, um país de parolos e de de novos-ricos em que a(s) aparência(s) reina(m). Sair desta formatação e homogeneização, paradoxalmente(?) está a tornar-se cada vez mais arriscado. Em minha opinião, a riqueza e a força de uma sociedade também resulta da sua diversidade...

    Talvez venha a propósito: no Brasil, a implementação do novo acordo ortográfico foi adiada de 2013 para 2016! (Quiçá para nunca...)

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  6. O teclado do meupc começa a ficar reelde ejá não me obedece...
    É meso verdade, acreditem...

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  7. Ah, também gosto muito do burro (do anmal quadrúpde, claro!).
    Estão a ver como as tecla não obedecem?

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  8. :) :) Carlos. E muito acertado, se me permites.

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