"Mudamos a designação para Colégio de uma Nossa Senhora e compramos um burro para dizemos que oferecemos ensino equestre", foi mais ou menos esta a solução verdadeiramente empreendedora (também a pensar nos custos e na rentabilidade) de um colega da Escola Básica Integrada de Santo Onofre quando, já em 2009, se acentuava a perda de alunos.
Numa sociedade civil fraca, a designação é tão relevante como foi noutros tempos a diferença entre Liceu e Escola Técnica. Ir de borla (mas o Estado será convenientemente esmifrado) à Clínica CUF dá mais estatuto do que socorrer-se da Unidade de Saúde de Tornada do Agrupamento de Centros de Saúde da sub-região Oeste-Norte. Vou ao segundo e aconselho.
E a coisa agrava-se quando a lógica de agrupamento (alguns desprevenidos, também em gestão organizacional, designam por "cultura de agrupamento") faz terraplenagem da identidade das diversas instituições agregadas com perda acentuada da imagem de todas elas.
intervalo... nem respiram...
ResponderEliminarSe o burro é a Emília Pestana talvez chore quando menos espera!!!!
ResponderEliminarHá dez anos que avisas...
ResponderEliminarO ideia do burro não é minha propriedade e inspirou-se no que referi.
ResponderEliminarÉ. Foi até um pouco antes que os agrupamentos iniciaram a "irrefutável" saga da "cultura de agrupamento". É uma canseira longa, lá isso é.
ResponderEliminarNão há dúvida que somos, desde há muito, um país de parolos e de de novos-ricos em que a(s) aparência(s) reina(m). Sair desta formatação e homogeneização, paradoxalmente(?) está a tornar-se cada vez mais arriscado. Em minha opinião, a riqueza e a força de uma sociedade também resulta da sua diversidade...
ResponderEliminarTalvez venha a propósito: no Brasil, a implementação do novo acordo ortográfico foi adiada de 2013 para 2016! (Quiçá para nunca...)
O teclado do meupc começa a ficar reelde ejá não me obedece...
ResponderEliminarÉ meso verdade, acreditem...
Ah, também gosto muito do burro (do anmal quadrúpde, claro!).
ResponderEliminarEstão a ver como as tecla não obedecem?
:) :) Carlos. E muito acertado, se me permites.
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