Muito se tem escrito e dito a propósito do relatório do FMI. Pelo que vou percebendo, os órgãos de comunicação social pegaram, e muito bem, no ridículo de algumas propostas.
Há um ou outro blogger que defende o conteúdo do relatório, mas são registos que já estão de tal forma descredibilizados que nem sei se vale a pena pegar por aí. O que se conclui, é que esta mistura entre quem governa e quem tenta sustentar a revolução ideológica vai fazendo mossa no que ainda resta da democracia e, no caso que conheço melhor, num sistema escolar que levou anos a democratizar e com resultados comprovados.
A ideia de escolher os funcionários públicos que serão despedidos através de exames online, é, e confesso a minha relativa surpresa, um atestado de menoridade à função pública perpetrada por descomplexados competitivos e que começou de forma menos avisada em 2005. Portugal está, há demasiado tempo, a ser governado por quem desconhece a realidade e desta vez foi-se longe demais. Que ninguém se iluda: estas propostas devem responsabilizar quem governa e que não se pode esconder atrás do FMI.
FMI sugere exames online para decidir que funcionários públicos serão dispensados
Concordo com tudo, à excepção da ideia de se responsabilizar o Governo pelas propostas defendidas pelo FMI.
ResponderEliminarIsso só teria lógica se o Governo aplicasse as propostas do FMI, coisa que não irá acontecer.
Até agora no Governo apenas critico Carlos Moedas. De resto, a postura dos restantes membros do Governo tem sido a correcta. Elogio sobretudo Mota Soares...
Pedro: o Governo encomendou o relatório porque quis. A ideia que prevalece é que o FMI produziu o relatório com uma participação activa do Governo.
ResponderEliminarAplicar as medidas? Pedro, o inaplicável não é aplicável. Este Governo está coberto de ridículo. O Moedas, a sombra do Passos Coelho, devia usar os sorrisos técnicos nos gabinetes dos interesses que defende, deixar o país em paz e levar com ele a restante tralha que o acompanha.
Na SIC Notícias, "Quadratura do Círculo", Pacheco Pereira, do PSD:
ResponderEliminar"Este relatório é o programa que o Governo gostaria de ter feito e não teve coragem."