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terça-feira, 9 de agosto de 2016

dos números do "desaparecimento" de professores

 


 


 


A razia na escola pública foi descomunal de 2004 a 2015; 42 mil professores "desaparecidos", três quartos durante a troika. O "desaparecimento" de professores contribuiu, mas de modo mais do que cimeiro, para que alguns políticos se pavoneassem como disciplinadores financeiros. A tragédia é olhada de diversos ângulos pelos OCS. Mas há algo "incompreensível". As causas injustas do maior despedimento colectivo da história mantêm-se (detalharei noutro post) e a plataforma de sindicatos pede silêncio. Para os que dizem que os professores são instrumentalizados por sindicatos, os números vão provando que, e apesar da plataforma de sindicatos, os professores conseguiram evitar números ainda mais brutais derrubando silêncios e entendimentos.


 


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domingo, 1 de setembro de 2013

mais uns milhares de professores inconstitucionais

 


 


 


 


 


Se uma pessoa trabalhou 10 a 15 anos consecutivos para uma qualquer organização e se amanhã tem que se dirigir a um centro de emprego porque ficou sem vínculo laboral, é porque foi despedida. Ponto final. Se esse gesto for repetido por milhares de pessoas da mesma condição profissional, é um despedimento colectivo e novo ponto final. 


 


Foi exactamente isso que aconteceu nos últimos três anos aos professores e que se repete amanhã. Os cortes a eito, mais alunos por turma e redução da carga lectiva dos alunos, foram o caminho. São dezenas de milhares de professores inconstitucionais, situação condenada pela Comissão Europeia, e que o Governo, também "inconstitucional", ludibriou vinculando 3 professores.


 


O recente chumbo do tribunal constitucional aos despedimentos na função pública deixa estes milhares de professores perplexos com a inconstitucionalidade dos despedimentos. Até a mobilidade legislada por Sócrates (é bom que se recorde), estava em vigor há décadas nos professores. Assim de repente, passei, desde a década de oitenta do século passado, por Lisboa, Porto, S. João da Madeira, Chaves, Vila Real, Peso da Régua, Viana do Castelo, Beja, Benedita e Caldas da Rainha até conseguir alguma estabilidade.


 


Os professores perceberam que são o alvo porque são muitos e porque as nossas "elites" têm um qualquer problema mal resolvido com a escola. Estão cansados de serem os únicos. Não há grupo profissional, no público, no privado, nos encostados ao estado, nas autarquias, nos aparelhos partidários e por aí fora, que tenha sido alvo de um flagelo sequer semelhante. Amanhã recomeça a saga, desta vez com mais uns milhares nos centros de emprego e outros tantos colocados ainda mais longe de casa após 20 anos de serviço docente.


 


E já agora: será que os professores, e o fundamental planeamento da rede escolar, têm que carregar o caos organizacional de um país com uma trágica e corrupta (tudo comprovado) gestão do território em que, apenas como exemplo gritante, a sua importante administração foi entregue, por Durão Barroso e Passos Coelho, ao inenarrável Miguel Relvas?


 


Os professores contratados não desistem e no Expresso pode ler-se o seguinte:


 


 


 



 


 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

alguma memória

 


 


 


 


Se o entendimento, entre o Governo e a plataforma de sindicatos, cortou a espinha dorsal da luta dos professores em 2008, o acordo assinado em 2010 colocou a Fenprof numa situação vulnerável em relação às críticas de quem a considerou uma espécie de secretaria de estado dos governos de José Sócrates.


 


Como logo se percebeu, a tradicional FNE faz o papel de SE junto do actual Governo. É a prática sindical que não faz falta à democracia e que contribuiu para nos empurrar para onde estamos.


 


A notícia que anunciou, pela voz da FNEa vinculação de 12.000 professores (foram 3) contratados até final de 2012, pôs água na fervura da contestação aos cortes a eito e foi muito grave. Branqueou o despedimento colectivo de 2012 e não ajudou a que os referidos cortes tivessem estado em cima da mesa nas últimas greves.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

o homem da união nacional

 


 



 


 


Passos Coelho, ao contrário do que de forma fundamentada se imagina, sabe o que foi a união nacional. Bem lá no fundo, o homem cruza esse espírito com o modelo "Singapura" associado aos interesses da família BPN; é um gerente com missão de testa de ferro e que reza numa espécia de encoberto saudosismo.


 


Começou por querer mudar a constituição e faz tudo para a "provocar". Acha-se com o dever "anti-Abril".


 


No mesmo dia em que, teimosamente, renovou a sua chefia além da troika através da obsessão anti-funcionários públicos, as contas da saúde evidenciam bem a génese do apelo à união nacional: a entrega do orçamento do Estado (saúde e Educação) aos corruptos das PPP´s.


 


 



 


 


 

terça-feira, 28 de maio de 2013

do radicalismo ideológico que nos consome

 


 


 


É uma espécie de vingança dos que se deram mal com a conquista da liberdade em Portugal. A primeira página do Público diz assim no dia 28 de Maio (no ano de 2013), com o detalhe da benção do trabalhista que chefia o eurogrupo e que declarou um mestrado falso.


 


 


 


sexta-feira, 26 de abril de 2013

outros esquerdistas despesistas

 


 


 


 


Quem escreveu que foram despedidos mais de 10 mil professores no verão de 2012 foi rotulado de esquerdista radical, sensacionalista e outras coisas do género.


 


International Herald Tribune, a versão global do New York Times, vê a assim a Educação na anlálise ao que sobra de Portugal após a austeridade:


 


"(...)Educação comprometida 


 


A educação é o tema subsidiário em que o artigo do IHT se detém para avaliar o estado da economia portuguesa. O despedimento de 15 mil professores, cortes nos orçamentos das instituições que reinstituíram os valores de 2001, e ausência de investimento em remodelação asfixiam, de acordo com os entrevistas, o ensino presente e comprometem a continuação da melhoria do sistema de ensino, identificado como um dos mais fracos da Europa.


Os entrevistados citados pelo IHT acusam o FMI de fazer cálculos errados e de só se interessar por um ponto de vista economicista, esquecendo as vidas das pessoas afetadas pelas medidas de austeridade.(...)"



quarta-feira, 20 de março de 2013

da blogosfera - a educação do meu umbigo

 


 


 


Se alguém pensa descansar com a ameaça dos despedimentos


 


"… dos assistentes operacionais ou do pessoal técnico administrativo, é melhor pensar no que vão ser os corredores das escolas e o funcionamento dos serviços asdministrativos… e quem terá de assegurar isso."




 


Este post do Paulo Guinote é curto mas pertinente. Tem um profundo alcance, digamos assim.

sexta-feira, 15 de março de 2013

os escolhidos do costume

 


 


 


 


 


 


Parece que o ministro Gaspar está a anunciar o acordado com a troika e a comunicação social confirma o que ontem começou a circular: os professores portugueses são os escolhidos e ponto final. Serão mais 10 mil a juntar ao despedimento colectivo de 10 mil professores no último verão e aos milhares que têm sido empurrados para a reforma com penalizações humilhantes.


 


Nuno Crato, o sub-secretário das finanças, demitir-se-á, pois afirmou que tal nunca aconteceria ("nenhum professor do quadro irá para a mobilidade") e não se pode escudar na semântica da tragédia.


 


Mas não há mais nada para cortar na função pública e nas benesses ilimitadas? Nem sou adepto deste tipo de discurso que nos coloca uns contra os outros (como pretendem os últimos governos), mas isto vai para além dos limites.


 


Admiram-se que os professores usem a imagens impressionantes como a Estrela de David (desde 2008 que volta e meia inunda as redes sociais)? Não me surprenderá se os professores entrarem em greve por tempo indeterminado.


 


"Governo avança com 20 mil despedimentos", diz o Expresso. Que acrescenta: "Em nome da necessidade de correcção do desvio de 800 milhões de euros do défice, 20 mil funcionários públicos serão dispensados este ano. Metade dos quais, professores."





terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

sim, claro, mas a FNE apoia ou não o 2 de Março?

 


 


 


O Governo disse hoje à FNE (UGT) que não haverá despedimentos (mobilidade só para voluntários) nem mais horas de trabalho para os professores e que vai rever o regime jurídico da formação contínua de professores e desburocratizar o trabalho nas escolas, libertando os docentes para a componente lectiva.


 


Tanta "generosidade" até dá para nos beliscarmos. Estão assustados com qualquer coisa ou saciaram-se com os cortes verificados e convenceram-se que a coisa está consolidada.


 


Seja lá como for, o que queremos saber é se a tradicional FNE adere ao "que se lixe a troika" ou se está apenas na função de terceiro secretário de Estado?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

mais de metade

 


 


 


 


Das 28.000 pessoas que deixaram a função pública no ano de 2012, 15.500 estavam vinculadas ao MEC e os professores ocupam a quase totalidade do número. Tem sido sempre assim: os que evidenciam estes dados são considerados tremendistas, recebem o quase silêncio da opinião pública e publicada e quando os números se confirmam a normalidade não incomoda.


 


A escola pública foi, há anos, escolhida para que os governantes se pavoneiem com com o seus ímpetos reformistas e a sociedade, que está ausente da escola e que só lá aparece para uma espécie de jogo da partidocracia disfarçado do eufemístico "comunidade escolar", exerce um silêncio cúmplice que reafirma a estranha antipatia para com a escolaridade. Mais de metade dos despedidos foram professores.


 


O segundo lugar de mais um ranking (é uma febre, realmente) fica para a saúde com dois mil funcionários, incluindo 524 enfermeiros e 131 médicos.


 


Saíram da administração pública mais de 28000 trabalhadores em 2012

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

do ridículo se fez escola

 


 


 


 


 


Muito se tem escrito e dito a propósito do relatório do FMI. Pelo que vou percebendo, os órgãos de comunicação social pegaram, e muito bem, no ridículo de algumas propostas.


 


Há um ou outro blogger que defende o conteúdo do relatório, mas são registos que já estão de tal forma descredibilizados que nem sei se vale a pena pegar por aí. O que se conclui, é que esta mistura entre quem governa e quem tenta sustentar a revolução ideológica vai fazendo mossa no que ainda resta da democracia e, no caso que conheço melhor, num sistema escolar que levou anos a democratizar e com resultados comprovados.


 


A ideia de escolher os funcionários públicos que serão despedidos através de exames online, é, e confesso a minha relativa surpresa, um atestado de menoridade à função pública perpetrada por descomplexados competitivos e que começou de forma menos avisada em 2005. Portugal está, há demasiado tempo, a ser governado por quem desconhece a realidade e desta vez foi-se longe demais. Que ninguém se iluda: estas propostas devem responsabilizar quem governa e que não se pode esconder atrás do FMI.


 


 


FMI sugere exames online para decidir que funcionários públicos serão dispensados

sábado, 1 de setembro de 2012

só a troika?!

 


 


É bom que se sublinhe, como ponto prévio: qualquer português de boa vontade gostava que as contas do Estado tivessem um comportamento aceitável e lamenta que tenhamos um Governo que, após todo este esforço, tenha falhado técnica e politicamente.


 


O presidente da República responsabiliza a troika pelo estampanço da execução orçamental. Este economista, que foi eleito presidente há mais de seis anos com a promessa de impedir derrapagens económicas e financeiras, esquece-se de nomear um Governo da sua preferência ideológica e que prometeu ir além da troika. E foi.


 


O recente despedimento colectivo de professores tem números inéditos na História de Portugal. Nunca se despediram, num espaço de um mês, mais de 5000 profissionais em qualquer área de actividade. É como se tivessem encerrado cerca de 25 escolas secundárias.


 


Depois de anos a fio a serem delapidados com uma avaliação hiperburocrática, kafkiana e fascista (não tenhamos receio das palavras certas), de se sujeitaram a tresloucadas alterações no seu estatuto, de verem a confiança na sua acção ser seriamente comprometida com políticas desmioladas que vão do estatuto do aluno à gestão escolar, de verem os mais experientes "fugirem" com fortes penalizações nas reformas, os professores portugueses são agora confrontados com um despedimento colectivo que não tem paralelo, repito.


 


Leio algumas acusações de corporativismo. Gostava que nomeassem uma outra classe profissional com um histórico de "escolhidos" como os professores portugueses. Mas mais: o que estamos a assistir, desde as privatizações ao branqueamento das fraudes bancárias e das PPP´s, exige que classifiquemos os professores portugueses como um grupo profissional com uma enorme paciência.