sábado, 2 de fevereiro de 2013

dados a milagres

 


 


 


 


Hoje comprei o Expresso para ler a edição dedicada à Educação em que o Paulo Guinote foi editor convidado e que inclui este seu certeiro texto sobre a epifania da refundação do Estado. Haja quem continue a não deixar o espaço informativo entregue à gulosice, mesmo que conventual e mais ou menos ortodoxa.




Também li a crónica de Maria Filomena Mónica que deixou de ser a favor da liberdade de escolha da escola em Portugal (como se isso não estivesse "instituído" há décadas) porque se sentiu mais esclarecida depois das célebres reportagens da TVI sobre as cooperativas de ensino. Veja-se lá o que um singelo movimento pode fazer. Dá ideia que a evangelização do "tudo está mal na escola" atingiu um pico triunfante, mas, e como sempre, a queda pode ter iniciado o seu inexorável exercício.




Um lead que me chamou à atenção e me fez sorrir, foi o de Nicolau Santos no suplemento de economia: "O Canadá apostou num Estado ágil mas forte. Por cá, reduz-se o Estado a pele e osso para sobre ele nascer uma economia dinâmica. Pode ser. O país é muito dado a milagres."

4 comentários:

  1. Não li mais nada além do texto de PG, que também apreciei bastante. Concordo com o Paulo Prudêncio: haja quem aproveite todas as oportunidades para contrariar a (des)informação dominante que vai condicionando a opinião pública no sentido que mais convém ao poder instituído. Pena que certas organizações com condições privilegiadas para o fazer, as desperdicem. Voluntária ou involutariamente...

    Sobre o estado do nosso Estado, cada vez mais esvaziado de competências e de obrigações sociais e do papel dinamizador da economia, acho que dificilmente alguma vez voltará a recompor-se. A sua destruição tem sido fácil e rápida. E continuará com o conluio da UE/FMI e a conivência do PR e do próprio PS, que se arroga defensor do Estado Social.
    Creio que até nos milagres já demos mais cartas...

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  2. No caso que conheço melhor, o sistema escolar, concordo que levará anosa reconstruir o desastre dos últimos seis e que está numa fase de vertiginosa destruição. Fazendo um exercício de indução, só posso concordar que se generalize .

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  3. A Maria Filomena Mónica pode (deve) ler-se: sabe escrever, tem os neurónios soltos e arejados, limpou-se há muito da ganga ideológica que impede que se chamem os bois pelos nomes. Tem um pequeno handicap: observando os pássaros na Lapa, esquece-se que a cultura onde germinou a sua Oxford está a muitas milhas de distância.

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