quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

do país do faz de conta

 


 


 


 


Quem governa o que quer que seja em Portugal, tem de optar entre trabalhar mesmo ou esgotar o tempo em tarefas de representação. Esta diferença explica muito da nossa bancarrota, uma vez que o artificialismo domina a vida pública.


 


Não se pense que a tragédia escapa aos cargos de Governo. São inúmeros os exemplos de ministérios dirigidos por assessores provenientes dos aparelhos partidários, principalmente dos que estruturaram o voto na democracia. Há muito que é assim. Essas máquinas, peritas em vencer eleições internas nos partidos, viciam-se no jogo dos favores e dos lugares, não desenvolvem qualquer profissionalidade, a sociedade que dominam está submersa na clubite e com a agravante de ter uma aura de grande organização. Em regra, convencem-se que prestam um inestimável serviço à democracia e que são uma espécie de casta superior.

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