Sempre que se pressente a queda de um Governo, mais ainda se for de direita, os inúmeros dependentes do arco do poder agitam-se contra a esquerda parlamentar que não governa. É uma encenação institucionalizada em que os "excluídos" fazem a sua parte: estruturam a contestação da rua.
Se tomarmos como boa a tese de que os radicalismos, mesmo que parlamentares, não devem pôr os pés no Governo da nação, a perplexidade situa-se na "aceitação" da direita radical (uma boa parte destrói o país nesta altura). E isso não só define o modo como foi estruturado o voto na democracia (uma espécie de clubismo), como explica o papel do PS (as pessoas que integram a organização não se "revêem" no programa do partido). É também por isso que a "Grândola, Vila Morena" cria tanto temor e principalmente na esquerda que governa-com-assento-na-oligarquia-das-benesses-ilimitadas.
Aqueles que sabem que nunca irão para o Governo podem fazer e dizer o que lhes bem apetecer: até se dão ao luxo de dizer que, em última instância, deixamos de pagar a diívida aos nossos credores.
ResponderEliminarSão os que mais falam em queda do Governo, ignorando o caos em que mergulharia Portugal no dia seguinte ao da queda do Governo!
No resto da Europa (ou quase), fez-se a experiência com todas as forças parlamentares Pedro. É uma forma de comprometer todos com a governação. De resto, as forças do denominado arco do poder já vão na segunda bancarrota e com créditos de milhares de milhões na corrupção. É possível pior?
ResponderEliminar