Depois de um apagão de mais de trinta dias como estratégia mediática para restabelecer a sua autoridade opinativa, Cavaco Silva exige que a Europa e o Governo ouçam os manifestantes portugueses. O presidente perdeu a paciência e saiu da clausura em estado furioso.
Mas mais: contraria Gaspar e coloca-se ao lado da Irlanda na suavização dos lucros da dívida por parte dos especuladores financeiros numa decisão corajosa e desengordurante. O senhor está fora de si.
Até se percebe que pode ser a tal a ideia de equilíbrio de poderes que os presidentes portugueses lêem na constituição, mas teme-se que se tenha ido longe demais. É que mesmo que alguém, num acto equilibrado, se arrependa de ter jogado no casino, deve fazê-lo antes de falir e de arrastar consigo os familiares dos mais diversos graus.
Que estranha forma de (intervir na) vida (política)...
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