terça-feira, 23 de abril de 2013

mais dois lobos

 


 


 


 


 


Vi, ontem à noite, um inenarrável prós e contras destinado à busca de uma solução. Medina Carreira, o não-economista que mais sabe de economia, foi taxativo: a solução é simples, com o dinheiro é sempre assim e para governar o Estado social servia uma "dona de casa". Se o marido diz que está a ganhar menos 2% a mulher sabe que não pode gastar mais 5% na lida da casa. E cumpre. 


 


É. Esta espécie de animador do sistema acentua a sua triste condição. Dá algum dó ver estes machos à antiga portuguesa remeterem a busca de solução para as tarefas domésticas onde se excluem. Ainda havia um friso de primeira fila de mulheres que aplaudia e se ria, coisa que me excluo de classificar. Talvez fosse um riso de tanto dó.


 


Fiz um zap à meia-noite para ver notícias num canal de cabo. A imagem focava ao longe o ex-ministro Mário Lino acompanhado de uma jovem advogada. Percorreram um passeio de uns bons cinquenta metros com o jornalista a resumir o caso face oculta. Mário Lino veio sempre com as mãos nos bolsos enquanto a jovem advogada mal se equilibrava com o transporte de umas três pastas (tinham ar de pesadas). O cavalheiro não se comoveu. As câmaras não entraram no tribunal e passaram de imediato para o fim da sessão. O cenário repetiu-se no regresso a casa de mais um incompreendido.


 


Estava a escolher um título para o post. Esteve para ser um espelho das elites ou o país que temos. Influenciado pelo post anterior fiquei-me por "mais dois lobos".

2 comentários:

  1. Medina Carreira está a delirar. Um Estado não é uma familia em termos macroeconómicos. Esse pensamento é medíocre e errado do ponto de vista macroeconómico.
    Até os Chicago boys, que são monetaristas até ao tutano, sabem distinguir as situações. Sempre que vejo abjecta, espanta-me que curso esta gente tirou. Qualquer manual de Economia explica porque razão o Estado não pode ser encarado como uma familia.

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