Teresa L. Coelho, salvo erro é assim que se chama, deputada do PSD, afirma-se perplexa com as decisões do tribunal constitucional. Das duas uma: está chocada com a incompetência do Governo que o seu partido chefia ou está a assumir que no seu partido se desconhece a constituição e não se respeita o tribunal constitucional.
Estes ultraliberais dão-se mal com o Direito.
Lamento corrigir-te, Paulo, mas não é esta senhora que está perplexa e sim o PSD, leia-se o Governo ("Estamos perplexos com esta decisão"), o que torna a coisa ainda mais caricata, atendendo a que uma das normas considerada inconstitucional já o havia sido no passado: o corte do subsídio de férias aos funcionários públicos e pensionistas.
ResponderEliminarDas duas uma: ou o Governo sofre de demência/ amnésia/ outra patologia afim, ou está a usar mais uma estratégia mafiosa para arranjar um bode expiatório para a nova versão de PEC's (desta vez à moda ultraliberal) que se prepara para implementar.
Sim, porque ninguém acreditará verdadeiramente que o Governo não tenha pensado numa espécie de plano B para esta contingência, caso não desejasse demitir-se como assegurou hoje Passos Coelho no debate quinzenal no Parlamento. Logo, a perplexidade do PSD, leia-se Governo, transmitida por este "pombo correio" fémea (estranho não terem designado uma figura mais proeminente do partido!) é uma equivalência a qualquer coisa do género (dedicada ao Tribunal Constitucional): "Ai é?! Querem guerra? Então preparem-se para os petardos." E vai daí começam por se mostrar perplexos com a "incoerência do Tribunal Constitucional", para entreter a opinião pública e preparar a contra-ofensiva, com o beneplácito do Presidente da República e a incompetência da oposição. É preciso não esquecer que os juízes do Tribunal Constitucional foram os únicos portugueses poupados a novas regras de aposentação, podendo ainda requerê-la com apenas 40 anos de idade e 10 anos de serviço. Teriam uma dívida de gratidão ao Governo, no seu entender.
No meio disto tudo, lamentavelmente quem vai amargar é o Zé povinho, seja de que forma for.
Concordo Ana. Vai aquecer.
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