quinta-feira, 9 de maio de 2013

a administração pública como multinacional

 


 


 


Uma multinacional financia-se nos mercados desregulados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo. Se os lucros baixam, o financiamento nos casinos exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.




Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se está a passar em Portugal.




E quando falámos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave na administração pública porque há muito que não produz alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.




A sério que fiz este post antes de ler Ângelo Correia a comparar um Governo com um banco e a desdenhar da consistência política do seu aluno Passos Coelho.

13 comentários:

  1. Basta fazer umas pesquisas e confirma-se esta tese "As multinacionais farmacêuticas Amgen, GlaxoSmithKline (GSK) e Medipharma estão a despedir dezenas de trabalhadores em Portugal. Estes despedimentos colectivos seguem-se a outros, desencadeados desde o início de 2011 noutras firmas. Na versão oficial, a causa está nas condições de mercado, afectado pela crise. Mas, no lado sindical, frisa-se que as multinacionais fazem com que seja o emprego e a Segurança Social a pagar, para que os seus accionistas mantenham o nível dos dividendos. Tudo sob o olhar complacente do Estado português, conta o jornal Público."

    Começaram pelos professores contratados, vão aos assistentes administrativos e operacionais, seguem-se de novo os contratados e se necessário for vão aos do quadro.

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  2. Ainda falta o resto da história Correia versus Passos. É que nas histórias as coisas costumam acabar com uma reviravolta: vira-se o feitiço contra o feiticeiro.

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  3. Como é que perguntas? Estás em grande forma? Tu estás em grande forma Paulo Prudêncio.

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  4. O Ângelo, o consul da Jordânia, sabe-a toda.

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  5. O que Ângelo quis dizer foi que o professor é bom mas o aluno é fraco e isso já todos sabíamos. Não é a única voz a levantar-se dentro do partido, mas a do padrinho tem um grande significado, não só para o afilhado como para o partido. Ferreira Leite, Capucho e Pacheco Pereira estão a ficar desesperados, mas muitos mais ainda conseguem estar calados até quando. Na ancia de derrubar Sócrates para ir ao pote, arranjaram um grande sarilho para o País e a ver vamos se o partido depois do BPN e de Passos se vai conseguir aguentar.

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  6. Está bonito, está Zulmira. Ainda acaba mal.

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  7. O Padrinho do Passos Coelho e do Relvas refere-se aos discípulos no passado?!

    Haja decoro e alguma lealdade. Quem tem responsabilidades no Passos Coelho ter chegado a PM é o Ângelo Correia. Vem agora sacudir a água do capote. Os ratos saltam do porão. Ele tem tudo a ver com o que se está a passar operando na "sombra" como ele gosta!!

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  8. O central ao seu melhor estilo.

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  9. psd esfrangalhado... outro pasok...

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