quinta-feira, 16 de maio de 2013

tal como Orwell, tem razão o José Morgado

 


 


 


 


 


O blogger José Morgado, do Atenta Inquietude, tem um registo informado, sensato e equilibrado. Fez um post, "Escola Pública. O que virá a seguir", em que escreve assim:


 


"(...)Como se costuma dizer, fontes bem colocadas fizeram-nos chegar algumas dessas medidas. Por entender que a informação é um direito, partilho aquilo que me chegou, referindo apenas a área da educação. Assim para o sistema público de educação parece existir a intenção de diminuir para metade os docentes no sistema e aumentar a carga horária lectiva do seu trabalho para as trinta horas semanais. O número de alunos será fortemente reduzido pois está prevista a introdução de exames obrigatórios todos os anos, logo desde o último ano da Educação Pré-escolar. Pretende-se assim que poucos alunos permaneçam no sistema exigindo, portanto, menos escolas e poucos professores com a vantagem acrescida de que sendo bons alunos poderão estar pelo menos cinquenta em cada turma e exigem menos tarefas de planificação, basta seguir as metas curriculares. Os poucos que ficam no sistema acederão a qualificação que lhes permitirá constituir a futura elite científica, cultural, política, económica e cultural.


Os restantes alunos, a grande maioria, serão encaminhados para fábricas a instalar em Portugal por empresários de países habituados a rentabilizar o trabalho dos mais novos que serão incentivados através dos dispositivos de diplomacia económica a desenvolver por Paulo Portas.

Realizar-se-á uma profunda reforma curricular que deixará até ao 9º ano apenas três disciplinas, Matemática, Português e Inglês ou outra língua estrangeira (pensa-se no mandarim) pois tudo o resto não serve para nada e ocupa professores, encarecendo o sistema. No Ensino Secundário teremos ainda Ciências e Física que possibilitarão o acesso a formação superior nas áreas que verdadeiramente interessam.

Será introduzido um novo dispositivo de avaliação de professores assente exclusivamente nas avaliações dos seus alunos nos exames nacionais a realizar todos os anos, cada professor apenas poderá ver até 3 % dos seus alunos com nota negativa, mais do que isso e é o despedimento com justa causa por inadequação à função.(...)".

 

 

A propósito do texto, alguns bloggers desenvolveram uma interessante troca de emails. A conclusão do José Morgado é preocupante: a sua ficção alimentou, no mínimo, a dúvida entre uma série de pessoas atentas e informadas e isso assustou-o. Tal como Orwell, tem razão o José Morgado.

5 comentários:

  1. Verdade. O medo, o medo do medo, o susto, a angústia, vencem nestes temos até que...

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  2. Rui Rodrigues, Amadora16 de maio de 2013 às 11:47


    Há uns anos, já bem para trás diga-se, só nos ríamos com um texto destes. A confiança entre eleitos e eleitores está num nível que tudo é possível... Mais do que o medo, vence a descrença. O que é pior? Não sei não.

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  3. Seja lá como for, o José Morgado tem razão.

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  4. Rui Rodrigues, Amadora16 de maio de 2013 às 14:30

    É assustador....

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  5. É claro que também contribui o registo habitual do José Morgado e o facto de não ter anunciado a ficção e de ter anunciado a informação privilegiada.

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