O Júri Nacional de Exames é agora uma espécie de Colégio Arbitral de recurso com ramificações desconcentradas.
Greve de professores aos exames está a dividir directores
"“Não estou a prejudicar a greve, estou a ser justo", diz dirigente de Carcavelos e responsável da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que convocou todos os professores a apresentarem-se ao serviço.(...)"
Ministério convoca todos os professores para estarem nas escolas no dia da greve aos exames
"Orientação foi enviada para as escolas nesta quarta-feira.(...)"
Pergunto-me, com incredulidade:
ResponderEliminar"todos os professores" inclui também os professores de Português?
Passou assim a ser legal que professores de uma determinada disciplina vigiem provas dessa mesma disciplina, a bel prazer do JNE???
Lembro que o exame de dia 17 de Junho é de Português de 12º ano.
E se todos os professores aderirem à Greve Geral prevista para essa data, irão convocar os auxiliares de acção educativa para vigiar as provas?!
NOTA: Convém não esquecer que, para vigiar as provas de 4º ano, em Maio último, só foram permitidos professores de 2º e 3º ciclo, por determinação deste mesmo JNE.
ResponderEliminarExacto Ana. Muito bem observado, se me permites. Tanto desmiolo, valha-nos não sei o quê.
ResponderEliminarNão foi muito bem observado, não senhor, pois a mensagem do JNE contém uma ressalva, no ponto 5, que impede o desrespeito pela Norma de Exames previamente enviada às escolas e que, infelizmente, alguns directores, cujas convocatórias já circulam por aí em blogues, não estão a considerar:
ResponderEliminar"... cumprindo as regras em vigor para o serviço de vigilância."
«5. A fim de poder ser assegurada a realização das provas e exames do dia 17 de junho,
os diretores/presidentes de CAP devem convocar para o serviço de exames,
nomeadamente, para o serviço de vigilância, todos os docentes de todos os níveis
de ensino pertencentes aos respetivos agrupamentos de escolas ou escolas não
agrupadas, cumprindo as regras em vigor para o serviço de vigilância.»
Obrigado Ana. Surgirão outras coisa do género, claro. É só começarmos a imaginar a logística no dia do exame com a substituição dos grevista em tempo útil. Estaríamos no fim do exame e as substituições de vigilantes ainda a decorrer. É que não se podem elaborar convocatórias paralelas (com segunda ronda, terceira ronda, e por aí fora) sem o aviso prévio dos grevistas.
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