domingo, 27 de outubro de 2013

"I miss my pre-internet brain"

 


 


 


 


 


 



 


 


"(...)Temos então saudade de um cérebro desligado, de acesso restrito, mais lento e reflexivo, que se demorava em leituras e olhares em imagens singulares e isoladas. Um cérebro que se esforçava num lugar, aquele lugar, onde se deixava ficar, fixando as suas rugosidades. Certamente que não perdemos este cérebro. Encontramo-lo quando saímos da rede durante algum tempo, que tem que ser muito, ou quando aprendemos a viver em dois mundos. Resta saber guardar o mais importante."









6 comentários:

  1. Tal como alerta João Barrento, “Nesta era da imagem que, no entanto, não é um tempo do olhar, o mundo está aí, ainda e sempre, à espera de ser… Não interpretado (o seu sentido escapar-nos-á sempre), não transformado, mas simplesmente olhado com olhos de o ver, e ao que nele ainda brilha.”
    Barrento, João (2011) O Mundo está cheio de deuses. Lisboa: Assírio & Alvim Editores (p.98)

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  2. Parece-me uma intemporalidade, embora "(o seu sentido escapar-nos-á sempre)". Mas estamos mesmo em crise Isabel X. Falta saber se o plano inclinado não se prolongará tempo demais.

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  3. Sim, sem dúvida. Gosto desta dicotomia que João Barrento faz entre estarmos numa era da imagem, mas não do olhar. E o desafio de olharmos para o mundo em busca do que nele ainda brilha.
    Por mim, acrescento-lhe a valorização do acontecimento, no mundo, como tamb+em nos propõe Deleuze

    A questão da crise é bastante drástica. Ainda um destes dias partilhei no facebook uma frase de Natália Correia em que ela disse qualquer coisa como (estou a citar de cor): Se a crise não gerar audácia, a palavra não deve ser essa, mas agonia.

    Cada vez mais é o que me parece que nos calhou viver. Nós nas escolas notamo-lo bem.

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  4. Obrigada, Paulo. É muito interessante e pertinente essa abordagem sobre o efeito da acumulação de imagens em nós.

    Vejo agora que "citei" bastante mal. É que a palavra a substituir por "agonia" é "crise", visto não esta última não gerar audácia.

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  5. Voltei a escrever um "não" fora do sítio:

    É que a palavra a substituir por "agonia" é "crise", visto esta última não gerar audácia.

    Assim é que eu queria dizer.

    Peço desculpa.

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