Tal como alerta João Barrento, “Nesta era da imagem que, no entanto, não é um tempo do olhar, o mundo está aí, ainda e sempre, à espera de ser… Não interpretado (o seu sentido escapar-nos-á sempre), não transformado, mas simplesmente olhado com olhos de o ver, e ao que nele ainda brilha.” Barrento, João (2011) O Mundo está cheio de deuses. Lisboa: Assírio & Alvim Editores (p.98)
Parece-me uma intemporalidade, embora "(o seu sentido escapar-nos-á sempre)". Mas estamos mesmo em crise Isabel X. Falta saber se o plano inclinado não se prolongará tempo demais.
Sim, sem dúvida. Gosto desta dicotomia que João Barrento faz entre estarmos numa era da imagem, mas não do olhar. E o desafio de olharmos para o mundo em busca do que nele ainda brilha. Por mim, acrescento-lhe a valorização do acontecimento, no mundo, como tamb+em nos propõe Deleuze
A questão da crise é bastante drástica. Ainda um destes dias partilhei no facebook uma frase de Natália Correia em que ela disse qualquer coisa como (estou a citar de cor): Se a crise não gerar audácia, a palavra não deve ser essa, mas agonia.
Cada vez mais é o que me parece que nos calhou viver. Nós nas escolas notamo-lo bem.
Tal como alerta João Barrento, “Nesta era da imagem que, no entanto, não é um tempo do olhar, o mundo está aí, ainda e sempre, à espera de ser… Não interpretado (o seu sentido escapar-nos-á sempre), não transformado, mas simplesmente olhado com olhos de o ver, e ao que nele ainda brilha.”
ResponderEliminarBarrento, João (2011) O Mundo está cheio de deuses. Lisboa: Assírio & Alvim Editores (p.98)
Parece-me uma intemporalidade, embora "(o seu sentido escapar-nos-á sempre)". Mas estamos mesmo em crise Isabel X. Falta saber se o plano inclinado não se prolongará tempo demais.
ResponderEliminarSim, sem dúvida. Gosto desta dicotomia que João Barrento faz entre estarmos numa era da imagem, mas não do olhar. E o desafio de olharmos para o mundo em busca do que nele ainda brilha.
ResponderEliminarPor mim, acrescento-lhe a valorização do acontecimento, no mundo, como tamb+em nos propõe Deleuze
A questão da crise é bastante drástica. Ainda um destes dias partilhei no facebook uma frase de Natália Correia em que ela disse qualquer coisa como (estou a citar de cor): Se a crise não gerar audácia, a palavra não deve ser essa, mas agonia.
Cada vez mais é o que me parece que nos calhou viver. Nós nas escolas notamo-lo bem.
Obrigada, Paulo. É muito interessante e pertinente essa abordagem sobre o efeito da acumulação de imagens em nós.
ResponderEliminarVejo agora que "citei" bastante mal. É que a palavra a substituir por "agonia" é "crise", visto não esta última não gerar audácia.
Voltei a escrever um "não" fora do sítio:
ResponderEliminarÉ que a palavra a substituir por "agonia" é "crise", visto esta última não gerar audácia.
Assim é que eu queria dizer.
Peço desculpa.
Percebeu-se Isabel X. Obrigado.
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