Mostrar mensagens com a etiqueta redes sociais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta redes sociais. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de março de 2026

Das exigências do Facebook

Como se vê na imagem, o Facebook exigiu que tomasse medidas até 18 de Março de 2026 para não perder os seguidores públicos (em muitos casos, são pessoas que me pediram amizade mas que se confrontaram com a lotação esgotada nos 5000). Tomar medidas implicou activar o modo profissional, mas sem pagar qualquer renda à plataforma. Já não me bastava a SAPO desalojar o blogue e eliminar o arquivo. Mudei para o blogger e o arquivo sobreviveu integralmente. As rotinas estão restabelecidas, embora muitos leitores ainda leiam e comentem posts antigos na SAPO. Mas voltando às exigências do Facebook, lá percebi que o processo incluía uma activação de ganhos financeiros. Não os activei nem os activarei. Desconheço as vantagens que passaram a ocorrer, mas o Facebook diz que valem a pena. Peço desculpa se acontecer alguma exorbitância provocada pelo frenético e impaciente algoritmo.




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Não se é, aos 10 anos de idade, um génio da informática

Antes do mais, não é por as crianças e os adolescentes passarem horas nas redes sociais, ou em jogos digitais, que desenvolvem competências informáticas que não sejam da óptica do utilizador (que também têm alguma importância no âmbito da vida moderna, obviamente) e do consumidor que interessa às gigantes tecnológicas. E neste debate não se pode esquecer os efeitos negativos para a saúde, nem a exposição ao ciberbullying, aos conteúdos de ódio, racismo e misoginia e à pornografia online.
As crianças e adolescentes podem até teclar, ou fazer scroll, a uma velocidade impressionante num smartphone ou num tablet, mas as competências informáticas de análise e programação exigem anos de estudo, conhecimentos sólidos das áreas a que se destinam e maturidade.
Foi, portanto, com estupefacção que se percebeu que há uma deputada da IL que quer um Big Brother a nomear os professores grevistas (deve ser em tempo real, porque a falta por greve é, desde sempre e como todas as outras, registada pelos serviços) e que acha inglório restringir o acesso das crianças e dos adolescentes às redes sociais. Considera-os, nomeadamente os "filhos e sobrinhos dos deputados", uns génios da informática logo aos 10 anos - "e de olhos fechados", diz a senhora deputada. Diz que contornarão com toda a facilidade as restrições ou optarão pela dark web.
Ou seja, fez a pergunta que pode ler na seguinte passagem do meu último texto no Público:


E fez as seguintes declarações, na sessão parlamentar sobre as restrições no acesso às redes sociais por menores de 16 anos - em que a IL e o Chega foram, naturalmente, os únicos que votaram contra, o PSD, PS, PAN e JPP votaram a favor e o PCP, Bloco, Livre e CDS abstiveram-se (é uma peça do DN):

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Como é que o “algoritmo” da irritação contribuiu para a fuga a ser professor com a participação da comunicação social 

Captura de ecrã 2025-12-15, às 01.16.34.png


Título: Como é que o “algoritmo” da irritação contribuiu para a fuga a ser professor com a participação  da comunicação social 


Texto:


Foi em 10.06.2023 que fiz o último post sobre as investidas de Miguel Sousa Tavares (MST) sobre os professores. Prometi que seria o derradeiro. Como pode ler no link que meto no primeiro comentário, dessa vez escrevi assim: "MST mentiu sobre a avaliação dos professores e sobre a carreira(...)numa fase com milhares de professores em "fuga" e sem candidatos a essa profissão tão exigente e difícil. MST analisa sem o mais elementar conhecimento da realidade. São duas décadas desta devassa mediática da profissionalidade dos professores."


Após a recente greve geral, MST escreveu que os professores “adoram fazer greves antes do fim de semana" e que o fazem para "terem quatro dias de fim de semana". Não ia abordar o assunto, mas um comentador habitual do blogue desafiou-me e um anónimo comentou assim - subscrevo-o e transcrevo o essencial -: “Há anos que o jornalista MST, avisado noutras matérias, tem um discurso persecutório e irresponsável em relação aos professores(...)nunca fez o trabalho de casa, sempre se pronunciou com ligeireza(...)o seu discurso, mais emocional do que racional(...)nem a fuga de professores ao sistema o fazem questionar-se, se ser professor é um festim como ele diz, por que razão não há fila de espera?”


E lembrei-me de um podcast - no "Vale a pena", de Mariana Alvim, ou no "Fala com ela", de Inês Meneses - em que ouvi o maestro Martim Sousa Tavares, filho de MST, explicar, com desconforto, estas investidas: "ainda noutro dia falámos disso ao almoço. Acho que o faz só para irritar".


Se a ideia é irritar, consegue quase a unanimidade junto dos professores - claro que haverá professores laranjas que agora justificam as investidas, como antes houve professores rosas que o terão feito.


Usar a irritação e o ódio é destrutivo e deslaça as sociedades, mas granjeia popularidade se se escolher bem os alvos. MST, e muito comentário da bolha político-mediática, foi percursor dessa realidade e também usou informação falsa.


Em síntese, a escolha de MST tem as características do fenómeno que está a degradar as democracias (e repetindo alguma argumentação): as gigantes tecnológicas, que dominam as redes sociais, criaram algoritmos que destacam posts com mensagens, que podem ser falsas, de ódio e irritação. Servem-se do perfil dos utilizadores para os viciarem. Há muito que se sabe tudo isto e há muitos testemunhos de programadores destacados que discordaram e se afastaram. Os criadores das mensagens irritantes usam o racismo, a xenofobia, a misoginia, as informações falsas e por aí fora, no que se tornou no exercício favorito da extrema-direita e das autocracias mais poderosas que tudo fazem para desestabilizar as democracias ocidentais. É uma luta muito desigual, até porque quantos mais posts denunciadores se faz mais se alimenta o monstro.


E no pior que tem o sistema, destaca-se diariamente a decadência que chefia os EUA (ainda esta semana fez uma declaração de irritação e ódio a lamentar-se que não cheguem aos EUA "imigrantes da Noruega ou da Suécia e só apareçam os repugnantes - e mais umas classificações aberrantes - somalis"). Aliás, o pequeno Tutti-frutti da Lusitânia usa os bengalis com o mesmo fim de irritação tiktokiana e não se pode dizer que as gigantes tecnológicas, nem as instituições democráticas, onde se inclui a comunicação social, não estavam informadas.


Em suma, o “algoritmo” da irritação contribuiu para a fuga a ser professor com a participação da comunicação social.


Nota: não voltarei ao tema MST.



 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Macron quer avançar com proibição das redes sociais para menores de 15 anos após esfaqueamento numa escola

Macron já vem com uma década de atraso. Em Julho de 2024 (neste texto), terminei um texto assim: "Não se deixe este legado. Que, daqui a uma ou duas gerações, nenhuma adolescente portuguesa de 14 anos diga, como em 2023, a um canal televisivo sobre a proibição de telemóveis: "Ai agora? Mas agora já está tudo agarrado"." É óbvio que o uso generalizado dos smartphone (que tanto interessa ao guloso mercado) tem uma relação directa com a adicção tecnológica e com as redes sociais. E desde 2014 que se constatava tudo isto, nomeadamente os conteúdos acessíveis a crianças e jovens.



"Macron quer avançar com proibição das redes sociais para menores de 15 anos após esfaqueamento numa escola"



sexta-feira, 12 de junho de 2020

Redes Sociais e Ampliação de Fenómenos

Um indivíduo pode "vandalizar" uma estátua sem sequer saber quem é o estatuado. Mas no estado de ampliação actual, tanto se transforma num caso gravíssimo como no dia seguinte se pode tornar irrelevante ao ser substituído por um golo qualquer.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Assim Vai o Mundo Trump

Captura de ecrã 2020-05-28, às 11.52.54.png


As redes sociais têm vantagens e desvantagens para a democracia; se é óbvio para quase tudo, até para os mais progressistas instrumentos científicos, também será para o fenómeno das redes sociais. Mas começa a ser evidente que no caso das redes sociais as vantagens superam largamente as desvantagens nomeadamente na possibilidade de se garantir a manutenção da própria democracia através de um debate mais livre assente na liberdade de expressão. A desorientação do autocrata Trump é um bom sinal, mas falta o mais difícil: a derrota pelo voto.



"Trump vai assinar ordem executiva sobre redes sociais após polémica com Twitter. "O Twitter está a reprimir por completo a liberdade de expressão e eu, como Presidente, não o vou permitir", declarou Trump depois de a rede social ter acionado alertas de verificação de factos na sua conta."


quarta-feira, 16 de maio de 2018

da confirmação de fenómenos

 


 


 


Harry Frankfurt publicou "On bullshit" em 2005. Apesar do crescimento do fenómeno, não existiam, disse o filósofo americano, estudos profundos sobre o tema. Não havia sequer uma teoria geral, o que era paradoxal considerando a sua ubiquidade. O fenómeno era, para Harry Frankfurt, uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, já que não tinha que se preocupar com o rigor. Mas mais: o bullshit era objecto de uma estranha tolerância, enquanto que a mentira era vista sem benevolência. A principal razão para o seu aumento era a exigência da sociedade para que se opine sobre tudo; mesmo sobre o que se desconhece. O mundo da comunicação social, e das redes sociais, constituía um abundante caldo de cultura “bullshit“”. Treze anos depois, dá ideia que o bullshit se impôs de vez.



Nota: Na tradução portuguesa ficou "a conversa da treta”"


 


19030037_ScVsi


 


terça-feira, 10 de abril de 2018

Da verdade "em vias de extinção"

 


 


 


Contributo de Mário Silva.



"Com o advento e crescimento das redes sociais cibernéticas, a informação credível está em vias de extinção, pondo em perigo regimes políticos democráticos(?!) e promovendo outra vez regimes políticos autoritários, elitistas e tirânicos.


Veja-se que Hillary Clinton era a candidata dos media nacionais norte-americanos e, mesmo assim, perdeu a eleição. Talvez a explicação esteja, em parte, aqui: nos últimos três meses da campanha presidencial norte-americana de 2016, as 20 notícias falsas mais vistas no Facebook geraram mais partilhas e comentários do que as “20 mais” dos media mainstream norte-americanos. Dados idênticos existem, por exemplo, sobre o impeachment de Dilma no Brasil.


(...) Para além disso, estamos na era do “clickbait”: isto significa, para muitos operadores neste mercado, que se uma notícia não é partilhada, não é notícia. Alguns vão mesmo mais longe e confessam: “Não é importante se uma história é real, a única coisa que realmente importa é se as pessoas clicam nela” (Neetzan Zimmerman, ex-Gawker). Mas também estamos na era do microtargeting e da propaganda computacional. Obama, aliás, ganhou as eleições, já em 2008, com uma estratégia desse tipo, coordenada por Ken Strasma, seu targeting director.


(...) E surge a Cambridge Analytica. A verdade é que há muito que se dizia que esta empresa detinha uma base de dados com mais de cinco mil “data points” psicográficos e sociográficos de cada um de cerca de 220 milhões de americanos. A Cambridge não só ajudou a eleger Donald Trump como também terá tido um papel activo na vitória do “Brexit”, na campanha de Ted Cruz, etc. O que eles dizem que fazem é “engenharia social”, aliciam os eleitores para “correntes emocionais”, para falsas notícias e “dark posts” (também conhecidos por “unpublished page posts”, segmentados para perfis de utilizadores e ocultos para outros), manipulando a opinião, prevendo e mudando o comportamento do eleitor, influenciando-o através de agendas políticas específicas ou tão-somente de “junk news” e de “troll factories”. Daí que se diga que as eleições hoje dependem cada vez mais da propaganda computacional e dos automatismos criados em torno da mudança de comportamento político.


Francisco Rui Cádima,


Instituto de Comunicação da NOVA FCSH


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Editorial (31) Since 1986

 


 


33923845673_fc6728e0e1


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Uso intensivamente computadores desde 1986: escrita, programação de bases de dados, construção de redes e de sítios na internet e por aí fora. O blogue caminha para 13 anos num registo diário e a partilha de textos noutras redes sociais já vai quase numa década. Se quando inaugurei o blogue reduzi a publicação de textos nos jornais, também os procedimentos fora do Correntes têm que ser bem administrados para manter a motivação. Como faço questão de ler e responder a todos os comentários aos meus textos, reduzi a participação fora do blogue. É apenas este o motivo de alguma desaceleração no facebook e da quase desistência do twitter.


Recordo que ter um blogue foi, para o mainstream e nos anos iniciais, sinal de "pessoa incómoda". Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não. Mas só faltava que agora se queixassem do ritmo dos bloggers.


 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

da repetição: desta vez foi em Barcelona

 


 


 


 


As pessoas fizeram um semestre no "estado islâmico" e regressaram como quem esteve em "erasmus"?


Por outro lado, as redes sociais ampliam a "ágora" e os sinais de intolerância. Vê-se ódio ao que os outros pensam. É o sinal mais evidente. Daí a actos terroristas irá um qualquer passo dependente de circunstâncias, oportunidades e distúrbios diversos, como se percebe com a identidade dos fanáticos. Amos Oz é, mais uma vez, muito claro:



"A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar... O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta."


 


19018385_PfZtr


 


 


sábado, 24 de junho de 2017

e no facebook será parecido :)

 


 


 


29470744832_0e04d2a9f5


 


Mas no facebook não é seguido: faz como aquelas pessoas que pedem amizade sem qualquer amigo, nunca publicam e têm perfil de outro mundo :). São invisíveis e espreitam o mundo; socializam. Haja paciência.

segunda-feira, 27 de março de 2017

redes sociais

 


 


 


Agir sobre a informação é não só actuar sobre os dados obtidos, mas proceder sobre as relações que se estabelecem. “(...)Ou seja, é agir sobre os padrões coletivos ou individuais de formatação e através deles sobre a perceção do real e sobre a ação que dele decorre(...)” Rascão (2004: 21). Manuel Castells, por exemplo, enuncia vantagens na utilização das redes sociais. Trata-se de saber como usar as novas ferramentas e encontrar caminhos que sem a sua existência seriam improváveis ou mesmo impossíveis.

sábado, 10 de setembro de 2016

E se entrar no facebook deve ser igual :)

 


 


 


A menos que faça como aquelas pessoas que pedem amizade sem qualquer amigo - não tinham qualquer acção na rede - e de perfil irreconhecível ou de outro mundo :). Haja pachorra.


twitter


 

domingo, 19 de junho de 2016

Editorial (29)

 


 


19365032_rmcqV.jpeg


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Em 2006 ou 2007, e mesmo depois disso, ter um blogue era, para o mainstream, sinal de "pessoa incómoda" com textos clandestinos. Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não.


 


Ou seja: em 2007, e para facilitar as tais leituras, meti a fotografia no blogue e passei a assinar com o nome completo. Fiz o mesmo, mais tarde, no twitter e no facebook. Chegou agora o tempo de voltar a abreviar o nome para Paulo Prudêncio.