Ainda há dois anos, e já como chefe de Governo, Passos Coelho declarou (julga-se que voluntariamente) o que se sabe e se repete: o memorando da troika seria um excelente programa de Governo e o seu executivo estaria para além disso. Foi o que se viu. Até Gaspar, que usou, como bíblia, uma folha excel com erros graves, fugiu num exercício de desplante sem paralelo.
Intuímos que Passos+o-irrevogável já se demitiram vezes sem conta e que só um qualquer puxão de orelhas os obriga a levarem a função de gerentes até ao fim. Portas já nos habituou ao risível e Passos Coelho quer sair mesmo muito abaixo de zero. Nem se percebe se é imitação ou contágio.
O primeiro-ministro ainda em funções faz hoje apelos patéticos. Só alguém sei lá o quê é que ainda acreditará numa linha de Passos ou de Portas. Mas será que Passos sente que tem credibilidade para coisas como:
O mesmo assunto é tratado pelo Expresso de forma não menos risível.
Na primeira página da edição online, o folheto faz o seguinte destaque:
Mas mais.
No desenvolvimento da notícia, o eurogrupo (presidido por um holandês, país que sedia o offshore da Alemanha numa vergonhosa fuga aos impostos dentro da zona euro) deixa escapar o que há muito sabemos: Portugal já tem uma ampla almofada financeira com os cortes a eito nos do costume, só que o buraco da banca, e das grandes fugas aos impostos, não tem fim.
Apelar aos economistas já é arriscado, então apelar aos comentadores é completamente desastrado e revela que este PM, e o governo que dirige, não tem rumo. Logo aos comentadores pagos para, nesta ditadura mediática, defenderem interesses velados ou para puxarem por agendas políticas próprias sem que ninguém os tenha elegido.
ResponderEliminar...e se defendo os direitos do homem, sou um activista, sim senhor.
ResponderEliminarTal como a nossa Constituição, que defende todos os portugueses por igual, é activista, sim senhor.
Já não se entendem e o consenso dos "aguenta, aguenta" já teve melhores dias.
ResponderEliminarO "aguenta, aguenta" desabafa ao Sol:
"O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, considerou hoje que a melhoria que se tem verificado na balança de bens e serviços, que deverá ser excedentária em 2013, demonstra que Portugal é uma economia competitiva na Zona Euro.
"Portugal é competitivo no euro", afirmou o banqueiro, durante a conferência "Competitividade e Crescimento", organizada pela consultora A.T. Kearney, em Lisboa, realçando que "o comércio externo em Portugal não pode ser subsidiado".
E acrescentou: "A balança de bens e serviços fechou 2012 equilibrada e tudo indica que vai ser excedentária em 2013, graças ao crescimento das exportações - que já vem de trás, não com a 'troika', desde 2000, com a excepção do ano de 2009. O que tínhamos era uma política económica errada que fez as importações crescerem até 2008".
Ulrich apontou para a evolução positiva da balança de serviços, que quadruplicou entre 2000 e 2013 e salientou que "se não tivesse havido uma alteração enorme na economia portuguesa isto não era possível"."
Muito bom, Paulo, se me permites.
ResponderEliminarAcho, contudo, que a designação de "feitores" se ajusta melhor ao papel dos denominados "gerentes".
Quanto ao "folheto", deliciou-me :)
Enfim João Castro.
ResponderEliminarConcordo Fernando.
ResponderEliminarEnfim Rui.
ResponderEliminarObrigado Carlos.
ResponderEliminarSim, concordo. Feitores era mais acertado :)
Sim, folheto :) Sempre atento aos detalhes, Carlos.