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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Mário Centeno: quem diria?

 


 


 


 


Em 2015, Portugal tentou um algoritmo diferente do imposto no Eurogrupo. Temeu-se a syrização. Mário Centeno chegou a Bruxelas envolto numa aura risível, semelhante à da sua primeira intervenção no parlamento que levou Passos Coelho às lágrimas de tanto rir. Por muito que custe aos avessos a qualquer ousadia científica, como parece ser o caso do ex-PM, há mérito português. É certo que o plano de Centeno priorizava a subida do consumo interno - não se verificou com essa intensidade -, e beneficiou da subida inesperada e vertiginosa do turismo. Mas é uma lição para os que adivinhavam o caos com um Governo com este apoio. Nem as sucessivas viagens em direcção à bancarrota (conduzidas pelas "elites" que guiavam - e se guiavam - o antigo arco governativo), esmoreciam o discurso só-arco-fim-da-história. O plano de Costa e Centeno é olhado como alternativa numa Europa mergulhada em problemas de navegação. Quem diria. 


 


 


 


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Imagem:


YVES HERMAN / REUTERS


 

domingo, 3 de julho de 2016

da descida da Europa

 


 


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A crise europeia agudiza-se. Já são de vários quadrantes os que apontam a "sovietização" das estruturas centrais europeias (o euroviete, tal a sumptuosidade) e o desnorte confirmou-o na imposição de não eleitos: os draghis e os montis (e não está sequer em causa a competência de ambos, o que se eleva é a fragilidade do modelo europeu).

Mário Draghi foi alertando para a perda de independência dos estados europeus, enquanto na Europa do Sul se esgrimiam textos constitucionais. Os paradoxos e os Governos obedeceram aos ditames não sufragados.

A polémica orçamental pode ser mais um ponto de partida para a inadiável discussão da Europa. O federalismo e o modelo norte-americano estão sempre presentes. Ao contrário da "estática" Europa, os "dinâmicosEUA têm sido mais pujantes e dominadores. O modelo europeu nunca será uma cópia e só perde enquanto a espera for dominada pelas políticas de afunilamento defendidas por Wolfgang Schäuble.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Da vitória do Brexit

 


 


 


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Parece consensual que com a vitória do Brexit nada será como dantes e que vivemos mais um momento histórico. Apesar da histórica titubeante adesão à Europa continental, a Inglaterra acabou a dirimir conflitos aterradores entre a França e a Alemanha. Deseja-se que a história não se repita. O Brexit é, desde logo e como representa a imagem acima, uma derrota de Cameron (o Brexit só foi possível com o apoio dos conservadores). Veremos como se desfragmenta o Reino Unido com as vontades europeístas da Irlanda e da Escócia. Mas não é só Cameron a perder. O euroviete supremo, "comandado" na última década pelo desastroso Barroso, acentuou as políticas austeritarista condenadas até pelo FMI e perdeu em toda a linha acompanhado pelos executivos alemão e francês e pela maioria do eurogrupo. As benesses ilimitadas dos eurocratas esgotaram-se. O défice democrático nas instituições europeias, a imposição de políticas não escrutinadas e a especulação financeira com carta branca são faces da derrota. O cartoon que se segue é uma boa imagem do egoísmo europeu assente no neoliberalismo das últimas três décadas.


 


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domingo, 3 de abril de 2016

da condição de protectorado

 


 


 


Portugal não se libertará tão cedo da condição de protectorado (Draghi no Conselho de Estado é mais um exemplo). Não se trata apenas da tímida Federação de Estados Europeus que permite a arrogância de alguns comissários sem legitimidade democrática.


 


O que mais surpreende é a venialidade às posições do errante FMI. O que é que se passa? O FMI, que nos dias pares confessa erros graves e nos ímpares "alarma-se" com qualquer sinal não austeritarista, publica relatórios inundados de lugares comuns e depois tem parangonas na abertura de telejornais? E é endeusado nos congressos da oposição? É espantosa, e misteriosa, a condição de protectorado (por exemplo, leia: FMI apanhado a planear nova bancarrota na Grécia; pode saber mais aqui).

sábado, 27 de fevereiro de 2016

do Brexit

 


 


 


 


"Não podemos reciclar uma saqueta de chá ou as crianças com menos de oito anos não podem estoirar balões", são dois exemplos risíveis apresentados por Boris JohnsonMayor de Londres, que defende a saída do Reino Unido da União Europeia. Sem dúvida que a máquina de Bruxelas e Estrasburgo, com as suas benesses ilimitadas não pode sequer acusar de invejosos os eurocépticos, põe-se a jeito e traz à memória uma espécie de "euroviete supremo". Adensam-se as preocupações e é mais uma encruzilhada europeia que parece exigir mais integração e muito mais humildade.


 


 


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sábado, 6 de fevereiro de 2016

a Educação e o projecto de OE2016

 


 


 


Mário Centeno diz que não é o orçamento que queria, mas será mais responsabilizado por ele do que os eurocratas (dito assim para sorrir, já que os eurocratas não prestam contas) e nunca se saberá o que aconteceria se tivesse "vencido" em toda a linha. 


 


Há, por exemplo, rubricas na Educação que estão a gerar perplexidade e contestação. Desde logo, o aumento de 6% (de 239,9 milhões para 254,3 milhões de euros) nas verbas transferidas para o ensino particular e cooperativo quando o programa enuncia que "(...)sem prejuízo pelos compromissos contratuais assumidos pelo Estado, e da necessária preservação da estabilidade das escolas, restrinja a existência de contratos de associação em zonas em que exista oferta e capacidade instalada não utilizada nas escolas públicas(...)".


 


Portanto, existe um projecto de OE2016 que pode justificar "compromissos assumidos pelo anterior Governo"; certo. Mas a rede escolar para o ano lectivo 2016/17, a primeira com este Governo, será o primeiro teste a sério no assunto em causa. Bem sei que há quem reconheça na mediatrix a possibilidade de uma revolução despercebida ("velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra é mais ou menos assim: quem não for rápido não vive. Contudo, ainda prefiro a prudência. 


 


Nas matérias referentes à carreira dos professores da escola pública não estou optimista, mas espero estar enganado. 


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quinta-feira, 18 de junho de 2015

grexit ao rubro: cavaco fala em chantagem e ps diz que sairíamos depois

 


 


 


A não derrota em toda a linha dos gregos descontrola a direita europeia, com particular incidência nos "bons alunos" ou que tenham eleições à vista.


 


O insucesso do programa de afundamento, outrora ajustamento, é já impossível de esconder. Ainda por cima, e Tsipras joga com isso, Putin espreita uma qualquer tábua de salvação com a segurança de que a multiplicação do grexit arruinaria uma União Europeia que não consegue sequer salvar uma pequena economia; e Pequim observa.


 


Os revisionismos são agora mais difíceis. A Grécia era um país do sólido centrão europeu, mas com o programa referido, o arco governativo esfumou-se, os "radicais" diversos entraram no parlamento, os excluídos passaram a grupo maioritário, o PIB caiu acima dos 20%, os inúmeros desenhos económicos falharam e olhamos para o presidente português e revemos os mentores que mais parecem os últimos inconscientes da tragédia do Titanic. Alguém que acorde o senhor, que lhe mude a receita ultraliberal e que lhe segrede que o mundo pula e avança. Quanto ao PS, percebe-se a desorientação e o compasso de espera com a ideia dos prognósticos no fim do jogo.


 


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domingo, 7 de junho de 2015

é só o Governo de Passos que faz tudo para o insucesso do Syriza?

 


 


 


Percebeu-se, desde o início, que se o Syriza sobrevivesse, os austeritaristas do sul da Europa entravam em pânico com saliência para os "além da troika" que dizimaram as classes média e baixa. Como o Syriza nunca mais se afunda, como a Grécia "vai aguentando o braço de ferro" para ficar no euro, com as mais recentes sondagens a atribuirem ao Syriza "o dobro dos votos do anterior governo (a direira ND)", o Governo de Passos "antecipa mais 2 mil milhões ao FMI" e diz que está a reduzir dívida. Mas é apenas a ex-AD lusitana que está em pânico com a inesperada sobrevivência grega (numa corajosa defesa das classes média e baixa como tantos advogavam)?"

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

barroso aconselha gregos

 


 


 


A instabilidade e o plano inclinado do euro coincidiram com a presidência da comissão europeia de Durão Barroso. É inquestionável. Até o argumento de que a sua presidência favorecia Portugal não evitou mais uma bancarrota; bem pelo contrário. Mas Durão Barroso acha que estamos no fim da história e entrou na campanha eleitoral grega: o Syriza é o caos, mas os vários governos com extrema-direita em países do euro são-lhe familiares.


 


 


 

domingo, 4 de janeiro de 2015

O Syriza assusta mais do que a corrupção?

 


 


 


Merkel ameaça com a saída da Grécia do euro porque a eleição do Syriza implica o fim das políticas de austeridade. Há países na Europa, até bem no centro, onde proliferam os paraísos fiscais e o comprovado acolhimento de práticas corruptas e a chanceler não se assusta?


 


 


 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

a Europa teima nos esquentadores ou é obrigada?

 


 


 


Jean-Claude Juncker (tem nome de esquentador de marca alemã, mas é luxemburguês e é o novo presidente da Comissão Europeia (CE)), parece estar envolvido no esquema seguinte: "(...)acordos secretos com Luxemburgo permitem a 340 multinacionais pagarem menos impostos(...)".


 


Há uma tendência da Europa para se afundar que dá ideia que é obrigada a isso por quem manda no mundo. Só pode ser ou então o velho continente está dizimado pela grande corrupção. Sei lá. Os Goldman Sachs´s (o comissário Moedas fez parte do grupo) e afins escolheram um tal mordomo das Lajes para presidente da CE e agora indicam uma personagem que mal toma posse é fragilizada desta forma. É sempre a descer, realmente.


 


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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

a meritocracia na versão monetária

 


 


 


 


Os ultraliberais inundam a linguagem com a meritocracia, aplicada aos outros, claro, e depois nomeiam o ex-ministro-adjundo Moedas para comissário da inovação e ciência. Ou seja, o membro de um Governo que arrasou com a Educação e a ciência em Portugal vai gerir os 80 mil milhões de euros europeus; deve ter a bênção do Goldman Sachs.


 


Crato ficará para a história, segundo um seu amigo, como um "science killer"; veja-se lá. Mas o ministro já sentenciou sobre a nomeção de Moedas com uma declaração que deve ser lida ao contrário, como Crato nos tem habituado nas mais diversas variáveis: "Carlos Moedas é um profundo conhecedor". É claro que o ministro pode também estar a saltar do barco e a indicar o nome do verdadeiro "science killer".


 


 


 


 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

o Governo mais austeritarista da Europa?

 


 


 



 


 


 


Passos Coelho disse ao que vinha: revolucionar o país com uma "destruição criadora" através do empobrecimento, da emigração e de uma revisão profunda da constituição. Afirmou-se para além da troika, enquanto disfarçava o recuo constitucional, e essa espécie de PREC de sinal contrário só não é recordado porque vivemos tempos de eliminação das memórias de médio e longo prazos.


 


Na última reunião europeia dos ministros das finanças dos 28, Portugal foi o país mais ortodoxo na defesa da inflexibilidade do pacto de estabilidade e crescimento. Ao que se se vai sabendo, a ministra MLAlbuquerque advogou o radicalismo austeritarista com o comprovado flagelo que já impôs aos portugueses e contrariou as intenções do Governo que mais esperança transporta para a Europa: o italiano.


 


A imagem parece elucidativa. O presidente da reunião, o ministro holandês que há pouco tempo declarou um mestrado falso, parece muito satisfeito a cumprimentar esse génio das finanças que exerce as funções de ministra no Governo português. Devem estar a caminho do FMI.


 


 



 


 


 


 


 

terça-feira, 1 de abril de 2014

a culpa será dos marcianos

 


 


 


 


 


Essa coisa da falta de prestação de contas tem sempre um efeito boomerang a que nem a Comissão Europeia escapa.


 


Há uma constante no que levamos de milénio: os políticos em exercício de cargos seguiram os ultraliberais do poder económico e acusaram os grupos profissionais a abater de não prestarem contas e de serem grandes despesistas. Como panaceia, montaram ardilosos monstros burocráticos para avaliar o desempenho e exigir accountability (como gostavam de repetir).


 


Perante a hecatombe de 2007 e uma vez escancarada a corrupção que perpetravam ou apoiavam, situam-se longe da responsabilidade. Há dias foi Durão Barroso a abandonar o barco para ver se continua a navegar; numa aparente contradição, não se coibiu de culpar o BPN, o BPP e as PPP's como quem não tem qualquer conta a prestar; nem política. Agora mandata a Comissão Europeia para proibir Portugal de usar fundos estruturais para estradas. É uma festa. Barroso quer convencer os marcianos que nada tem a ver com a fuga europeia para a frente em 2008, através de despesa descontrolada, nem com tantos episódios do género; anteriores e posteriores.


 


 


 



 


 


 


 Se esta notícia for mentira de 1 de Abril, o post não carecerá de actualização.


 


 


 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

só faltavam estes

 


 


 


 


 


 


Continua o corrupio de pressão sobre o Tribunal Constitucional para que a ganância aprofunde a luta desigual entre classes; vigente também em Portugal.


 


Já vieram os bancários nacionais que estão ao serviço de quem manda, também debitaram sentença os governantes e a legião de assessores espalhados pelos órgaõs de comunicação social e até o FMI, o eurogrupo e o presidente da nossa República não resistiram às encomendas.


 


As agências de raiting devem estar a meditar no grau de descaramento, mas a banca mais predadora, e que vence com a dívida pública mais rentável do mundo em 2012, a portuguesa, não conseguiu, coitada, aguentar tanto frenesi.