sexta-feira, 22 de novembro de 2013

até dói

 


 


 


Ao que chegámos na humilhação dos professores (os bold são meus).


 


 


"Carta aberta de um professor ao primeiro-ministro: não farei qualquer exame retroactivo


 


"O meu nome é Manuel Maria de Magalhães e sou professor profissionalizado do grupo 410 (Filosofia), desde 2002. Desde então fui contratado por 13 escolas, em cinco distritos diferentes (Viana do Castelo, Braga, Porto, Guarda e Viseu). Em todas excedi sempre aquilo que me era pedido, como prova o reconhecimento, em alguns casos público e formal, que alunos, colegas, órgãos das escolas e encarregados de educação prestaram ao meu trabalho.


Em termos de formação contínua de professores desprezei sempre as acções de formação promovidas pelo ministério através das suas direcções regionais, que conjugam o verbo "encher" na perfeição, para procurar na academia a continuação dos meus estudos sob a forma de congressos ou mesmo na execução de duas pós-graduações nas áreas em que o meu grupo disciplinar se move.(...)




Não temo como nunca temi qualquer forma de avaliação, mas não me sujeito ou humilho perante este cenário a que Vossa Excelência nos quer forçar. Não farei qualquer exame retroactivo, imposto de forma ditatorial. Se o preço a pagar for a exclusão definitiva do ensino, assumo-o. Mais importante do que as palavras que proferimos é o exemplo que perdura. A dignidade não está à venda e não posso ser incoerente com tudo o que tenho passado aos alunos que o Estado me entregou. Ainda assim tenho a esperança que Vossa Excelência tenha a humildade (uma das maiores, se não a maior, virtude humana) de reconhecer o erro que esta medida encerra e procurar novas soluções.




Professor de Filosofia


 


 

2 comentários:

  1. Uma atitude muito digna! Um aplauso para o colega.
    Também tenho esperança de que a prova não se concretize, pelo carácter ultrajante de que se reveste e pela nulidade que constitui.
    Quanto mais não seja, caberá aos professores do quadro mostrar ao MEC que, por maior que seja o circo montado, o espectáculo não se realiza sem palhaços.
    Eu que, para além de pertencer ao quadro, até sou professora de Português farei a minha parte até ao fim.

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