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domingo, 17 de abril de 2022

Lendas

À medida que o nazismo ocupava os países europeus, era decretada a obrigação dos judeus se identificarem, de braçadeira amarela com a estrela de David, nos territórios "conquistados". Conta a lenda que, na Dinamarca, a população se solidarizou e usou a judia identificação, incluindo o monarca Cristiano X. O gesto originou a salvação de cerca de 98% dos judeus que fugiram e encontraram abrigo na Suécia.


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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

das lendas

 


 


 


À medida que o nazismo ocupava os países europeus, era decretada a obrigação dos judeus se identificarem, de braçadeira amarela com a estrela de David, nos territórios "conquistados". Conta a lenda que, na Dinamarca, a população se solidarizou e usou a judia identificação, incluindo o monarca Cristiano X. O gesto originou a salvação de cerca de 98% dos judeus que fugiram e encontraram abrigo na Suécia.


 


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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

ministros sem mundo

 


 


 


 


 



 


 


 


Se os ministros fossem portugueses, Luís Arnaut, uma das últimas aquisições do Goldman Sachs, diria que são ministros pacóvios e sem mundo. Dá ideia que continuamos algo distantes de outras democracias, pelo menos no que toca à coragem para uma qualquer espécie da mais elementar "desobediência civil".


 



 


 


 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

até dói

 


 


 


Ao que chegámos na humilhação dos professores (os bold são meus).


 


 


"Carta aberta de um professor ao primeiro-ministro: não farei qualquer exame retroactivo


 


"O meu nome é Manuel Maria de Magalhães e sou professor profissionalizado do grupo 410 (Filosofia), desde 2002. Desde então fui contratado por 13 escolas, em cinco distritos diferentes (Viana do Castelo, Braga, Porto, Guarda e Viseu). Em todas excedi sempre aquilo que me era pedido, como prova o reconhecimento, em alguns casos público e formal, que alunos, colegas, órgãos das escolas e encarregados de educação prestaram ao meu trabalho.


Em termos de formação contínua de professores desprezei sempre as acções de formação promovidas pelo ministério através das suas direcções regionais, que conjugam o verbo "encher" na perfeição, para procurar na academia a continuação dos meus estudos sob a forma de congressos ou mesmo na execução de duas pós-graduações nas áreas em que o meu grupo disciplinar se move.(...)




Não temo como nunca temi qualquer forma de avaliação, mas não me sujeito ou humilho perante este cenário a que Vossa Excelência nos quer forçar. Não farei qualquer exame retroactivo, imposto de forma ditatorial. Se o preço a pagar for a exclusão definitiva do ensino, assumo-o. Mais importante do que as palavras que proferimos é o exemplo que perdura. A dignidade não está à venda e não posso ser incoerente com tudo o que tenho passado aos alunos que o Estado me entregou. Ainda assim tenho a esperança que Vossa Excelência tenha a humildade (uma das maiores, se não a maior, virtude humana) de reconhecer o erro que esta medida encerra e procurar novas soluções.




Professor de Filosofia


 


 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

bi-táctica

 


 


 



 


 


Sou pela responsabilidade individual, já assumi várias posições arriscadas na vida, mas não desprezo as acções colectivas; bem pelo contrário. E vem isto a propósito de um post que acabei de ler. O Reitor, em "Dez Tácticas de Acção Docente", propõe que se desenvolva, em silêncio, toda a avaliação do desempenho e que no fim se remetam os processos - chapa 10 - para reavaliação da Comissão de Coordenação da Avaliação do Desempenho de cada escola ou agrupamento com o objectivo de entupir a coisa. Não concordo com esta proposta.


 


Lembro-me que em 2008 também apareceram propostas semelhantes. Veio a verificar-se que os mentores, e os seus apoiantes, não leccionavam em escolas dos ensinos básico e secundário. E a exemplo das minutas dos sindicatos para responder violentamente às fichas do ME, estas propostas só entram no raciocínio de treinadores de bancada que bem poderiam desempenhar as funções de quem criou este desmiolo. Que me desculpe o Reitor. São os bi-tácticos, como se dizia em tempos. Quem conhece bem a forma como tudo isto dilacera a atmosfera relacional das escolas, tem a mesma atitude que se deve ter com o desrespeito pelos direitos humanos: suspenda-se a agressão e já.

sábado, 27 de novembro de 2010

ipês

 


 



Foi daqui


 


A exemplo da pegada ecológica existe o rasto na internet. É possível dissimular a presença, como em tempos se fazia na rede telefónica usando um aparelho de uma cabina pública, mas o registo fica feito e uma investigação aturada pode descobrir as impressões. Não é fácil, mas não é novo.


 


Não sou dado a nicks, gosto de assinar os textos que escrevo e os comentários que faço na blogosfera e nas redes sociais. Tive um nickname - quando, por volta de 1995, usei os primeiros chat´s para ver como era essa coisa maravilhosa de comunicar em tempo real com o mundo "todo" - em homenagem à minha terra de nascença e do coração, a um escritor que aprecio e a uma árvore que dura séculos: frangipani. Mas sou sincero: não critico quem usa a rede de forma anónima ou com um qualquer disfarce que pode ter as mais diversas origens.


 


Também sabemos que é possível inserir comentários na blogosfera, e até nas redes sociais, com o nome de outrém e isso torna quase irrisória a discussão sobre a ciberidentidade.


 


Nas opções do correntes não accionei a possibilidade de registar o Internet Protocol (IP ou morada na net) de quem comenta. Não quero saber disso. Conheço algumas das pessoas que comentam de forma anónima, ou com nick, no correntes e até acho graça a algumas das opções. Parece-me saudável e mesmo que não me parecesse, claro.


 


Por conversa com os meus amigos bloggers fui optando por contadores de entradas e ligações automáticas ao facebook ou twitter que permitem um controle mais profissional da influência quantitativa do blogue e na fase alta da defesa do poder democrático da escola pública cheguei a fazer os possíveis para dar o máximo de luta; mas só nessa altura.


 


E tudo isto para fazer um pequeno ponto da situação: nunca senti no blogue qualquer sinal das teorias da perseguição e a única coisa que me vão dizendo é que este, ou aquela, lê o blogue ou pede relatórios. É bom: quem escreve gosta de ser lido. Quem por aqui comenta pode ficar tranquilo: não me parece que haja um qualquer motivo, político ou técnico, para se sentir perseguido pela visita ou por inserir um comentário. Portugal é um espaço de livre opinião; acredito nisso.


 


(1ª edição em 31 de Março de 2010)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

greve

 



 


 


 


O meu modo de ser remete-me para o risco individual e quotidiano.Tem sido assim ao longo da vida e mudarei muito pouco. Por outro lado, não sou dado a momentos de catarse colectiva. Em regra, respeito quem protesta e dou atenção aos motivos.


 


Raramente falhei uma greve, tenho escrito muito sobre a luta dos professores e a propósito da situação política que vivemos. Seria redundante estar neste momento a fazer resumos.


 


Ponderei muito bem o que vou escrever a seguir. Há uma evidência que não contesto: a situação que vivemos responsabiliza os "mercados" e o financiamento da banca falida. Aos outros restam algumas armas. Uma delas é a greve. Para começar esta fase, não me parece nada mal. Serei mais um a aderir. Em 24 de Novembro de 2010, e apesar de tudo, farei greve.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

circunstâncias pessoais e contra uma mistificação (reedição)

 


 


(encontrei esta imagem aqui)


 


(Republico este texto por questões que só a mim me dizem respeito. A 1ª edição ocorreu a 19 de Junho de 2009).


 


Subscrevi um pequeno texto (contra a avaliação de docentes enquanto mistificação) que tem gerado alguma polémica no seio da justa luta dos professores. A sua primeira publicação ocorreu na edição impressa do jornal público do dia 13 de Junho de 2009. Seguiu-se a divulgação pelos diversos blogues de professores e retive-me numa leitura atenta dos diversos comentários. Mantive uma silente contenção e esperei que a poeira assentasse um pouco. Já se sabe que neste tempo de turbilhão informativo e de vórtice inaudito as partículas granulosas não teimam em regressar ao sossego; e o meu cérebro exige-me disciplina.


 


Talvez nem perca muito com esta decisão de apenas entregar o relatório crítico de avaliação como sempre fiz. Se for penalizado pelo não preenchimento da ficha de auto-avaliação é algo que só a mim me diz respeito. De pouco me vale invocar os valores monetários que fui desperdiçando ao longo da vida em nome da coerência de ideias ou de atitudes. Os que me conhecem sabem que sou tolerante e diplomata, mas que também me regulo por uma firme e determinada exigência individual com total respeito pelas posições dos que convivem comigo. Não adiantaria invocar, ainda, outros momentos da minha vida onde algo de semelhante aconteceu; e nem sempre venci. 


 


Subscrevi o texto em causa por solidariedade com quem o fazia, com a intenção de o fazer quase sempre às causas e aos amigos e para reafirmar a coerência em não participar na mistificação em que se inscreve o actual modelo de avaliação. Transmiti isto aos meus colegas assinantes. 


 


Sei que posso parecer exorbitante com isto que estou a escrever. Mas é assim. E nada mais acrescentarei no domínio das minhas circunstâncias individuais. Nem herói nem mártir como sempre fiz questão de afirmar.


 


Tenho, naturalmente, muito mais palavras para escrever sobre a auto-avaliação em termos técnicos, políticos e jurídicos. Darei conta de tudo isso quando os meus critérios julgarem oportuno.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

judeus na dinamarca - histórias de resistência e de desobediência

 


 



(encontrei esta imagem aqui)


 


 


 


Conheço algumas histórias sobre os movimentos de resistência ou de desobediência civil mas há uma que me emociona em particular. Passou-se no período da segunda guerra mundial, partiu de uma ideia muito simples e obteve um resultado espantoso.


 


Conta-se em poucas palavras: à medida que o nazismo ocupava os países europeus, era decretada a obrigação dos judeus se identificarem, com a célebre braçadeira amarela com a estrela de David inscrita, em cada um dos territórios "conquistados".


 


Na Dinamarca o resultado foi inédito. No dia escolhido pelo regime alemão para que a ideia decretada entrasse em funcionamento, toda a população dinamarquesa se solidarizou e passou a usar também a judia identificação, incluindo o monarca Rei Cristiano X. Este gesto originou a salvação de cerca de 98% dos judeus que, assim, puderam fugir e encontrar abrigo mais seguro na vizinha Suécia.


 


Nota: dizem-me que a questão relacionada com o monarca pode ser apenas uma lenda. Não consegui confirmar o contrário.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

bela prosa

 


 


Ao passar pelo excelente blogue do Paulo Guinote, dou com um texto, escrito por ele, que subscrevo na integra. Digo mais: é um exercício que deve ser lido com toda a atenção e que contém um conjunto de princípios que deveria ser elementar ao convívio democrático.


 


Ora leia.


 


 Elogio Da Responsabilidade Individual.


 



"Tornei-me gradualmente, ainda no início da idade adulta, um descrente em matéria de colectivos. Ainda mais dos colectivos por inacção ou daqueles em que os indivíduos se escondem por entre as massas.


Sei, por observação directa, que protegidos pela multidão, há indivíduos extremamente corajosos, que gritam a plenos pulmões a revolução total e outras coisas igualmente desinteressantes.


Acho que é por isso que não gosto de claques desportivas, sempre fui resistente a manifestações e só vou a enormes concertos musicais quando não pode mesmo deixar de ser.


Por deformação, desconfio das tomadas de posição unanimistas, de braço no ar ou caído. Deve ser por isso que há quem me ache um bocado reaccionário, pois - apesar da prática de trabalho em equipa não me desagradar nada - sou fortemente individualista num sentido algo radical, ou seja, no de que cada indivíduo deve ser responsável pelos seus actos e não se acobertar atrás do colectivo. Seja ele qual for: evangélico, sportinguista, socialista, neo-liberal, fundamentalista, multiculuralista ou mesmo minoritário, que é o tipo de colectivo normalmente mais intolerante, acho eu.


Por isso, mesmo achando de enorme coragem e dignidade as posições assumidas nas escolas e agrupamentos de todo o país e de ter participado este ano em mais manifestações do que participei ou participarei provavelmente em todo o resto da minha vida, considero que a chave de tudo está na nossa coerência individual e na tradução da nossa adesão a determinados princípios em actos concretos.


Se não gostamos deste modelo de avaliação está nas nossas mãos, individualmente, esvaziá-lo ao não nos tornarmos seus colaboradores activos.


O colectivo de que eu mais gosto - talvez mesmo o único - é aquele que se constrói pela soma das vontades e atitudes individuais, conscientes e livres. Não por pressão dos pares ou conveniências do momento.


Já sei que há quem, não sei o quê, não sei que mais, se lá estivesses é que vias como é difícil. Estou farto destas ladaínhas. Por isso mesmo, reservo-me o direito de, individualmente e em nome próprio, tomar as atitudes que só a mim responsabilizam de não adesão a este modelo de avaliação do desempenho ou da sua contestação passo a passo.


Não porque tenha medo de ser avaliado. Felizmente tenho bons resultados da minha prática pedagógica a apresentar e o meu currículo está repleto de avaliações nos últimos 20 anos. Julgo que mais do que qualquer responsável actual do Ministério da Educação.


Apenas porque, se discordo dele, não posso esperar que venha a onda para, disfarçadamente, me incluir nela e ninguém quase dar por isso. E, depois de tudo correr bem, sacar da fotografia e mostrar que estive lá.


Por isso mesmo ignorarei por completo a estratégia da DGRHE de tentativa de recolha dos Objectivos Individuais por via informática e ilegal. Nada na lei me obriga a tal, nada na lei permite ser penalizado por isso.


Quanto ao resto, se necessário for, também tomarei as decisões individuais coerentes com o que tenho defendido. Sem esperar mais pelos colectivos, pelas ondas e pelo fim dos medos alheios, resultado da escassez de convicções firmes."