domingo, 26 de janeiro de 2014

o caso gps na comunicação social - ionline

 


 


 


 


 


A peça do "I" apresenta detalhes do caso Grupo GPS que ainda não tinha lido na comunicação social. "(...)O i sabe que os relatórios da Inspecção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) sobre os colégios GPS deram pistas essenciais ao trabalho dos investigadores que na passada terça-feira conduziram mais de duas dezenas de buscas pelo Centro do país. As seis auditorias, recorde-se, traçaram um retrato arrasador dos estabelecimentos de ensino particular financiados pelo Estado para garantirem ensino gratuito a alunos que supostamente não teriam lugar na rede pública.(...)".


 


É interessante que se refira que "(...)As despesas com professores, ao que o i apurou, acabariam por contar para o cálculo - quanto mais altas fossem, maiores os benefícios.(...)". É evidente que esta constatação é referente ao período 2004/2010, que parece que foi muito investigado, e quando o valor pago pelo Estado não tinha a turma como referência.


 


Em 2005, quando participei, em Lisboa, pela última vez numa reunião da rede escolar das Caldas da Rainha como PCE da EBI de Santo Onofre, alertei para a ilegalidade de um dos colégios e para o problema de "horários zero" que iria provocar no médio prazo. Está documentado aqui. Os representantes do Grupo GPS, presentes na reunião, declaram que "absorveriam" esses "horários zero" e que quanto mais elevado fosse o escalão de vencimento do professor mais interessante a situação se tornava. Estranhei. Não conheço um professor com "horário zero" que tenha leccionado nessas instituições. Dizem-me que nos primeiros anos de funcionamento as escolas das cooperativas de ensino convidavam professores dos escalões mais elevados para regimes de acumulação em tarefas de coordenação sem componente lectiva.


 


 


Mas o melhor é ler a peça.


 





 


 


 


 

8 comentários:

  1. Ui ui ui, começo a perceber muita coisa do polvo local e dos silêncios...

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  2. O Polvo vai tecendo a teia nos partidos para os calar. Usa o mesmo esquema com as famílias influentes.

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  3. Cada cavadela sua minhoca. Irra, que ganda confusão.

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  4. Também me lembro de ouvir um autarca referir, por várias vezes, que havia a ideia de colocar os professores caldenses em "horário-zero" a trabalharem no ensino particular... agora, percebo o interesse da altura.

    No entanto, não passou da ideia. Será porque os professores do ensino público não se "moldavam" ao espírito do privado? Do género, comiam e não se calavam?

    Ah, pois...

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  5. Nem mais, Vanda Machado...

    É ver as "transferências" entre partidos... Numa eleição à direita, agora mais à laranja...

    Haja dinheiro...

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  6. Nem mais João Pereira. A páginas tantas, era mais rentável ter professores baratos porque pagavam à turma. Lá se foram os "horário-zero". O polvo usa o mesmo esquema no país e nas cidades onde está implantado, é o escol GPS.

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