quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

progressos até no "negócios da semana"

 


 


 


 


 


A defesa da escola pública é uma contenda muito desigual. A ideologia única vigente é desfavorável à gestão pública e considera como falhas de ambição e inovação as pessoas que se dedicam a esse desperdício financeiro. Se forem professores e defenderam a escola pública como valor inquestionável da liberdade e da igualdade de oportunidades, serão rotulados como acomodados ou azarados no momento da distribuição de neurónios. José Luís Arnaut dirá que são uns-sem-mundo. Por tudo isto, é obra que se tenha integrado na agenda mediática as polémicas relações público-privado no sistema escolar.


 


Vi, ontem à noite, o programa "Negócios da Semana" de José Gomes Ferreira, na SICN, com dois convidados especialistas em segurança social: Luís Pais Antunes, jurista e ex-SE, que se apresentou do lado da maioria que governa e Eugénio Rosa, economista e ex-deputado, que integra a oposição a este Governo. Partiram das relações entre os poderes político e económico e passaram pelas soluções para a crise com a nomeação dos sectores que devem continuar públicos. José Gomes Ferreira, um fervoroso Lurditas D´Oiro, surpreendeu-me: mostrou-se defensor da escola pública e declarou-se indignado por ainda não terem terminado com os casos como o do Grupo GPS nas escolas do Oeste; literalmente assim. Mais espantado fiquei com um dos convidados: Luís Pais Antunes anuiu, reforçou e sublinhou.


 


Vamos registando estas impensáveis mudanças no discurso, mas continuamos à espera das soluções. Para isso, é necessário conhecer as variáveis em causa e eliminar as gorduras provocadas pela ganância e pela falta da mais elementar transparência.


 

10 comentários:

  1. Voltamos a questionar: Onde está a investigação da Inspecção Geral da Educação, do DCIAP, da Polícia Judiciária?

    Nada encontraram?

    Não estará na hora de exigirmos um relatório sobre estes processos?

    Onde está a verdade? Camuflada por alguém poderoso?

    Que interesses se escondem por trás deste negócio das parcerias público-privadas na Educação?

    Por que tardam as respostas?

    O que têm feito os inspectores dos vários organismos?

    A quem interessa este silêncio?

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  2. Rui Rodrigues, Amadora16 de janeiro de 2014 às 20:41

    Também vi e também dei conta dessa mudança. Agora vamos esperar pelos resultados como foi dito.

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  3. Joana Ribeiro, Encarregada de educação16 de janeiro de 2014 às 21:05

    Este caso GPS já mete nojo e desculpem-me a expressão. Não acontece nada? Só neste país...

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  4. O POVO está cecado por um exército de ladrões profissionais. Em todo o lado tiram partido para enriquecerem em plena crise. É o Governo que faz o que bem entende a seu belo prazer porque a Justiça está de férias prolongadas. Os Hipermercados vendem a preços proíbitivos, a ASAE e a (Autoridade) reguladora só recebe o carcanhol ao fim do mês sem trabalhar. Estamos num País sem LEI, que não difere muito da Somália. Só há ABUTRES ao cheiro de cadáveres para depenicarem tudo até aos ossos, acabando por dividir o espólio com as Ienas e mabecos.

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  5. Os privados da educação apenas aprenderam com os privados da saúde, com a banca, com as PPP´s dos merceeiros do regime que inventaram as concessões das privatizações e com os boys e girls dos partidos do arco da corrupção.

    Num país em que o governo autoriza o saque e o roubo descarado aos bens publicos, há que roubar o máximo. Uma das medidas a tomar é a de prender o mentiroso patológico Nuno Crato que tem 3 anos de destruição da educação para desviar riqueza do país para os seus futuros patrões.

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  6. O José Gomes Ferreira tem dias.

    Ou, dito de outra forma, "vareia" bastante.

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