quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

não somos parvalorem

 


 


 


 


Se um cidadão comum quiser remunerar com juros umas poupanças consegue taxas de 2% ou menos. Se pretender mais do que isso, arrisca-se a perder tudo com o risco.


 


Os protegidos pelos mercados compram dívida dos estados e são remunerados a mais de 5% e com todas as garantias dos governos, da Comissão Europeia, do BCE e até do FMI. Os certificados de garantia prevêem esmifrar as classes médias e nem os idosos no limiar da pobreza são dispensados. Ao cidadão comum está impedido o acesso a estes "produtos de qualidade".


 


É avisado que quem festeja a austeridade não faça das pessoas uma espécie de parvalorem. A desigualdade crescente e contínua nunca acaba bem.

5 comentários:

  1. Querem lá ver que é desta que eu empunho a panela de pressão no meio da rua...

    Já estou a ganhar o mesmo que em 2003, há 11 anos, com muito mais horas de trabalho e menos condições.
    Haja decoro!

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  2. Portugal foi transformado num laboratório. Os senhores da Troika perceberam que este povo "aguenta aguenta" e não refila. Os malandros dos portugueses têm que perceber que têm que ser globalmente competitivos. Eu acho que até que se devia de ir mais longe e os portugueses trabalharem de graça. Aí é que seriam mesmo competitivos. Que maçada agora ter que se pagar ao proletariado... Depois de tudo o que a UE viveu e falhou nos últimos anos, pensei que a comissão Europeia não fosse capaz de produzir mais ideias imbecis. Enganei-me.

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  3. Exatamente. Para mais, dívida é um ponto de atenção e não é economia. Economia é produzir bens manufacturados transacionáveis. Numa palavra: riqueza. (ao contrário do parasitismo da especulação financeira que nada produz a não ser dívida impagável.)

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