Durão Barroso mostrou-se, recentemente, nostálgico da escola da ditadura. Sei pouco do que pensa este político profissional, mas os sound bites são suficientes. O seu percurso político foi quase sempre silencioso e cinzento à excepção da indizível campanha eleitoral para primeiro-ministro e do respectivo exercício. O seu legado, e do seu Governo, traçou a fronteira da destruição da escola pública e da terraplenagem na confiança nos professores através de um nivelamento por baixo.
Há muito que se reparou que a escola pública portuguesa incomoda Bruxelas. Desde 2008 que também se intuiu que os professores portugueses eram a espinha dorsal que faltava quebrar. Os ultraliberais - socialistas da terceira via e sociais-democratas desmemoriados ou com passagem oculta pelo BPN - não perdoam aos professores portugueses e em breve voltarão à carga com mais cortes. É o que parece segredar, ou determinar, Durão Barroso a Passos Coelho na cerimónia em que proferiu o dislate laudatório da escola da ditadura que se pode considerar um julgamento resultante da ignorância ou da má-fé. Parece-me apenas mais um episódio da tragédia que nos trouxe até aqui.
Que me desculpem mas o comentário era neste: Na cerimónia onde elogiou a escola do fascismo recebeu um prémio. O prémio foi a troco de quê? De ser o mais patético presidente da comissão europeia de sempre? Mas, também, de Espanha atualmente tudo se espera: diz a bota com a perdigota.
ResponderEliminarNada a desculpar Mariana.
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