quarta-feira, 25 de junho de 2014

da indisciplina em tempos de empobrecimento

 


 


 


 


Já não consigo ouvir o receituário para a indisciplina de quem nunca pôs os pés numa sala de aula. Aliás, desde muito cedo, e confesso, que senti essa impaciência. Mas nesta fase a coisa agrava-se com trinta alunos por turma associado ao natural aumento de crianças e jovens empobrecidos e revoltados. 


 


Não chega a ser surpreendente que os professores portugueses sejam "os que passam mais tempo a manter a disciplina nas salas de aula" e ainda tenham que ler, como aqui, pareceres que dizem que eles carecem de formação para lidar com alunos com necessidades educativas especiais ou dificuldades de aprendizagem. E nem estou a associar, naturalmente, as variáveis. Estou apenas a evidenciar, como pode ler a seguir, as condições de realização do ensino.


 


A hipocrisia destes "especialistas" parece não ter limites. Silenciam o aumento do número de alunos por turma, a "ilegalidade" das inúmeras turmas sobrelotadas, e às vezes com vários alunos com programa educativo individual, e os restantes cortes a eito e não mudam uma vírgula à sua escola de sentenças.


 


 


 

6 comentários:

  1. A minha mulher era professora de História na Josefa de Óbidos.
    Nos últimos anos a maior parte do tempo era para gerir conflitos.

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  2. Mantê-los calados, só isso, mantê-los calados!

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  3. Qual a surpresa então?

    Depois de termos tido:
    - uma Ministra da Educação afirmando que a Educação era uma festa.
    - professores que são representados por mais de 17 sindicatos que não se entendem entre si.
    - membros do governo dizendo que são os alunos que devem decidir o que querem aprender.

    Estavam mesmo à espera de outra coisa??

    Caros professores, a culpa também vos cabe em parte.

    Era tão fácil desmontar todas aquelas avaliações e afins.

    Mas se ficassem em 1º ganhava-se mais...

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  4. "Alunos 'especiais' duplicaram

    Outra conclusão daquele grupo foi que, entre 2011 e 2013, duplicou o número de alunos no ensino especial (14.273) e que “20 a 30% não têm necessidades educativas especiais permanentes, mas apenas dificuldades na aprendizagem”. Isto deverá levar a alterações no subsídio de educação especial, já contestadas por pais, professores e sindicatos.

    Júlia Serpa Pimentel acredita que as escolas “'penalizaram' a avaliação de algumas crianças para que pudessem caber nesta categoria e, assim, aceder a apoios que de outra forma não teriam”. A perda de apoios tão contestada pelos pais este ano, acrescenta, explica-se porque “aumentaram as crianças, mas os recursos ficaram os mesmos”."

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  5. paulo guilherme trilho prudêncio26 de junho de 2014 às 16:20

    De tudo um pouco, claro.

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