Mais de 50% dos alunos do ensino secundário não frequentam as escolas públicas que em muitos concelhos têm condições para todas as ofertas necessárias.
O mercado (selvagem) da Educação atingiu um pico inaceitável. Todos reconhecem o fenómeno, mas os interesses mais variados obrigam a silenciar o estado a que chegámos. E não me estou a referir apenas às escolas das cooperativas de ensino e muito menos às privadas com propinas naturalmente elevadas. Há toda uma parafernália de ofertas equivalentes ao ensino secundário que são financiadas pelo orçamento do Estado numa lógica de despesismo e inutilidade. Os conhecedores do assunto identificam inúmeros cursos de "vão de escada".
Ontem soube-se que o ensino de adultos perdeu metade dos alunos num ano e que o Conselho Nacional de Educação "teme que os novos cursos vocacionais sejam dados por "operadores" alheios à escola". Enfim. A rede escolar portuguesa carece de uma arrumação e é exactamente esse género de acção que se deve classificar por reforma do Estado com combate ao despesismo e na defesa do interesse das pessoas.
Quem fala assim põe o dedo na ferida...
ResponderEliminarNão é preciso ir muito longe para constatarmos uma realidade incontornável: há escolas ditas profissionais ou "técnicas" que recebem alunos que poderiam estar nas escolas públicas. Esta situação arrasta-se há anos, mas constitui uma espécie de "vaca sagrada", pois os interesses locais são mais que muitos.
ResponderEliminarUm dos problemas prende-se com os professores que leccionam nessas escolas profissionais ou técnicas: são docentes do ensino público em regime de acumulação.
Noutros tempos, com escassez de docentes, percebia-se esta necessidade.
Hoje em dia, com professores sem horário e milhares no desemprego, é absolutamente obsceno que isso aconteça. Por um lado, há profissionais que sofrem todos os anos porque ficam sem horário nas suas escolas ou mesmo sem emprego, por outro lado, há quem possua dois "empregos".
É absolutamente imoral! Tão imoral como permitirem a abertura de cursos profissionais nos colégios com contrato de associação. Estes querem é o dinheirinho do Estado e é só consultar o diário da república para se perceber quanto é que custa uma turma dos cursos profissionais fora das Escolas Públicas.
Sim, é difícil perceber. Ou talvez não.
ResponderEliminarEnfim João.
ResponderEliminarEnfim Lúcio.
ResponderEliminarPaulo,
ResponderEliminarLBSE é cada vez mais, letra morta...
Exacto Cristina. É um Estado em estado de sei lá o quê.
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