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sábado, 5 de dezembro de 2015

o vocacional vai para intervalo ou anulou a matrícula?

 


 


 


"PS arrasa aposta educativa do anterior Governo. Vai acabar o ensino vocacional do 5.º ao 9.º ano. O básico volta a ser "integrado, global e comum a todas as crianças" percebo a ideia, avançada pelo DN, tal a carga ideológica dos mentores da PàF que só não começaram o ensino dual no pré-escolar porque parecia mal.


 


A generalidade das turmas vocacionais são antecâmaras de delinquência juvenil ou parques de estacionamento de potenciais desempregados. Tem sido assim nas últimas décadas. Mudam as designações quando mudam os governos. Desta vez agravou-se com a sobrelotação além da troika.


 


Este fatalismo é uma prova da sociedade ausente que deixa tudo à escola transbordante. Não actua quando a desgraça se projecta nos primeiros anos de escolaridade e desorienta-se quando a tragédia chega à adolescência e tem o sistema prisional como destino. Mas como se exige optimismo, a interrogação faz-se em linguagem escolar: o vocacional vai para intervalo ou anulou a matrícula?


 


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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

e Portugal? Está bom para turistas!

 


 


 


 


Generalizar "este" ensino vocacional é desistir da democracia e integra o ideário do privado encostado ao Estado que registou a enésima inconstitucionalidade: a inclassificável prova de acesso para professores. Digamos que o território está enjoativo, como noutras alturas da história, em plena crise moral e recomendável para turistas.

sábado, 7 de junho de 2014

do mercado (selvagem) da educação

 


 


 


 


 


Mais de 50% dos alunos do ensino secundário não frequentam as escolas públicas que em muitos concelhos têm condições para todas as ofertas necessárias.


 


O mercado (selvagem) da Educação atingiu um pico inaceitável. Todos reconhecem o fenómeno, mas os interesses mais variados obrigam a silenciar o estado a que chegámos. E não me estou a referir apenas às escolas das cooperativas de ensino e muito menos às privadas com propinas naturalmente elevadas. Há toda uma parafernália de ofertas equivalentes ao ensino secundário que são financiadas pelo orçamento do Estado numa lógica de despesismo e inutilidade. Os conhecedores do assunto identificam inúmeros cursos de "vão de escada".


 


Ontem soube-se que o ensino de adultos perdeu metade dos alunos num ano e que o Conselho Nacional de Educação "teme que os novos cursos vocacionais sejam dados por "operadores" alheios à escola". Enfim. A rede escolar portuguesa carece de uma arrumação e é exactamente esse género de acção que se deve classificar por reforma do Estado com combate ao despesismo e na defesa do interesse das pessoas.


 


 



 


 


 


 


 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

vocação para sei lá o quê (com vídeo)

 


 


 


 


O vídeo da RTP é conclusivo: os docentes do ensino vocacional asseguram que os cursos não vão de encontro às necessidades dos alunos e a única recomendação do relatório a que a RTP teve acesso indica a generalização. Esta tragicomédia a que vamos assistindo mantém os vícios tantas vezes criticados (generalizar sem testar, facilitismo e manipulação dos relatórios com conclusões desinteressantes). O desenvolvimento do assunto comprovará se não estamos na presença de trapalhadas ainda mais graves.


 


Depois de dar ideia que desistiu do hábito germanófilo, e que não recomenda exportações, do ensino dual, o MEC insistiu no ensino vocacional ao mesmo tempo que abandonava os processos concorrentes. Desde logo se percebeu que o pretendido era a redução financeira misturada com uma confusão programática recheada de preconceitos, achamentos e back-to-basics com um acrescento ainda mais sei lá o quê e que podemos classificar como compressão curricular.


 


É seguro que estamos na presença de mais devaneios para além da troika.